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sábado, 29 de diciembre de 2012

Lição de babywearing nas costas, desde Uganda, em estado puro

Um amigo viajou a Uganda faz uns meses, como cooperante, e me trouxe este lindo presente. Ele fotografou, numa aldeia chamada Sipi, o processo de colocação de um bebé bem pequeno nas costas de uma mulher (talvez irmã, prima... porque o filho nestes lugares é da tribo inteira, não só da mãe ou da mãe+pai).








As fotos mostram como se coloca o porta-bebê ao modo tradicional africano, o que eles geralmente fazem com tecidos wax, mas que neste caso parece um simples tecido retangular de algodão.

Como vemos, ninguém tem que lhes explicar que:

-O bebê vai, sempre, olhando o corpo da mãe (ou de quem o carregue), e nunca olhando para a frente, seja colocado na frente, no quadril ou nas costas.

-A posição adequada e natural de carregar um bebê é na posição de sapinho, como se ele estivesse acocorado, com os joelhos mais altos que o bumbum e as costas curvadinhas em forma de C.

-Não precisamos de slings de marca, e que com práticamente qualquer tecido podemos carregar pertinho do nosso corpo os nossos filhos, de forma adequada: bem tensionado, na posição idónea e de forma confortavel para bebê e adulto.

-O melhor lugar para "deixar" um bebê é em contato humano, sentindo o cheiro de outra pessoa, o contato da sua pele e o balanceio do seu corpo ao caminhar ou trabalhar.

Obrigada Carlos ;)

MamaÉ Slings
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martes, 4 de diciembre de 2012

Viajar de avião com bebê e/ou crianças pequenas e não morrer na tentativa

É uma das perguntas, além de amamentação e babywearing, que com maior frequencia me fazem as mães que conheço. Sou toda uma proffisional no asunto (piscadinha de olho), pois tenho três filhos com os que viajo, desde que nasceram, duas vezes por ano mínimo, em vôos principalmente transoceánicos, e sem ajuda do pai, que viaja em outras datas.

Já viajei sozinha com bebês, com bebê e criança pequena, com duas crianças pequenas, grávida querendo vomitar toda hora com dois filhos que precisam de ajuda, barrigudona de final de gestação com os mesmos dois filhos, com bebê recém nascido e mais dois filhos pequenos... Já enfrentei conexões, vómitos, cocôs transbordantes de bebê, perdas de necesser com fraldas e toalhinhas, atrasos e difficuldades de todo tipo, pelo que creio que estou pronta para lhes oferecer algumas dicas que para mim vem sendo úteis. São as seguintes:
 
(Na foto, viajando sozinha de Madri para o Brasil com Paulo -6 anos-, Adriano -4 anos e meio- e Alicia -4 meses-, sendo que colocaram os meninos 6 filas atrás de mim, e ninguém quis trocar de lugar. Passei a viagem indo e voltando do lugar deles ao meu, impedindo brigas entre eles, lhes ajudando a comer e dormir, sem ter lugar ao seu lado e com uma menina no colo)

PREPARATIVOS:

-Leve uma bagagem de mão completa, mas também sem exageros, pois você vai ter que carregar filhote(s) além da bagagem. Para mim serve: troca de roupa para as crianças e para mim (pelo menos a parte superior) por se sofremos acidentes como um suco derramado, vómitos, xixis noturnos, etc. Fraldas, toalhinhas, uma sacola plástica para guardar roupas molhadas ou sujas, dois potes plásticos de armazenar leite materno, com tampa, vazios; alguma coisinha saudavel que as crianças gostem (paitos de pão, por exemplo), roupa mais quente... E a sua bolsa com as suas coisas pessoais importantes: celular e carregador, carteira, documentação, dinheiro, máquina de fotos, passaportes (que seteja facil de achar), passagens, etc.

-Esqueça de grandes trambolhos, como super bonecos de pelúcia, travesseiros de cama e similares. É uma noite, ou uma viagem de umas horas, não precisa carregar tanta coisa "na mão". Simplifique a sua vida, não a complique. Vai agradecer esta dica.

-Eu sempre preparo uma pulseirinha com um elástico e um papel plastificado com os dados da criança, endereço e telefones e emails de contato dos responsaveis, por uma cara de um país, e pela outra do outro país. Já fiz isso com uma colarzinho, e é mais desconfortavel para dormir. Melhor pulseira. Nunca perdí um filho em um aeroporto, mas é algo que não quero que aconteça. Eles sabem que se se perdem de mim tem que procurar alguém adulto e lhes mostrar a pulseirinha pedindo para ligar à sua mãe.

