Vei ter workshop em Indaiatuba! Vamos?
Conheça os diferentes tipos de porta bebês (wraps elásticos e tecidos, slings de argolas, mei tais...), as particularidades de cada um e aprenda a usá-los com seus filhotes, para ver com qual você se sente mais a vontade. Uma manhã de roda de mães com filhotes como o seu, em volta de uma atividade que fomenta o vínculo com seu pequeno.
Aprenda com "MamaÉ me mima" a slingar de forma segura, confortavel e saudavel, tanto para seu bebê quanto para você, e aprenda a evitar as formas não seguras, não confortáveis e não saudáveis também!
-QUANDO: Domingo 7 de setembro, das 9h às 11:30h.
-ONDE: Samauma Indaiatuba - Rua 24 de maio, 2408 esquina com a guatemala
-INVESTIMENTO: R$60/pessoa - R$90/casal.
-INSCRIÇÕES: Dorothe Kolkena (dorothe@terra.com.br)
lunes, 1 de septiembre de 2014
miércoles, 9 de julio de 2014
Formação de Assessoras de Babywearing em outubro/2014
Formação de assessora de babywearing – 11 e 12 de outubro de 2014
Para maiores informações e inscrições, clicke nas duas imagens para ampliar:
viernes, 18 de abril de 2014
O nó pré-amarrado, melhor só com wrap elástico. Veja por que...
Muitos manuais e muitos vendedores/produtores de wraps não elásticos explicam como fazer, com ele mesmo, o nó básico pré-amarrado, aquele que você amarra o wrap tudo inteiro e, só depois de terminar a amarração, mete o bebê dentro (duas faixas diagonais e uma horizontal por cima delas).
O resultado é: wraps pouco e mal tensionados, bebês com pouca e má sustentação (o que pode prejudicar o desenvolvimento dele, e até fechar vias respiratorias) e desconforto para quem carrega por falta de tensão, o que desloca o nosso centro de gravidade e nos obriga a curvar a coluna para compensar.
Quer saber por que essa amarração não pode ser feita com wraps que não elásticos, a pesar do que muitos manuais e vendedores digam? Aqui tem a explicação/demonstração, usando um wrap elástico e um que não é elástico para ilustrá-lo.
A alternativa? Ou fazê-lo com um wrap elástico, ou fazer outras amarrações como a cruz envolvente, a mochila cruzada ou o canguru na frente, que permitem tensionar com o bebê dentro, à medida dele.
O resultado é: wraps pouco e mal tensionados, bebês com pouca e má sustentação (o que pode prejudicar o desenvolvimento dele, e até fechar vias respiratorias) e desconforto para quem carrega por falta de tensão, o que desloca o nosso centro de gravidade e nos obriga a curvar a coluna para compensar.
Quer saber por que essa amarração não pode ser feita com wraps que não elásticos, a pesar do que muitos manuais e vendedores digam? Aqui tem a explicação/demonstração, usando um wrap elástico e um que não é elástico para ilustrá-lo.
A alternativa? Ou fazê-lo com um wrap elástico, ou fazer outras amarrações como a cruz envolvente, a mochila cruzada ou o canguru na frente, que permitem tensionar com o bebê dentro, à medida dele.
Artigo de Elena de Regoyos para Mamaé Me Mima
Se gostou, compartilhe citando fonte e link original ;)
-Usos errados, prejudiciais e perigosos do sling ou portabebê
-Lição de babywearing nas costas, desde Uganda, em estado puro
-Exterogestação. O bebê, emocional e fisiológicamente feito para ser carregado
-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos
Talvez também te interesse...
-Usos errados, prejudiciais e perigosos do sling ou portabebê
-Lição de babywearing nas costas, desde Uganda, em estado puro
-Exterogestação. O bebê, emocional e fisiológicamente feito para ser carregado
-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos
Outros artigos publicados em MMM: clicke aqui.
lunes, 17 de marzo de 2014
Por que usar o Método Mãe Canguru com seu filho que não é pré-maturo
Muitas
vezes ouvimos falar do tal do Método Mãe Canguru, mas sabemos realmente o que
isso é? Eu quis trazer aqui os benefícios do método, dicas para praticá-lo e umas
boas referências científicas que o avalam, para os que ainda pensem que a
incubadora é melhor.
O que é o
Método Mãe Canguru (MMC)?Informações obtidas da Organização Mundial da Saude (OMS) e de outras publicações científicas,
como as realizadas pelo doutor Nils J. Bergman, que introduz o MMC em
Sudáfrica, publicando várias pesquisas ao respeito, o MMC
consiste em manter os bebês pré-maturos em contato permanente pele a pele com a
mãe dele (de preferência), ou como alternativas, com o pai, uma enfermeira ou outro
adulto que se disponha.
O que
implica praticar o MMC:
-Contato
pele a pele contínuo, dia e noite, com o bebê.
-Aleitamento
materno exclusivo (de preferência).
Benefícios
do MMC em pré-maturos estáveis de a partir de 1.200kg:
-Estimula o
aleitamento materno: o contato pele a pele favorece a produção de leite
materno. Os bebês do MMC mamam melhor e com maior frequência, o que beneficia
ao aumento de peso tão necessário, sendo demostrado que os bebês do MMC podem
engordar até 30 gramas por dia, três vezes mais do que um bebê em incubadora, o
que reduz a estancia na UTI neonatal.
-Menos choro,
diminuindo o nível de hormônios do stress (somatostatinas) no corpo do RN.
Estes hormônios favorecem hemorragias cerebrais, muito comuns em bebês prematuros.
-Humanização
da atenção neonatal potenciando a vinculação mãe-filho, ajudando a evitar situações
de depressão pós-parto, muito comuns em casos de mães de pré-maturos por causa
do sentimento de culpa e a ansiedade derivados do nascimento temprano do bebê.
Praticando o MMC, à mãe tem a oportunidade de cuidar do bebê dela, dela mesma
ser o entorno adequado para a melhor evolução do pequeno. Isso gera mais
ocitocina, o hormônio do amor, acalmando-a e lhe ajudando na produção de leite.
-Segundo o
estudo do Nils J. Bergman, o contato pele a pele é muito mais benéfico do que a
incubadora para um recém-nascido. Em contato com a mãe, os bebês mantinham a
temperatura corporal estável, estavam mais calmos, respiravam melhor e tinham a
pressão arterial e batimentos cardíacos estáveis.