-Não se esqueçam que nos aviões você pode tanto morrer de calor como virar uma pedra de gelo. Sempre coloco calça comprida neles, porem confortavel (moletom ou similar, assim me e lhes poupo de ter que trocar para colocar pijama, acho desnecessário), meia e camiseta de manga curta. Mas levo uma roupa mais quentinha no caso de ser um avião desses gelados, algo confortavel que dê para dormir bem com ele, também tipo moletom, ou camiseta de manga comprida algo quentinha. Algo que também dê para tirar facilmente. É importante lembrar também de colocar neles sapatos confortaveis e faceis de pôr e tirar (croc é um grande aliado, da para usar com meia também nestes casos). E se tem bebê, leve uma toquinha, o frio às vezes é muito forte e os seus ouvidos podem sofrer depois.

-Sempre procuro levar uma pequena mala de mão (igual a da foto), em lugar de varios bultos menores. Isso me facilita por vários motivos:

1. Levo menos bultos, por tanto tenho menos possibilidades de esquecer algum deles em algum lugar (cafeteria, control de bagagens, control de pasaportes, sala de embarque, banheiro, etc). Quando vamos com crianças vamos 90% atentas a elas, e é facil esquercemos de algum bulto no caminho. Melhor um maior do que muitos menores.

2. Se é uma mala posso levar ela rodando, não preciso carregar peso.

3. Se preciso tirar alguma coisa não tenho que lembrar em qual dos bultos eu guardei aquilo.

4. Uso a mala como apoio para os pés durante a viagem, pois sempre tenho alguma criança dormindo encima de mim ou apoiada em mim, e resulta mais confortavel para as minhas pernas tê-las um pouco levantadas, apoiadas em algo alto. Isso também me ajuda para, no caso de eu precisar de alguma coisa, poder pegá-la sem precisar me levantar, já que algum filho pode estar dormido encima de mim ou apoiado, ou na poltrona dele ao meu lado, e eu poderia acordá-lo ao passar e abrir o porta bagagens.

-Levo potes vazios onde poder guardar água, com tampa. Uso esses que se vendem de plástico para armazenar leite materno, mas serviria uma garrafa normal. Durante a noite geralmente lhes da sede por causa do ambiente seco do avião, e chamar a aeromoça, esperar ela trazer água, talvez não terminarem o copo e não ter onde deixá-lo (lembrem-se do bebê que dorme no colo)... é um risco para acordar uma das crianças que esteja dormindo. Muito barulho e movimentação. Então, na hora do jantar, peço para a aeromoça encher os meus potinhos de água e já os guardo na mala sob os meus pés. Evito uma possivel difficuldade posterior.

-Não levo brinquedos na bagagem de mão, ocupa espaço e atrapalha, e é facil de perder (mais ainda quando você não pode andar procurando coisas por ter um bebê encima). Às vezes algum brinquedo preferido da criança sim, que lhe da segurança. Pequeno melhor e sem peças que possam espalhar e se perder. Mas tenho comprovado que a grande variedade de coisas que já tem dentro do avião oferece distração suficiente às crianças, e vira brinquedo rápidamente. A imaginação deles é insuperavel. Além de tudo, as companhias geralmente tem algum brinquedinho para eles pintarem ou brincarem, ou espalharem por aí, e tem a TV, a música nos fones de ouvido, canudinhos, papel para fazer aviãozinhos, passageiros que conversam com eles, o carrinho do jantar, ir visitar o banheiro, etc. (Na foto, Paulo, de 6 anos, faz collages sobre a poltrona com papelzinhos colados com chiclete e band-aids num guardanapo, e brinca de barquinho com uma canequinha  um marinheiro feito de papel de revista).

-Peça para ficar longe do banheiro, pois o barulho da descarga é forte, e os passageiros indo e vindo durante a noite toda podem acordar os seus filhos facilmente, além de ter muitas idas e vindas de pessoas ao seu lado. É desconfortavel.

-Se o seu filho não controla muito bem o xixi noturno, talvez é uma boa dica vocês combinarem juntos de usar uma fralda nesta ocasião. Talvez ele queira ir ao banheiro enquanto outro filho dorme encima seu e seja complicado para você acompanhar o primeiro, ou acordar o segundo. Ou eles podem acordar querendo fazer xixi num momento em que não é permitido levantar, como o pouso ou em turbulencias. Daí ele pode, dessa vez, fazer o xixi na fralda e pronto. Se ele concordar, é claro. É uma situação especial, eles geralmente compreendem.

-Desencane com o quanto e o que eles comeram no avião. É muito provavel que eles comam pouco ou quase nada, é como se ficassem sem fome. Os meus filhos práticamente só comem pão (e suco) nos aviões. Não tem problema. As aeromoças dão quanto pão você quiser, eles não vão ficar com fome nem desnutridos por comer só pão por um dia. Se você leva alguma coisa para garantir que eles comam, procure que seja facil de lhes dar, e se pode ser, que não precise aquecer, pois geralmente chega ardendo nesses casos. Se o bebê ou criança ainda mama, melhor ainda, tem um alimento bom e forte garantido durante a viagem, sem precisar carregá-lo, nem aquecê-lo.

AMAMENTAR

-Use roupa que facilite a amamentação no avião. Pode ser que você passe práticamente a noite inteira (em caso de vôs noturnos) com a teta de fora, ou mudando de uma teta para a outra, e é bom não passar frio na barriga, assim como não sofrer desconforto com uma roupa amassada nas costas por ter tido que levantar a camiseta, etc. Além disso, é bom que o bebê tenha um facil aceso ao peito por se acorda de noite sem saber bem onde ele está. Isso vai lhe acalmar facilmente. Pense numa camisa ou camiseta soltinha, talvez com uma dessas mais justinhas de alças finas embaixo, que não dê calor, assim você levanta a soltinha e com a outra você mantem a barriga aquecida, deixando o peito livre por cima dela (a justa baixa e a solta se levanta, não sei se dá para imaginar), e não esqueça um sutiã bem confortavel, ou até em ir sem, isso facilita muito :).

-Procure amamentar o bebê durante a decolagem e o pouso, se ele aceitar. Isso ajuda a evitar possíveis dores de ouvido nele por causa da mudança de pressão. Se ele não mama no peito, dê-lhe alguma bebida na mamadeira, ou uma chupeta para sugar se ele a suga. Succionar ajuda de qualquer forma neste caso.

-O aeromoço me disse, na última viagem: "senhora, coloque a menina em posição de amamentar para decolar, assim protege a cabeça dela em caso de algum movimento brusco". Lhe respondi: "moço, qual posição de amamentar? Isto é que nem Kama Sutra, sabe? Longe de ter uma única posição". Coloquei Alicia na posição de cavalinho que achei mais confortavel para ela e para eu segurá-la, ele olhou sem saber bem o que dizer e acabou com um "tudo bem assim". Desta vez, por ser um vôo doméstico, não me deram cinto de segurança para a menininha. Sempre me deram um, que se amarra ao meu cinto, nos vôos longos.

-Tanto nas esperas em salas de embarque quanto no avião o bebê pode mamar dentro do sling, o que também te deixa as mãos livres para outras coisas que precise fazer.

SLING

O bom de viajar de avião, a differença do carro, é que você pode carregar o seu bebê encima, não estando ele obrigado a permanecer em um bebê conforto que muitas vezes lhe desespera. E você pode passear com o bebê, se levantar, amamentar e embalar ele... Coisas que em uma viagem de carro são impossíveis (ou quase).

Pode levar o carrinho até a porta do avião, eles o guardarão aí e você o irá recuperar na saida, ou diretamente na esteira de bagagens. Eu recomendo, de levar carrinho, que seja um dos que fecham como uma tesoura ou guardachuva, aqueles mais simples, estilo "McLaren", pois com o bebê no colo, começar fechar um carrinho complicado é uma estória.

Ainda assim eu, mesmo levando carrinho (principalmente para carregar a bagagem de mão, a bolsa e se os meninos levam mochila, para elas também), nunca viajo sem um sling confortavel e facil de colocar e tirar.

Antes dos 5 meses um wrap melhor, são muitas horas de espera e de vôo, com o bebê encima, e para mim (e para o bebê sem dúvida) é o mais confortavel, até para fazer ele dormir. Se não dorme nele, mas no meu colo, aproveito para usar o wrap de "cobertorzinho" no caso de um ar condicionado forte. Depois dos 5 meses já um Mei Tai é a minha escolha mais habitual. Mais facil de colocar e tirar do que o wrap, porém igual de confortavel. Um canguru ergonômico também é útil por sua praticidade, claro.

Serão muitos barulhos, vozes de autofalante e dos milhares de pessoas que transitam pelo aeroporto, crianças que gritam, malas que se arrastam, cafeteiras que parecem trens em marcha, descargas de água... tanto no aeroporto quanto no avião, e também na pista se vamos de onibus até o avião (turbinas barulhlentas), muitas luzes (às vezes no meio da noite), muitas idas e vindas... Tudo fora das rotinas dele, e muitas vezes em horários impossíveis, como no meio da madrugada. O bebê pode se sentir desubicado, inseguro e estressado se não está em contato com você. Por isso recomendo algum portabebê confortavel, isso ajudará o bebê se acalmar, o contato com você lhe faz sentir "em casa" esteja onde estiver. No carrinho está exposto a um excesso de estímulos, e longe da pessoa que lhe transmite segurança e proteção: você.
 
Com o bebê no sling você terá as mãos livres para abrir bagagens, pegar a documentação ou passagem, colocar as coisas na esteira do controle de bagagens, etc. E também para carregar a mala de mão ou outras coisas, como se ocupar dos irmãos se eles precisam de ajuda para alguma coisa. Também é útil se, quando chegamos ao destino, a criança está dormindo.

Mesmo sendo uma criança grande e que caminha (eu fiz isso com Adriano até com 4 anos), é duro acordar ela porque "já chegamos, filho", e lhe fazer caminhar por longos corredores, esperar a mala, a fila de passaportes... Quando ela estava dormida. O porta-bebê te ajuda com isso, pois mesmo ela tendo acordado, vai confortavelmente nas suas costas (ou na frente ou no quadril), podendo assim caminhar pelos longos corredores, esperar malas e filas, sabendo que o seu filho está bem.