-Quanto
menor era o bebê (a partir de 1.200kg), mais estável ele se mantinha em contato
pele a pele, e menos na incubadora.
-O contato
pele a pele favorece a sincronia de sono mãe-bebê, o que ajuda à mãe descansar
melhor, enquanto o pequeno também dorme.
Como
praticá-lo corretamente:
O bebê deve
estar com pouca ou nenhuma roupa (fralda apenas é o ideal) na posição “de
sapinho”, diretamente no peito da mãe, também sem roupa. Mãe e bebê devem ser
cobertos, embrulhados, por um pano que ajude manter o bebê nesse lugar, devidamente
segurado, lhe oferecendo conforto, sustentação e, claro, ajudando a manter o
calor corporal dos dois corpos unidos. Um wrap sling é ideal, mas outros
tecidos servem também.
A posição
de sapinho é a mais fisiológica para o recém-nascido, e é a que deve ser usada no MMC. Ele teria a maior superfície
corporal possível em contato com o corpo da mãe. Todo o frontal dele: rosto,
peito, abdômen, braços e pernas, o que o estimula sensorialmente a través da
pele, e o mantém mais facilmente aquecido. A flexão natural das perninhas dele
deve ser respeitada.
Só para
pré-maturos?
Não, se
para um pré-maturo receber estes cuidados pode ser vital, para um bebê nascido
a termo, recém-nascido ou já algo maior, todas estas vantagens do MMC também
são muito importantes e benéficas no seu desenvolvimento fisiológico, emocional
e neurológico, pois até os 9 meses de idade ele está ainda sendo gestado fora do útero materno, como
já foi explicado neste artigo de MMM sobre a exterogestação.
Se podemos
dar o melhor ao nosso filho, aquilo que vai lhe ajudar a se sentir seguro,
ganhar peso, criar um vínculo amoroso com os pais, estabelecer conexões
neuronais mais ricas, cuidar do desenvolvimento fisiológico mais adequado dele,
estabelecer o aleitamento materno, ter melhores digestões e estabelecer todos
os sistemas vitais dele... Seja pré-maturo ou não, para que iriamos privá-lo disso?
Texto de Elena de Regoyos para MAMAÉ ME MIMA
Se quer compartilhar, cita autor e link original
Talvez te interesse:
-Exterogestação. O bebê, emocional e fisiológicamente feito para ser carregado
-Usos errados, prejudiciais e perigosos do sling ou portabebê
-Os beneficios do babywearing... para o bebê e para os pais!
-10 Dicas para um melhor descanso (com filhos que acordam de noite)
-O poder da tribo, muito além das mães
-A mãe que imaginamos ser, o filho que imaginamos ter... e quando nada disso é "como era para ser"
-Bebês e crianças permanentemente en crise? (Saltos e picos de crescimento)
-O "enxoval consciente" é intangivel e parte do coração
-O puerpério e as falsas expectativas da mulher grávida
-Proibido dar amor? Perigo de acostumar
-Attachment Parenting: O medo que nos transforma em mãe
-O sono dos nossos filhos e as conseqüências de deixá-los chorar
-Cinco dicas para você não perder a confiança na sua capacidades de amamentar durante as crises de crescimento
-Leite vai, leite vem... Será que estou ficando sem?
-Seio empedrado… Obstrução, ingurgitação ou mastite?
-O imenso mundo da sexualidade feminina: Sexo, gravidez, parto e amamentação
domingo, 23 de febrero de 2014
A mãe que eu sou, graças e a pesar de minhas circunstâncias
Tenho uma amiga, Carolina, que é cega. Ela se preocupa porque os filhos dela (videntes) vão deixar de fazer algumas coisas por causa da deficiencia visual dela. Ela pensa que vai limitar eles, e que, portanto, eles vão ter uma vida pior.
O que eu acho ao respeito? O que eu acho é que Carolina é cega e não pode acompanhar aos filhos sozinha em certos lugares, assim como Mariana é doula e deve trabalhar certos dias e noites sem planificação, inclusive o dia do aniversário do filho; Cristina é mãe solteira e não pode se dividir com o pai quando ela ou os filhos precisem, Laura é muito tímida e fica sem participar e nem levar aos filhos em determinados encontros e festas sociais nas quais poderiam se divertir e Marcela é diretora executiva de uma grande empresa, sobrando quase nada de tempo para desfrutar da família. Cada uma com suas limitações, cada uma com suas vantagens. Sim, sim, porque todo na vida tem duas leituras. Toda moeda tem duas caras.
Cada uma de nós, com nossas qualidades proprias ou adquiridas, com nossas circunstâncias, podemos oferecer a nossos filhos grandes lições de vida e alma, e também lhes privaremos de outras coisas. Fato.
Tem aquela famíila com avós no interior, que todas as férias vão para lá se juntar com um enorme bando de primos e tios, tomam banho no rio, comem comidas caseiras maravilhosas, perseguem pintinhos e vivem livres, por umas semanas, se sabendo "em casa" ao ar livre. Tem às festas da cidade, as lojas de sempre onde o padeiro lhes conhece e costuma lhes dar alguma guloseima quando eles passam pela frente, as mesmas pessoas de sempre, as mesmas excursões, os mesmos esconderijos e cabanas, os amigos das fêrias, os primeiros namoros. O que eles pensarão que ganharam quando, adultos, lembrem das fêrias da infância deles? Do que eles, porém, foram privados?
Agora pensemos em essas outras famílias que, em cada fêrias, viajam para um destino diferente. Ora praia, ora montanha, esquí, pousadas ou até hotéis, Disney, aviões. Paisagens novas a cada viagem, línguas e comidas diversas, passeios cheios de descobertas, esportes de aventura, almoços em restaurantes. Amizades intensas e fugazes, beijos adolescentes e volta "à nossa vida". O que estas crianças, quando crescerem, vão lembrar com carinho daquelas fêrias? E do que, talvez, sintam falta quando ouvem falar àqueles outros?
Cada circunstância, cada condição, cada união de duas pessoas, cada um de nós, vamos trazer com a nossa pessoa, com o que nós somos, vantagens e disvantagens. Cada um de nós, com nossas circunstâncias (buscadas ou engolidas) vamos abrir janelas e oferecer caminhos aos nossos filhos, deixando outras fechadas. Talvez se abram amanhã, ou bem depois. Ou nunca. Podemos ficarmos nos lamentando por todas essas janelas que estão e vão permanecer fechadas por causa do que somos/temos, desejando o impossível para abrí-las, ou que alguém venha e as abra por nós. Existe, porém, a alternativa de pular para fora dessas outras que se abrem, e desfrutar desse caminho com o que ele nos oferece!
O que isso nos traz é a oportunidade de procurar o melhor com o que temos e com o que somos. Podemos lhes ensinar as vantagens da nossa circunstância, o que isso nos oferece de bom. Podemos, também, ser realistas com aquilo do que isso nos priva, não precisamos olhar para outro lado.
À qualidade de ser positivo, de optimizar o que somos e temos, é tão rica que faz com que as pessoas sejam felizes, e não vivam desejando ter ou ser o que não tem e nem são.
E aí? Você é pior que o vizinho, ou simplemente é "você com suas circunstâncias, e todo o que elas tem para oferecer"?
O que eu acho ao respeito? O que eu acho é que Carolina é cega e não pode acompanhar aos filhos sozinha em certos lugares, assim como Mariana é doula e deve trabalhar certos dias e noites sem planificação, inclusive o dia do aniversário do filho; Cristina é mãe solteira e não pode se dividir com o pai quando ela ou os filhos precisem, Laura é muito tímida e fica sem participar e nem levar aos filhos em determinados encontros e festas sociais nas quais poderiam se divertir e Marcela é diretora executiva de uma grande empresa, sobrando quase nada de tempo para desfrutar da família. Cada uma com suas limitações, cada uma com suas vantagens. Sim, sim, porque todo na vida tem duas leituras. Toda moeda tem duas caras.
Cada uma de nós, com nossas qualidades proprias ou adquiridas, com nossas circunstâncias, podemos oferecer a nossos filhos grandes lições de vida e alma, e também lhes privaremos de outras coisas. Fato.
Tem aquela famíila com avós no interior, que todas as férias vão para lá se juntar com um enorme bando de primos e tios, tomam banho no rio, comem comidas caseiras maravilhosas, perseguem pintinhos e vivem livres, por umas semanas, se sabendo "em casa" ao ar livre. Tem às festas da cidade, as lojas de sempre onde o padeiro lhes conhece e costuma lhes dar alguma guloseima quando eles passam pela frente, as mesmas pessoas de sempre, as mesmas excursões, os mesmos esconderijos e cabanas, os amigos das fêrias, os primeiros namoros. O que eles pensarão que ganharam quando, adultos, lembrem das fêrias da infância deles? Do que eles, porém, foram privados?
Agora pensemos em essas outras famílias que, em cada fêrias, viajam para um destino diferente. Ora praia, ora montanha, esquí, pousadas ou até hotéis, Disney, aviões. Paisagens novas a cada viagem, línguas e comidas diversas, passeios cheios de descobertas, esportes de aventura, almoços em restaurantes. Amizades intensas e fugazes, beijos adolescentes e volta "à nossa vida". O que estas crianças, quando crescerem, vão lembrar com carinho daquelas fêrias? E do que, talvez, sintam falta quando ouvem falar àqueles outros?
Cada circunstância, cada condição, cada união de duas pessoas, cada um de nós, vamos trazer com a nossa pessoa, com o que nós somos, vantagens e disvantagens. Cada um de nós, com nossas circunstâncias (buscadas ou engolidas) vamos abrir janelas e oferecer caminhos aos nossos filhos, deixando outras fechadas. Talvez se abram amanhã, ou bem depois. Ou nunca. Podemos ficarmos nos lamentando por todas essas janelas que estão e vão permanecer fechadas por causa do que somos/temos, desejando o impossível para abrí-las, ou que alguém venha e as abra por nós. Existe, porém, a alternativa de pular para fora dessas outras que se abrem, e desfrutar desse caminho com o que ele nos oferece!
O que isso nos traz é a oportunidade de procurar o melhor com o que temos e com o que somos. Podemos lhes ensinar as vantagens da nossa circunstância, o que isso nos oferece de bom. Podemos, também, ser realistas com aquilo do que isso nos priva, não precisamos olhar para outro lado.
À qualidade de ser positivo, de optimizar o que somos e temos, é tão rica que faz com que as pessoas sejam felizes, e não vivam desejando ter ou ser o que não tem e nem são.
E aí? Você é pior que o vizinho, ou simplemente é "você com suas circunstâncias, e todo o que elas tem para oferecer"?
Texto de Elena de Regoyos para MAMAÉ ME MIMA
Se quer compartilhar, cita autor e link original
martes, 3 de diciembre de 2013
A tal da posição "de budinha" no sling, e alternativas adequadas
Hoje no facebook foi sucesso um artigo sobre a desnecessidade de estimular as crianças. Concordo plenamente. É muito bom sermos conscientes disso. Os estímulos que um bebé precisa são «o mundo que habita»: a voz dos pais e irmãos, os cheiros dos diferentes alimentos, as luzes do dia-noite, a chuva no corpo dele, e o barulho dela, o cheiro de terra molhada quando chega tormenta, os pássaros cantando, cachorros latindo, o vento no corpo, grama nos pés, areia nas mãos, colheres de pau batendo no chão, agua na banheira, o contato do corpo da mãe no dele, toques, caricias, massagens, beijos, teta, uma fruta (a forma dela, cor, textura, cheiro, temperatura, sabor...). O babywearing proporciona tudo isso, desde o lugar mais seguro e gostoso. O nosso filho se estimula naturalmente, conhece o mundo, dsede o lugar mais seguro do mundo: o nosso colo.
Essa obsissão de hiperestimular os nossos filhos combina muito bem com essa outra obsissão de carregar eles "para a frente". Hiperestímulo. Desnecessário. Prejudicial.
Venho postando últimamente fotos de bebês carregados em diferentes tipos de porta bebês ou carregadores olhando para a frente, "só que não esticados". Tudo bem, já tenho falado das posições erradas em outros posts, mas vamos insistir nesta posição que parece inofensiva, mas não o é.
Tenho lido em blogs de instrutoras de babywearing coisas que fariam perder a credibilidade de qualquer instrutora formada: que podemos carregar o nosso bebê virado para a frente ou para nós, como ele preferir, porque com as pernas encolhidinhas a coluna dele está protegida.
Só que não.