O único chato é que às vezes, no controle de bagagens, eles te fazem desamarrar o porta-bebê para passar pelo arco com o bebê afastado do teu corpo. Depende da simpatia e empatia (principalmente) do policial. Se o bebê estava dormido você tem vontade de pisar o mindinho do policial, como mínimo. Eu já dei algumas broncas. Não me poupou de ter que desamarrar o porta-bebê, mas pelo menos deixei claro o meu ponto de vista ao respeito. Poxa, o bebêzinho está dormido numa p..a situação ruim para ele, e ainda preciso acordá-lo e afastá-lo do meu corpo para você supervisar um pedaço de tecido amarrado no meu corpo? "Vá tomar no banho!", como diria o meu sogro.

-E faço tudo sem pressa. Prefiro demorar e fazer esperar ao de trás de mim, do que fazer tudo às presas, nervosa e mal, esquecendo algo ou amarrando mal o wrap, me deixando desconfortavel e estressando as crianças.

-Não se estresse se o seu filho chora ou faz barulho, principalmente quanto menor ele fôr, pois menos capacidade de compreensão ele tem da situação. É claro que com bom senso, se é uma criança maior, lhe podemos e devemos pedir para não ficar gritando ou incomodando outros passageiros. Mas pense que é uma pessoa que talvez ainda não entenda que está num avião, que o barulho dele incomoda as outras pessoas, etc. São muitas horas e as crianças precisam se mexer e brincar, ou cantarolar, etc. Os adultos temos (ou deveriamos ter) maior capacidade de compreensão sobre as crianças do que elas conosco.

Então, usemos o bom senso para cuidar deles não ficarem fazendo bagunça demais, mas também lhes deixando se distrair com coisas normais de criança, como passear pelo corredor, falar, se divertir e inclusive chorar. Eles se cansam, se entediam, se estressam com tanta coisa, dormem pouco e mal e choram às vezes, sim, inclusive aos berros. Não pense nos outros nesse caso, pense no seu filho e tente ajudá-lo, ele precisa mais dessa compreensõ do que os adultos que se incomodam com isso, mesmo tendo os motivos deles, claro, para se incomodar. Se os passageiros não o entendem, é coisa deles.

-Geralmente os passageiros são compreensivos e colaboradores com uma mãe que viaja com crianças. Salvo contadas excepções, eu sempre tive muita ajuda deles e da tripulação. Pense em positivo e imagine que eles compreendem a sua situação. Sempre tem alguém que não, mas é minoría. Pior para ele. Não se deixe influenciar pelo possível desconforto dele, você não pode fazer com que o seu filho se comporte, compreenda e sinta como um adulto.

(Na foto, Paulo dorme sobre o passageiro do nosso lado, um garoto simpático e cuidadoso que brincou e conversou com ele e depois lhe deu colo para dormir, ajeitando a cabecinha dele se ficava meio torta e lhe cobrindo quando começou fazer frio. Eu tinha um barrigão de 8 meses e outro filho dormido apoiado em mim)


E duas últimas dicas, que para mim sempre funcionam (como "autodicas"):

1. Calma que chegar, você vai chegar. Não sei se caindo de sono, talvez vomitada ou com vontade de matar a aquele que abriu a janela acordando o seu filho justo quando acababa de dormir. Mas chegar, vai chegar, com certeza. Vai tomar um banho e depois vai ter tempo para recuperar a rotina e a compostura.

2. Não se coloque espectativas. Simplesmente deixe que as coisas vão acontecendo. Não pense a que horas o seu filho deverá dormir, ou quantas horas de sono vai perder essa noite, ou se já deveria ter tirado a soneca das 11h, ou se está comendo porcarias demais e comida de menos. Não se estresse, não se cobre nem lhe cobre, é uma situação especial, tome-a como tal e esqueça as espectativas que podem lhe fazer sofrer demais. Vá superando cada etapa da viagem, que logo chega e descansa. Se comeu pouco, depois come mais, Se dormiu pouco, depois dorme mais. Tem fusso horário também, talvez, então vai estar tudo bagunçado de qualquer jeito.

Elena de Regoyos
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miércoles, 21 de noviembre de 2012

Brincar: treinar para a vida adulta... independientemente do sexo

Brincar é imitar. Brincar é treino para a vida adulta. Filhotes de leão brincam de briguinhas entre eles para treinar futuras lutas territoriais, por presas ou pela fêmea em questão, quando adultos. E brincam de caçar borboletas para, quando forem grandes, caçar bichos maiores. Quem já teve um filhotinho em casa (cachorro, gato...) bem sabe que eles vivem brincando. Brincam para se preparar para a vida adulta.

Os nossos filhotes humanos, da mesma forma, brincam por imitação do mundo adulto. Assim eles compreendem este nosso mundo, o asimilam e se preparam para agir nele. Eles nos imitam a nós, pais e mães, professora, padeiro, garçom e pediatra. Brincam. Asimilam. Compreendem. Treinam. Imitam. Criam. Se educam para serem adultos. Eles não brincam apenas "para se divertirem com alguma coisa enquanto eu preparo o jantar". Brincar é muito mais do que passar o tempo de alguma forma. Tem uma função básica na vida das crianças.

Crianças que não brincam adoecem, física e emocionalmente. Valha também o chamado de atenção para o exceso de TV nas nossas vidas.

Daí chega o menininho de dois anos que adora empurrar o carrinho da boneca da prima, e alguém chega e corta as asas dele: "Isso é de menina, moleque!". A prima, coitada, também não poderá entrar no campo para chutar a bola daqui a uns anos, no aniversário do primo: "Onde você pensa que vai menininha? Aí você se machuca!". Pronto, cada um já sabe qual "é" o seu lugar neste mundo.

Alicia adora os carrinhos
Se não deixamos brincar os meninos com bonecas, como pretendemos que sejam futuros pais carihosos e atentos, se eles foram proibidos de treinar isso? Se as panelinhas foram restritas só para a menina da casa, como eles vão desfrutar cozinhando um prato gostoso amanhã? Claro que vão coneguir sê-lo se é o desejo deles, mas provavelmente se sintam muito mais perdidos nesses papeis que lhes toca aprender agora, tarde demais, sem ter passado pelo treino emocional tão importante para asimilar ações adultas que é o brincar. O que e faz de criança fica asimilado para a vida adulta. O que aprendemos de adultos... o que aprendemos de adultos é forçado com maior o menor suceso, mas sem duvida não resulta tão natural e facil quanto o que já foi asimilado de criança. Pensem, como exemplo, no aprendizado de línguas.

Se insistimos em separar os carrinhos só para o irmão, como pretendemos que a mulher de amanhã consiga se virar na estrada para chegar naquela rua perdida, ou pior, se o pneu furar? Se vira, claro que se vira, mas se sente confortavel nessas ações ou sente que não lhe correspondem?

Você, mulher, só cuida da casa e dos filhos? De verdade? Pense bem antes de responder...

Você, homem, é um mero fornecedor econômico em casa? Você não embala o seu bebê, nõ o abraça amorosamente? Então por que um menino não pode embalar o boneco, dar banho nele e empurrar o seu carrinho?

Sim, acredito na diferença de sexos e gosto dela.

Não, não pretendo igualar homem e mulher porque não somos iguais, nem física nem emocionalmente.

Permitamos brincar livremente aos nossos filhos. Não cortemos as asas deles, nem as direcionemos dando só certo tipo de presentes. Estaremos lhes dando um grande presente para o futuro.

O Natal está chegando... talvez seria bom dar uma pensadinha não sexista antes de fazer certas compras.

Aliás, os filhotes -meninos e meninas!!- da Tribo MamaÉ terão, a partir de 2013, slings apropriados ao tamanho deles e dos bonequinhos preferidos, para imitarem o papai e a mamãe que carregam o irmãozinho no sling :)

-Grata a minha querida professora de Psicodrama, Julia Motta, que tanto insistiu em reforçar a importáncia do brincar-

Elena de Regoyos
Proibida a reprodução sem autorização

domingo, 18 de noviembre de 2012

Que que tem na teta da mamãe? Vamos criar e cantar!

Andava hoje passeando no solzinho presenteando Alicia com uma música que me vinha à cabeça espontáneamente e pensei... Por que não presentear todos os filhotes da Tribo com uma música criada por todas as mamães, autoria múltipla?

E daí surgiu uma idéia além, uma grata surpresa que ainda prefiro reservar guardadinha, com a que presentear todas vocês

Então, vamos criar!!

"Que que tem na teta da mamãe?"

Tem tanta coisa, né mamães? Bem sabemos que teta não é só alimento... Vamos lá!

Que que tem na teta da mamãe?
 
Será que tem meu leitinho
Será que tem um carinho
...

Continuem criando!

Deixem as suas frases nos comentários do post, ou enviem por correio para mamaedoula@gmail.com, e aguardem pela surpresa prometida!

--

Obrigada por suas contribuições! Escolhendo palavras e rimas dentre as suas aportações, pensando na facil compreensão das crianças e na adequação à futura surpresa que estamos preparando, o texto ficou assim...
 
Que que tem na teta da mamãe?
 