1- A posição indicada e recomendada por organismos internacionais -como o Instituto Internacional de Displasia de Quadril, ou o presidente da Federação Alemã de Pediatria- para carregar os nossos bebês desde o primeiro dia (com mais motivo ainda nos primeiros dias-semanas-meses), é a posição "de sapinho":
-Na posição de sapinho, o bebê vai acocorado, com os joelhos mais altos que o bumbum, o sling segurando o peso dele desde atrás de um joelho até atrás do outro joelho (coxa-bumbum-coxa), deixando as canelinhas livres. O peso, portanto, é carregado pelo bumbum principalmente, o que resulta confortavel e nãoforça nenhuma articulação, estando a estrutura quadril-fêmur bem encaixada, na forma em que fisiolôgicamente se promove esse encaixe quando há luxação ou displasia. na forma em que os proprios bebês retraem as coxas naturalmente durante os primeiros meses.
-A coluna dele fica curvada em forma de C, que é a forma natural de um bebê nos primeiros meses. Conforme ele fôr segurando o pescoço vai ir formando a curva cervical, e depois, ao caminhar, vai se formando a curva lombar.
-O bebê tem as áreas do corpo mais vulneráveis e delicadas, como o abdomen e o rosto, protegidas com o nosso corpo, sejam eles carregados na nossa frente, no quadril ou nas costas.
-Se o bebê ficar cansado, assustado, hiperestimulado ou se ele simplesmente quiser trocar um olhar com nós, porque isso lhe da segurança, pode fazê-lo, ou apoiar o rostinho no nosso peito, cochilar, se esconder ou descansar. Ele precisa desse contato, desse olho no olho, desse descanso confortavel.
-Por estar ele bem encaixadinho no nosso corpo, o nosso centro de gravidade práticamente não se modifica, o que faz com que carregar o nosso filho seja confortavel e não force e nem machuque a nossa coluna.
2- Na posição "de budinha", mesmo o bebê não estando esticado -o que pelo menos temos todos assumido que não é bom!- continua não sendo adequado pelo seguinte:
-As articulações estão forçadas, com as pernas flexionadas já de forma não fisiológica, levemente -ou excessivamente- abertas tipo "borboleta", o que já faz uma rotação na articulação quadril-fêmur não fisiolôgica como postura de descanso. Ao ter o tecido cobrindo todo o corpinho dele, encolhidinho nessa posição, resultan forçadas, também, as articulações do joelho e tornozelo. O peso do bebê não está apenas no bumbum, senão em todas as extremidades inferiores flexionadas de forma indevida.
-A coluna dele pode ficar bem entortada, pois ele não tem forças para se segurar na posição adequada que ele precisa, e também não tem o apoio frontal do nosso corpo para lhe servir de "masto". Pode trazer lesões de coluna.
-O bebê tem as áreas do corpo mais vulneráveis e delicadas, como o abdomen e o rosto, completamente expostos, desprotegidos, sem o nosso calor lhe ajudando a fazer digestões, sem o nosso corpo lhe servindo de proteção para golpes ou acidentes.
-Se o bebê ficar cansado, assustado, estressado ou hiperestimulado, só lhe resta deixar a cabeça cair para a frente, e cochilar como puder, com o que isso tem de, além de desconfortavel, arriscado por poder fechar as vías respiratórias. A cabeça de um bebê jamais deve ficar caida para a frente, com o queixo voltado para o peito, pois pode fechar as vías respiratorias. Carregando ele na posição de budinha, olhando para a frente, isso pode acontecer.
-E se ele simplesmente quiser trocar um olhar com nós, porque isso lhe da segurança, não tem como. Está completamente exposto aos estímulos sem filtro, sem nosso olhar tranquilizador, sem a referência do nosso corpo na frente dele.
-Por estar ele completamente desencaixado do nosso corpo, o nosso centro de gravidade fica completamente deslocado, o que nos obriga a curvar a coluna para trás, gerando desconforto, dor e até lesões.
-Ao mesmo tempo, por causa deste último ponto explicado, o bebê "ocupa" mais na nossa frente, limitando mais o nosso campo de visão, o que pode nos levar a tropeçar ou esbarrar, e cair, com ele na nossa frente, olhando para a frente.
BABYWEARING IN THE WORLD
Nenhuma cultura ao longo do mundo, dentre as que não tem perdido a tradição de carregar os filhos encima, carrega os seus filhos olhando para a frente, nem esticados e nem encolhidos. A gente está reaprendendo o que a nossa cultura perdeu. Se todas elas, ao redor do mundo, o fazem de uma determinada forma... Será que nós devemos ignorá-lo e andar inventando modas?
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.png)
ALTERNATIVAS, NO QUADRIL OU NAS COSTAS:
Existem alternativas para quando o nosso bebê começa ficar querendo ver tudo. Podemos carregá-los no quadril em um sling de argolas, um wrap sling ou um mei tai, por exemplo. Dessa forma ele tem um campo de visão muito mais amplo, sem perder nem a posição adequada e nem a possibilidade ed cochilar apoiando o rostinho em nós, ou trocar um olhar. Outra opção seria levá-lo nas costas. Tem amarrações altas que permitem o bebê ou criança ir olhando tudo por cima do nosso hombro
.jpg)
.jpg)
.jpg)

Mais informação sobre portabebês:
-Usos errados, prejudiciais e perigosos do sling ou portabebê
-Lição de babywearing nas costas, desde Uganda, em estado puro
-Exterogestação. O bebê, emocional e fisiológicamente feito para ser carregado
-Diferentes amarrações com o wrap sling: explicação e vídeos ilustrativos
-Comprou... e agora quê? Cuidados e dicas básicas para o adequado uso do wrap sling elástico
-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos
-Sling elástico Sleepy Wrap: características, uso e videos ilustrativos
-Slings… nova moda ou beneficios reáis?
Venho postando últimamente fotos de bebês carregados em diferentes tipos de porta bebês ou carregadores olhando para a frente, "só que não esticados". Tudo bem, já tenho falado das posições erradas em outros posts, mas vamos insistir nesta posição que parece inofensiva, mas não o é.
Tenho lido em blogs de instrutoras de babywearing coisas que fariam perder a credibilidade de qualquer instrutora formada: que podemos carregar o nosso bebê virado para a frente ou para nós, como ele preferir, porque com as pernas encolhidinhas a coluna dele está protegida.
Só que não.
1- A posição indicada e recomendada por organismos internacionais -como o Instituto Internacional de Displasia de Quadril, ou o presidente da Federação Alemã de Pediatria- para carregar os nossos bebês desde o primeiro dia (com mais motivo ainda nos primeiros dias-semanas-meses), é a posição "de sapinho":
![]() |
| POSIÇÃO "DE SAPINHO" |
-Na posição de sapinho, o bebê vai acocorado, com os joelhos mais altos que o bumbum, o sling segurando o peso dele desde atrás de um joelho até atrás do outro joelho (coxa-bumbum-coxa), deixando as canelinhas livres. O peso, portanto, é carregado pelo bumbum principalmente, o que resulta confortavel e nãoforça nenhuma articulação, estando a estrutura quadril-fêmur bem encaixada, na forma em que fisiolôgicamente se promove esse encaixe quando há luxação ou displasia. na forma em que os proprios bebês retraem as coxas naturalmente durante os primeiros meses.-A coluna dele fica curvada em forma de C, que é a forma natural de um bebê nos primeiros meses. Conforme ele fôr segurando o pescoço vai ir formando a curva cervical, e depois, ao caminhar, vai se formando a curva lombar.
-O bebê tem as áreas do corpo mais vulneráveis e delicadas, como o abdomen e o rosto, protegidas com o nosso corpo, sejam eles carregados na nossa frente, no quadril ou nas costas.
-Se o bebê ficar cansado, assustado, hiperestimulado ou se ele simplesmente quiser trocar um olhar com nós, porque isso lhe da segurança, pode fazê-lo, ou apoiar o rostinho no nosso peito, cochilar, se esconder ou descansar. Ele precisa desse contato, desse olho no olho, desse descanso confortavel.
-Por estar ele bem encaixadinho no nosso corpo, o nosso centro de gravidade práticamente não se modifica, o que faz com que carregar o nosso filho seja confortavel e não force e nem machuque a nossa coluna.
2- Na posição "de budinha", mesmo o bebê não estando esticado -o que pelo menos temos todos assumido que não é bom!- continua não sendo adequado pelo seguinte:
![]() |
| POSIÇÃO "DE BUDINHA" |
-A coluna dele pode ficar bem entortada, pois ele não tem forças para se segurar na posição adequada que ele precisa, e também não tem o apoio frontal do nosso corpo para lhe servir de "masto". Pode trazer lesões de coluna.
-O bebê tem as áreas do corpo mais vulneráveis e delicadas, como o abdomen e o rosto, completamente expostos, desprotegidos, sem o nosso calor lhe ajudando a fazer digestões, sem o nosso corpo lhe servindo de proteção para golpes ou acidentes.
-E se ele simplesmente quiser trocar um olhar com nós, porque isso lhe da segurança, não tem como. Está completamente exposto aos estímulos sem filtro, sem nosso olhar tranquilizador, sem a referência do nosso corpo na frente dele.
-Por estar ele completamente desencaixado do nosso corpo, o nosso centro de gravidade fica completamente deslocado, o que nos obriga a curvar a coluna para trás, gerando desconforto, dor e até lesões.
-Ao mesmo tempo, por causa deste último ponto explicado, o bebê "ocupa" mais na nossa frente, limitando mais o nosso campo de visão, o que pode nos levar a tropeçar ou esbarrar, e cair, com ele na nossa frente, olhando para a frente.
BABYWEARING IN THE WORLD
Nenhuma cultura ao longo do mundo, dentre as que não tem perdido a tradição de carregar os filhos encima, carrega os seus filhos olhando para a frente, nem esticados e nem encolhidos. A gente está reaprendendo o que a nossa cultura perdeu. Se todas elas, ao redor do mundo, o fazem de uma determinada forma... Será que nós devemos ignorá-lo e andar inventando modas?
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.png)
ALTERNATIVAS, NO QUADRIL OU NAS COSTAS:
Existem alternativas para quando o nosso bebê começa ficar querendo ver tudo. Podemos carregá-los no quadril em um sling de argolas, um wrap sling ou um mei tai, por exemplo. Dessa forma ele tem um campo de visão muito mais amplo, sem perder nem a posição adequada e nem a possibilidade ed cochilar apoiando o rostinho em nós, ou trocar um olhar. Outra opção seria levá-lo nas costas. Tem amarrações altas que permitem o bebê ou criança ir olhando tudo por cima do nosso hombro
.jpg)
.jpg)
.jpg)
Texto de Elena de Regoyos para MAMAÉ ME MIMA
Se quer compartilhar, cita autor e link original
Mais informação sobre portabebês:
-Usos errados, prejudiciais e perigosos do sling ou portabebê
-Lição de babywearing nas costas, desde Uganda, em estado puro
-Exterogestação. O bebê, emocional e fisiológicamente feito para ser carregado
-Diferentes amarrações com o wrap sling: explicação e vídeos ilustrativos
-Comprou... e agora quê? Cuidados e dicas básicas para o adequado uso do wrap sling elástico
-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos
-Sling elástico Sleepy Wrap: características, uso e videos ilustrativos
-Slings… nova moda ou beneficios reáis?
martes, 12 de noviembre de 2013
10 Dicas para um melhor descanso (com filhos que acordam de noite)
Vira e mexe leio a postagem de alguém no facebook ou listas de maternagem descrevendo o cansaço e desespero pelas noites mal dormidas por causa do filhote que acorda, incluindo no relato as horas exatas em que o bebê acordou nas últimas noites.
Tenho três filhos. O primeiro começou dormir a noite inteira aos 6 meses, então ele não conta para este artigo. Mas o segundo acordou de noite até os 3 anos e pouco e a terceira tem um ano e 8 meses e parece ir por um caminho bem similar. O caminho mais comum, por outro lado.
Como nunca sofri e nem sofro com os despertares dos meus filhos, eis que pensei em analizar o por que, para talvez assim poder ajudar outras mães neste ponto. Esses são os pontos com os quais acho que posso ajudar:
Dica nº1: Informe-se sobre as fases de desenvolvimento dos bebês e crianças a respeito do sono (aqui tem um belo artigo sobre isso). Isso não vai fazer com que ele durma "melhor" e você descanse mais, porém conhecer o que podemos esperar de um bebê ou criança neste sentido, por ser parte do desenvolvimento natural dele, ajuda enormemente a compreender o que está acontecendo e, portanto, elimina parte da nossa angústia.