Que que tem na teta da mamãe?
Será que tem sobremesa? - Bolo de príncipe e princesa
Será que tem pomadinha? – Já passou o dodói na barriguinha
Que que tem na teta da mamãe?
Será que tem edredom? – feito de pele e coração
Será que tem validade? - Só vence a nossa saudade
Que que tem na teta da mamãe?
Será que tem vitamina? - Suco de morango e tangerina
Será que tem sossego? – Depois do dia o melhor aconchego
Que que tem na teta da mamãe?
Será que tem meu papai? – Abraça, cuida e daqui não sai
Será que tem canção? – Proteção que até espanta dragão
Que que tem na teta da mamãe?
Será que tem brincadeiras? – Pode ser também a noite inteira
Será que tem travesseiro? – Se tem Tetê eu durmo igual carneiro
Que que tem na teta da mamãe?
Será que tem colinho? - Sempre me embala com carinho
E mesmo morrendo de calor – sempre é uma explosão de amor
Que que tem na teta da mamãe?
Teta tem de tudo o que eu preciso – alimento, amor, remédio, tudo isso...
Inclusive a mamãe!!
Aguardem a surpresa!

lunes, 22 de octubre de 2012

Cinco dicas para você não perder a confiança na sua capacidades de amamentar durante as crises de crescimento

Sabemos que ao longo do aleitamento materno acontecem constantes mudanças tanto na demanda do bebê quanto na produção de leite da mãe. Se levamos a serio a livre demanda, mas livre demanda de verdade, estas mudanças não tem por que prejudicar a nossa amamentação, senão pelo contrário, son sinais de que ela está funcionando perfeitamente bem.

Por volta dos três meses do bebê acontece, eu diria, a mais importante ou asustadora crise de crescimento ou de amamentação. Um ótimo momento para testar qual é o grau de confiança que temos na nossa capacidade de amamentar. Aí vão 5 dicas para você reconhecer os sinais e, se não o estava fazendo, voltar a CONFIAR em você.

1. Que o seu peito agora esteja "murcho" sendo que antes parecia uma melancia madura, não quer dizer que você agora já não tenha leite. Nem sequer indica que tenha "menos leite". Significa, apenas, que por motivos hormonais esse hinchaço inicial da amamentação já passou, e também que a produção se adequou melhor à demanda do seu filho. Confie!

2. Que o seu bebê demore menos da metade do que antes ficava pendurado na teta em cada mamada não quer dizer que agora você tenha menos da metade de leite, senão que ele já tem mais do dobro de força e técnica para extrair o seu leite. Confie.

3. Que os discos absorventes ou concha para o leite que jorra do seu peito já sejam coisa do passado  porque você não suja mais sutiãs ou camisetas não quer dizer que já não tenha leite dentro. Quer dizer, simplesmente, que ele já não jorra mais. De novo é uma questão de adequação. Algumas mães nunca jorraram, outras param de fazê-lo em poucos meses e outras demoram mais de um ano! Mas nada a ver com a quantidade de leite dentro da mama. Confie.

4. Que o seu bebê demande mamar a cada 10 minutos (por exemplo) não quer dizer que você já não tenha leite e ele esteja com fome. É um indicativo de que ele está te estimulando com maior frequencia para lograr uma maior produção, porque ele está crescendo e precisa de mais. Em poucos dias vai se estabilizar. Se você da uma mamadeira de leite de fórmula achando que era fome, e pensa que "estava certa" vendo como ele se acalmou na hora, irão ser um monte de sugadas na mamadeira que ele vai deixar de estimular no seu peito, lhe impedindo de receber a mensagem de qual é o aumento de produção de leite que o seu bebê está demandando. Daí entra num círculo vicioso de "não estimulação" - "não produção" do qual não vai sair sem confiança no seu corpo e na sua capacidade de amamentar. Mas pode sair. Confie.

5. Que o seu filho viva agora brigando com o peito, puxando o bico, te mordendo e se mostrando irritado quando trata de mamar não indica que você não tenha leite. É mais um sinal do ponto explicado anteriormente. Se até agora ele conseguiu estimular adequadamente para conseguir o leite necessário, basta você continuar confiando nele e apostando pela livre demanda para a coisa continuar funcionando bem como até agora. Confie!

Está fantando algum sinal? Perguntem que respondo!

--

E vamos lá adicionando outros pontos mencionados por leitoras:

6. Que o seu filho "ainda" não durma a noite toda e acorde várias vezes (inclusive mais do que antes!) querendo mamar não quer dizer que o seu leite não o satisfaga o suficiente. O seu filho, com certeza, ainda está desenvolvendo os ritmos circadianos, o que geralmente demora vários anos em terminar de acontecer, mesmo tendo alguns bebês que dormem a noite toda, seja por desenvolvimento rápido ou por resignação ante a falta de atenção dos pais.

7. Que ele "esteja engordando menos" não indica que o seu leite já não lhe alimente, senão que as curvas de crescimento são isso, curvas, e não retas (como o Carlos González bem explica) e que o seu filho, por sorte, não vai continuar engordando ao mesmo ritmo eternamente. Os percentis também não são algo fixo.