Dica nº2: Priorize o seu descanso. A cozinha sem arrumar pode esperar, o chão pode ser varrido menos vezes por semana, com certeza você também está linda sem fazer chapinha, cozinhar almoços mais simples não implica necessáriamente que sejam menos saudáveis, os brinquedos vão ficar espalhados de novo amanhã, passe apenas as roupas imprescindíveis... Peça ajuda com o que não puder ser substituído. E se puder, pague por ela. O seu descanso, sua saude física e mental, valem dinheiro.
Dica nº3: Vá dormir mais cedo. Eu sei que esse tempinho para você depois que o bebê dormiu é único e insubstituível. Que tal dedicá-lo a aquilo do que você mais precisa, e que é tão gostoso: DORMIR? Também sei que você precisa jantar, tomar banho, dar uma geralzinha na casa. Que tal tentar fazer isso tudo antes de colocar ele para dormir (tomar banho juntos, jantar juntos, fazer só um básico da geralzinha...), para assim não sobrar nada "para depois" e poder relaxar na hora de colocá-lo para dormir? Se não quer fazê-lo sempre, pelo menos de vez em quando. Estabeleça um mínimo de dias na semana para fazê-lo, e cumpra este compromisso consigo mesma. Você nem imagina o quanto essas horas aportam de descanso diário.
Dica nº4: Centre seus esforços no que você pode fazer para descansar mais, e não no que você pode fazer para o bebê dormir "melhor". Ele não dorme mal, ele dorme normalmente para a idade dele (remeto à dica nº1). Sim, acordar muitas vezes também é normal, assim como dormir a noite toda, só que no primeiro caso vocêse fode sai prejudicada. Mas não tem nada de errado com seu filho.
Portanto, não centre os esforços em mudá-lo lhe enfiando mamadeiras de elefante ou lhe dando remédios -naturais ou não- vários. É como se dessemos remédios -naturais ou não- para um bebê de "x" meses caminhar logo, porque estamos cansados de levá-lo no colo. Ele vai caminhar quando tiver que caminhar, quando estiver pronto e desenvolvido para isso. Medicar -naturalmente ou não- o desenvolvimento natural não faz sentido. No sono também não. Mesmo nós estando imensamente cansadas por causa disso.
Dica nº5: Facilite a sua vida ou, melhor, as suas noites. Quer dizer: se o seu filho está em outro quarto e quando ele acorda você tem que levantar da cama, caminhar até o quarto dele, ficar lhe embalando em pé (caindo de sono), voltar para o seu quarto e tentar pegar o sono com o ouvido bem acordado para que, na hora que ele acordar de novo daqui a pouco, você levantar de novo... Enfim, veja se não tem uma alternativa que simplifique as suas noites como, por exemplo: levar o filhote para o seu quarto, ou inclusive para a sua cama.
Deixe os "mas e se ele acostuma com..." ou "e se o meu marido diz que..." ou "e se perco momentos preciosos para namorar...", para depois. Voltando à dica nº2: priorize o seu descanso. O resto são mitos ou medos infundados. Deixe-os para outro momento. Facilite as suas noites e priorize o seu descanso. Vai te trazer mais saúde mental e física. E de quebra o seu filho vai ficar mais feliz. Não soa bem?
Dica nº6: Não se feche a nada por ideologias ou achismos (sempre que seu filho e vocês se mantenham tratados com respeito!). Parece que vai contra a dica anterior, mas não vai, e sim a complementa. Quer dizer, se você é uma convencida do attachment parenting, mas a cama compartilhada não está dando certo porque, por algum motivo, seu filho acorda mais (talvez seu marido ou você ronquem, ou se mexam muito na cama, ou o pequeno seja muito calorento, ou falte realmente espaço...), tente outras opções. Às vezes é a gente quem acorda mais, mesmo ele dormindo bastante, porque talvez somos muito sensíveis a qualquer barulhinho, ou somos nós as calorentas, ou nos falte espaço, etc.
Experimente colocá-lo em um bercinho perto de você, ou em uma cama no seu quarto. Inclusive em outro quarto. Você não vai ser pior mãe, pois você apenas está vendo se isso da certo, se ele se sente bem com essa opção e se, de quebra, te ajuda a descansar melhor. Se não cumpre os objetivos, sempre pode repensar tudo. Mas não se feche. Experimente, lhe respeite, se respeite, e veja o que funciona melhor dentro destes parâmetros.
Dica nº7: De noite, não acorde seu cérebro. Como assim? Bem, eu não faço a menor idéia de quantas vezes a minha filha acorda de noite. Deve ser algum número entre 1 e 5, mas não sei mesmo quantas. Muito menos sei a que horas ela acorda. Ela acorda, eu devo colocar ela em posição para mamar deitada mesmo na cama (eu nem percebo que o faço, mas meu marido tem provas fotográficas que vou tentar recuperar para ilustrar o post), e continuamos dormindo. Ela também não "acorda" o cérebro, só faz um semidespertar para mamar e seguir dormindo. Se nessa hora eu ligo o interruptor do meu cérebro, depois vai ser muito mais difícil -para algumas pessoas práticamente impossível- voltar a dormir. O que é ligar o interruptor cerebral? Pensar coisas como essas:
-"Que horas são?
-"Quantas vezes ela já acordou esta noite?"
-"Quantas horas faltam para o despertador tocar?"
-"No total, eu tenho dormidas... tantas horas até agora, se eu conseguir dormir vou dormir..."
-"Não pode ser fome, só faz... tantos minutos desde que acordou a última vez"
-"Será que está entrando luz por aquela fresta?"
-"Agora que eu penso... creio que esqueci de deixar a minha camisa branca de molho para tirar aquela manchinha de manga".
-E tantas outras.
O seu filho acordou? Então não pense, simplesmente aja e siga dormindo. Claro, para isso é mais facil se você faz cama compartilhada. Mas tente adaptá-lo na medida do possível caso com você não funcione a cama compartilhada.
Dica nº8: Amamente. Amamentar é o melhor sedante para o nosso filho. É a maneira mais facil e simples de fazer ele dormir. A natureza traz tudo pensadinho e resolvido já. Levantar para preparar uma mamadeira é muito mais complicado (e não cumpre a regra nº7 de não acordar o cérebro). Amamentar te permite não ter que levantar da cama.
Se ele acorda com fome: amamentar resolve. Se ele acorda com sede: amamentar resolve. Se ele acorda com necessidade de contato ou presença: amamentar resolve. Se ele acorda com frio: amamentar resolve. Se ele acorda querendo um carinho: amamentar resolve. Se ele acorda assustado: amamentar resolve. Tem outras formas de resolver todas estas causas de despertares infantis? Claro que tem. Quem não amamenta não está perdido. Simplesmente vai ter mais trabalho. E voltando à dica nº2: priorize o seu descanso. Se amamentar resolve, não se complique.
Ademais, as mulheres que amamentamos segregamos um hormônio -só de noite!!- chamado L-Triptofano que nos ajuda a pegar no sono com mais facilidade (e ao nosso filho, por estar consumindo o nosso leite, também). Só que esse hormônio se perde apenas uns minutos após ele ter terminado de mamar. Então: dica nº7 (não acorde seu cérebro) para poder se aproveitar do efeito do L-Triptofano que segregamos enquanto amamentamos.
Dica nº9: Não dê ouvidos à prima da amiga da sua vizinha. Em geral, no seu papel de mãe, esta dica deveria ser uma das principais. Falando do sono, sempre vamos achar quem nos diga que:
-"Seu filho acorda porque você está fazendo "x" e, claro, assim eles acordam muito mais".
-"Nossa! O meu Pedrinho nessa idade já dormia a noite toda há 472 meses!"
-"Quando eles acordam depois dos "x" meses/anos é porque eles tem problemas com..."
-"Você precisa ensiná-lo dormir, ele está se aproveitando da boazinha que você é".
-"Seu leite não alimenta e por isso ele acorda".
-E milhares de outras pérolas com que daria para escrever um livro.
Não dê chance a isso, e se acontecer, não dê ouvidos. Claro que tem crianças que dormem mais e "melhor" que a sua, e outras até que muito pior. Mas em que ajuda ficar se comparando com os outros? A grama do vizinho sepre parece mais verde, não acha? De repente ela pode ser sintética, ou ele pode ter usado adubo químico. Talvez seja até mais verde realmente. E daí? Para que comparar? Para se frustrar? Ela é de verdade melhor que a sua? O seu verde é diferente, é único? Aprecie a sua grama, mesmo gostando mais de outros tons de verde.
Portanto: Não precisa contar o que acontece para quem não vai lhe ajudar com isso, senão fazer o contrário (inclusive pediatras e família mais querida e próxima, às vezes). Selecione muito bem com quem você vai desabafar e, de preferência, que seja alguém empático, que não julgue, não critique, não te faça sentir inútil ou muito errada, não diagnostique "opinológicamente" o seu filho e não seja um mentiroso que conta maravilhas da experiência dele apenas para não se sentir "tão errada quanto você".
Dica nº10: Procure um grupo de apoio. Complementando a dica anterior, e para evitar pitacos e críticas que em nada ajudam, procure um grupo de criação ou maternagem na sua cidade ou bairro. Cada vez tem mais. E se não tem, existem muitas opções na internet: listas de maternagem, grupos no facebook, blogs... Mas, por favor, que sejam respeitosos com as crianças e não indiquem coisas como "deixe o seu bebê chorar para ele aprender, porque uma mãe feliz lhe faz bem". Mães que ouvem e são ouvidas, mães que conhecem histórias similares às delas, mães que se ajudam sem julgamentos, mães que podem chorar e rir em grupo... É tudo de bom!
Talvez também te interesse:
-O sono dos nossos filhos e as conseqüências de deixá-los chorar
-Se não deixamos chorar os nossos maridos... Por que os nossos filhos merecem menos respeito?
-O poder da tribo, muito além das mães
-A mãe que imaginamos ser, o filho que imaginamos ter... e quando nada disso é "como era para ser"
-Bebês e crianças permanentemente en crise? (Saltos e picos de crescimento)
-O puerpério e as falsas expectativas da mulher grávida
-Abraços de pano, embalos eletrônicos e peitos de plástico para bebês... de pelúcia?
-Eu deixei o meu bebê chorar / Yo dejé llorar a mi bebé
-Proibido dar amor? Perigo de acostumar
-Attachment Parenting: O medo que nos transforma em mãe
-Co-leito ou cama compartilhada. Por quê? O que é isso? Como fazê-lo de forma segura?
Como nunca sofri e nem sofro com os despertares dos meus filhos, eis que pensei em analizar o por que, para talvez assim poder ajudar outras mães neste ponto. Esses são os pontos com os quais acho que posso ajudar:
Dica nº1: Informe-se sobre as fases de desenvolvimento dos bebês e crianças a respeito do sono (aqui tem um belo artigo sobre isso). Isso não vai fazer com que ele durma "melhor" e você descanse mais, porém conhecer o que podemos esperar de um bebê ou criança neste sentido, por ser parte do desenvolvimento natural dele, ajuda enormemente a compreender o que está acontecendo e, portanto, elimina parte da nossa angústia.
Dica nº2: Priorize o seu descanso. A cozinha sem arrumar pode esperar, o chão pode ser varrido menos vezes por semana, com certeza você também está linda sem fazer chapinha, cozinhar almoços mais simples não implica necessáriamente que sejam menos saudáveis, os brinquedos vão ficar espalhados de novo amanhã, passe apenas as roupas imprescindíveis... Peça ajuda com o que não puder ser substituído. E se puder, pague por ela. O seu descanso, sua saude física e mental, valem dinheiro.
Dica nº3: Vá dormir mais cedo. Eu sei que esse tempinho para você depois que o bebê dormiu é único e insubstituível. Que tal dedicá-lo a aquilo do que você mais precisa, e que é tão gostoso: DORMIR? Também sei que você precisa jantar, tomar banho, dar uma geralzinha na casa. Que tal tentar fazer isso tudo antes de colocar ele para dormir (tomar banho juntos, jantar juntos, fazer só um básico da geralzinha...), para assim não sobrar nada "para depois" e poder relaxar na hora de colocá-lo para dormir? Se não quer fazê-lo sempre, pelo menos de vez em quando. Estabeleça um mínimo de dias na semana para fazê-lo, e cumpra este compromisso consigo mesma. Você nem imagina o quanto essas horas aportam de descanso diário.