Elena de Regoyos
Proibida a reprodução sem autorização

sábado, 20 de octubre de 2012

A vueltas con el chupete, "que si sí, que si no", y una vez más, la culpa

Si hay algo en esta tercera maternidad que estoy viviendo que me tiene loca es el puñetero chupete. Que sí, que estoy a estas alturas ya muy segura de lo que hago y de por qué lo hago, pero el chupete es como una piedra en el zapato que no deja de pinchar, oyes, ¡incluso siete meses después del parto!

Vamos a ver, con mi primer hijo usé chupete porque sí, porque era parte del pack completo, como tantas otras cosas que mi pobre Paulo tuvo que aguantar, y yo que trabajar después en autoterapia, aunque el chupete no fuera nada grave. Las hubo bastante más peligrosas.

Con el segundo, más informada y empoderada yo ya, y lanzada al mundo de la naturalidad tras mi recién estrenado parto domiciliar, no quise usarlo, pero algo antes de que completara un mes acabé cediendo, y después explicaré por qué.

Ahora con la tercera ni siquiera tenía uno (bueno, sí, uno viejo sin estrenar de cuando Adriano). A estas alturas del partido y de mi vida y sabiduría como madre, chupete iba a necesitar yo o uno de mis hijos, venga ya hombre.

La cruda realidad


Mis hijos no han sido nunca ninguno de "chupetar" teta (este verbo se usa en portugués para aludir al acto de usar la teta de chupete). Ellos eran de tragar hasta no poder más en pocos minutos, y después a otra cosa mariposa. Quizás también influyera mi poderoso reflejo de eyección, que hace que sea prácticamente imposible "chupetar" sin que salga un buen chorro de leche. Y claro, cuando uno ya está más que saciado y sólo busca el consuelo de la succión por mero placer oral, para adormecerse con gustirrinín, eso de que le salga un manguerazo de leche sienta a cuerno quemado.

Por eso acabé cediendo al chupete con Adriano, no sin un gran sentimiento de culpa por estar usando un trozo de silicona en lugar de una buena teta de carne y leche para consolar a mi hijo, como naturalmente se espera. Él mamaba, se saciaba, y luego quería succionar, succionar sin tragar. Se enganchaba a la teta, chorro de leche directo a la garganta y claro, cabreo al canto. Lloraba como un descosido el pobre, repitiendo esta maniobra una y otra vez. Y yo, erre que erre con que se calmara con la teta.

Un buen día -no sin cierta presión de la abuela- cedí al chupete y oye, ver a mi niño tan relajado y agusto me convenció. Tampoco era cuestión de hacerle sufrir al pobre por una cabezonería ultra naturista mía. Tampoco conocía y/o supe hacer uso de otras estrategias, má que cantarle, acunarle en brazos o hablarle con todo mi amor. Desde entonces, y ya como asesora de lactancia, siempre he aconsejado a las madres que me preguntaban pro este tema, que si querían usar chupete con sus hijos, lo hicieran como una herramienta más, nunca como sustituto del pecho-alimento o del pecho-cariño materno, pero que si veían que, por su caso particular, eso les ayudaba de alguna forma, decidieran conscientemente y sin culpas. "El chupete en sí no es ángel o demonio, sino que depende del uso que hagamos de él". Pues eso.

Pero una cosa es aconsejar a los otros, y otra aplicarse el cuento a una misma. Y la sombra del chupete-demonio acecha siempre, más aún cuando una está metida ya de lleno, e incluso forma parte activa, de esta naturalización de la maternidad, activismo incluido.

Adriano se deschupetó solito antes de los dos años. Simplesmente dejé de tener su chupete a la vista, y comprobé que jamás lo pidió. ¡Resultaba que lo usaba ya cada noche para dormirse sólo porque yo se lo ofrecía! Aún tomaba teta, pero como dije, nunca se durmió "chupetando" teta, se soltaba una vez saciado, daba media vuelta y a dormir. Nunca abusó del chupete, creo yo que por tener la teta de mamá siempre a disposición, pero fue una herramienta práctica y agradable para ambos, aunque principalmente para él. No siento que hiciéramos en absoluto un mal uso de él, ni "quisiera volver atrás para no habérselo dado nunca".

Mi "hija cumbre"

Con mi tercera hija yo ya ni me planteaba el chupete como posibilidad. Ésta también es de mamar como una hipopótama hasta saciarse, y después soltarse del pecho con total desdén. Lo que pasa es que con Alicia yo ya cuento con una herramienta que con Adriano no usé tanto ni desde tan pronto: el porteo. Mi niña no se duerme mamando, pero desde que nació se dormía colgadita de mí en su fular o bandolera, en contacto con mami. No empezó a usar la cama (mi cama) para las siestas hasta más o menos los 5 meses. A veces se chupaba sus deditos, pero duró unos meses y no era algo compulsivo. Me parecía tiernísimo, e incluso lo veía como una señal de triunfo de mi logro personal antichupetil.

Detalles:

1. En el coche llora como una descosida, con auténtica angustia, de ponerse morada y vomitar, y ahí no hay consuelo de bracitos de mami, porque tiene que ir en la sillita de seguridad. Sí, me pongo a su lado, la toco, lloro con ella, limito al máximo missalildas de coche, le hablo e incluso aplico el tetasutra para calmarla mamando. También he llegado a llevarla en el fular para evitar semejante agonía, pero no es lo suyo, lo sé.

2. Para dormirse de noche no me apetece tener que levantarme y meterla en un fular -o cargarla a pelo en brazos- hata que se duerma. De más pequeña lo hacía, sí, pero ahora la nena ya pesa lo suyo, y tampoco es plan, que mi espalda es un guiñapo de toda la vida, y hay que cuidarse.

Reconozco que con gran peso en mi conciencia y desde luego con mucha, muchísima vergüenza de mí misma como madre y como profesional de la lactancia, en algunas ocasiones le ofrecí chupete porque mi parte racional -¡¡la emocional sufría con esto horrores!!- me decía que si el chupete lograba calmar a la pobre niña en el coche y evitarle esos malos tragos pues oye, tan malo no sería. pero Alicia se aliaba con mi parte emocional y mandaba el chupete a freir espárragos en lo que canta un gallo. Reconozco que el hecho de que ella no lo quisiera me hacía sonreir internamente, orgullosa (¿de qué?). Pero el problema del coche seguía y sigue ahí, y la pobre lo pasa fatal.

Con las noches nos apañamos, porque más o menos de teta en teta, y haciendo intervalos, se acaba durmiendo. Pero estos días anda la niña que no se duerme ni a tiros, está agitada, y ni las siestas ni de noche se duerme fácil. Está intentando lanzarse a gatear, y la debe de tener emocionada y nerviosilla. Además de que su primer diente apunta en la encía ya. Muchas novedades. Total, que una vez saciada, y tras un intervalo saciada otra vez, y ya requetesaciada por aburrimiento, llega una hora que lo que hace es hablar con la teta, pero con ella dentro de la boca... y eso, para quien no lo haya vivido, le diré que duele. Es como esos niños que sujetan el chupete con las encías o dientes para chapurrear o hablar sin que se les caiga. Pues igual pero con un pezón. Duele. Y ahí he dicho que se acabó, así que hemos (he) desempolvado el chupete.

Cuál ha sido mi sorpresa al ver que ya no lo manda así tan drásticamente a freir espárragos. No es que le entusiasme, porque no se emociona con él, y si lo chupa (cuando lo chupa), lo hace por poco tiempo, un minutillo apenas. Pero oye, lo chupa. El otro día en el coche se lo fui dando y evitamos un viaje relativamente largo enterito de llantos. Lloriqueó, sí, porque como digo el chupete aún no es su mejor amigo, pero entre que lo chupaba, lo escupía, lo miraba, lo mordía, hablaba con él y lo lanzaba lejos a manotazos se fue entreteniendo y la cosa no llegó a grandes agonías. Los momentos en que lo chupaba ayudaron mucho, y las minisesiones de tetasutra cuando ya no había chupete que valiera, todo hay que decirlo, también.

Ayer tras varias tandas de teta para dormirse la siesta mañanera, y algún comienzo de parloteo teta en boca (una hora llevábamos ya en la cama las dos intentando que se durmiera), resolví probar con el chupete. ¡Lo chupó! ¿Pues no me alegré y todo? ¿Y no me sentí una piltrafa después? Todo a la vez, como viene siendo habitual en esto de la maternidad. Se durmió con él, y en bracitos, eso también. Hoy se adormiló a la teta, pero lloriqueando, soltando y cogiendo, soltando y cogiendo. Pues le he dado el chupete en ese momento de "me duermo-no me duermo", y ha sido como mano de santo, la balanza se fue ipso facto para el lado "me duermo". En bracitos otra vez. He de reconocer que el chupetito me está ayudando, pese a que siga sintiéndolo como una maldita piedra en el zapato.

Conclusión

Me viene ahora a la mente la frase de una amiga que dice que "ser madre es tragarse el urgullo y aceptar del mejor grado posible el escupitajo en la frente que te cae casi a diario", porque nada como criticar para tener que tragarte tus palabras, o como escupir para arriba para que el gargajo te caiga bien encima. Y si eres madre, más.

(Por cierto, ahora, con 9 meses, puedo ya asegurar que la nena no quiere chupete, y que aquello que me hizo pensar que sí lo estaba aceptando era algo así como un espejismo. Pero va soportando mejor -a veces- el coche y creo que ha pasado lo peor, así que ahora, lo reconozco, me alegro. Hemos sobrevivido sin chupete, ¡sobre todo gracias a la cabezonería de mi pequeña! No pienso ofrecérselo más :) )

viernes, 5 de octubre de 2012

Concurso SLING Semana Babywearing

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Admitimos fotos até o dia 14 de outubro, e o dia 20 será publicado o ganhador, que receberá (em pessoa ou por correio) o sling nos dias seguintes.

Boa sorte!