Dica nº4: Centre seus esforços no que você pode fazer para descansar mais, e não no que você pode fazer para o bebê dormir "melhor". Ele não dorme mal, ele dorme normalmente para a idade dele (remeto à dica nº1). Sim, acordar muitas vezes também é normal, assim como dormir a noite toda, só que no primeiro caso você
Portanto, não centre os esforços em mudá-lo lhe enfiando mamadeiras de elefante ou lhe dando remédios -naturais ou não- vários. É como se dessemos remédios -naturais ou não- para um bebê de "x" meses caminhar logo, porque estamos cansados de levá-lo no colo. Ele vai caminhar quando tiver que caminhar, quando estiver pronto e desenvolvido para isso. Medicar -naturalmente ou não- o desenvolvimento natural não faz sentido. No sono também não. Mesmo nós estando imensamente cansadas por causa disso.
Dica nº5: Facilite a sua vida ou, melhor, as suas noites. Quer dizer: se o seu filho está em outro quarto e quando ele acorda você tem que levantar da cama, caminhar até o quarto dele, ficar lhe embalando em pé (caindo de sono), voltar para o seu quarto e tentar pegar o sono com o ouvido bem acordado para que, na hora que ele acordar de novo daqui a pouco, você levantar de novo... Enfim, veja se não tem uma alternativa que simplifique as suas noites como, por exemplo: levar o filhote para o seu quarto, ou inclusive para a sua cama.
Deixe os "mas e se ele acostuma com..." ou "e se o meu marido diz que..." ou "e se perco momentos preciosos para namorar...", para depois. Voltando à dica nº2: priorize o seu descanso. O resto são mitos ou medos infundados. Deixe-os para outro momento. Facilite as suas noites e priorize o seu descanso. Vai te trazer mais saúde mental e física. E de quebra o seu filho vai ficar mais feliz. Não soa bem?
Dica nº6: Não se feche a nada por ideologias ou achismos (sempre que seu filho e vocês se mantenham tratados com respeito!). Parece que vai contra a dica anterior, mas não vai, e sim a complementa. Quer dizer, se você é uma convencida do attachment parenting, mas a cama compartilhada não está dando certo porque, por algum motivo, seu filho acorda mais (talvez seu marido ou você ronquem, ou se mexam muito na cama, ou o pequeno seja muito calorento, ou falte realmente espaço...), tente outras opções. Às vezes é a gente quem acorda mais, mesmo ele dormindo bastante, porque talvez somos muito sensíveis a qualquer barulhinho, ou somos nós as calorentas, ou nos falte espaço, etc.
Experimente colocá-lo em um bercinho perto de você, ou em uma cama no seu quarto. Inclusive em outro quarto. Você não vai ser pior mãe, pois você apenas está vendo se isso da certo, se ele se sente bem com essa opção e se, de quebra, te ajuda a descansar melhor. Se não cumpre os objetivos, sempre pode repensar tudo. Mas não se feche. Experimente, lhe respeite, se respeite, e veja o que funciona melhor dentro destes parâmetros.
Dica nº7: De noite, não acorde seu cérebro. Como assim? Bem, eu não faço a menor idéia de quantas vezes a minha filha acorda de noite. Deve ser algum número entre 1 e 5, mas não sei mesmo quantas. Muito menos sei a que horas ela acorda. Ela acorda, eu devo colocar ela em posição para mamar deitada mesmo na cama (eu nem percebo que o faço, mas meu marido tem provas fotográficas que vou tentar recuperar para ilustrar o post), e continuamos dormindo. Ela também não "acorda" o cérebro, só faz um semidespertar para mamar e seguir dormindo. Se nessa hora eu ligo o interruptor do meu cérebro, depois vai ser muito mais difícil -para algumas pessoas práticamente impossível- voltar a dormir. O que é ligar o interruptor cerebral? Pensar coisas como essas:
-"Que horas são?
-"Quantas vezes ela já acordou esta noite?"
-"Quantas horas faltam para o despertador tocar?"
-"No total, eu tenho dormidas... tantas horas até agora, se eu conseguir dormir vou dormir..."
-"Não pode ser fome, só faz... tantos minutos desde que acordou a última vez"
-"Será que está entrando luz por aquela fresta?"
-"Agora que eu penso... creio que esqueci de deixar a minha camisa branca de molho para tirar aquela manchinha de manga".
-E tantas outras.
O seu filho acordou? Então não pense, simplesmente aja e siga dormindo. Claro, para isso é mais facil se você faz cama compartilhada. Mas tente adaptá-lo na medida do possível caso com você não funcione a cama compartilhada.
Dica nº8: Amamente. Amamentar é o melhor sedante para o nosso filho. É a maneira mais facil e simples de fazer ele dormir. A natureza traz tudo pensadinho e resolvido já. Levantar para preparar uma mamadeira é muito mais complicado (e não cumpre a regra nº7 de não acordar o cérebro). Amamentar te permite não ter que levantar da cama.
Se ele acorda com fome: amamentar resolve. Se ele acorda com sede: amamentar resolve. Se ele acorda com necessidade de contato ou presença: amamentar resolve. Se ele acorda com frio: amamentar resolve. Se ele acorda querendo um carinho: amamentar resolve. Se ele acorda assustado: amamentar resolve. Tem outras formas de resolver todas estas causas de despertares infantis? Claro que tem. Quem não amamenta não está perdido. Simplesmente vai ter mais trabalho. E voltando à dica nº2: priorize o seu descanso. Se amamentar resolve, não se complique.
Ademais, as mulheres que amamentamos segregamos um hormônio -só de noite!!- chamado L-Triptofano que nos ajuda a pegar no sono com mais facilidade (e ao nosso filho, por estar consumindo o nosso leite, também). Só que esse hormônio se perde apenas uns minutos após ele ter terminado de mamar. Então: dica nº7 (não acorde seu cérebro) para poder se aproveitar do efeito do L-Triptofano que segregamos enquanto amamentamos.
Dica nº9: Não dê ouvidos à prima da amiga da sua vizinha. Em geral, no seu papel de mãe, esta dica deveria ser uma das principais. Falando do sono, sempre vamos achar quem nos diga que:
-"Seu filho acorda porque você está fazendo "x" e, claro, assim eles acordam muito mais".
-"Nossa! O meu Pedrinho nessa idade já dormia a noite toda há 472 meses!"
-"Quando eles acordam depois dos "x" meses/anos é porque eles tem problemas com..."
-"Você precisa ensiná-lo dormir, ele está se aproveitando da boazinha que você é".
-"Seu leite não alimenta e por isso ele acorda".
-E milhares de outras pérolas com que daria para escrever um livro.
Não dê chance a isso, e se acontecer, não dê ouvidos. Claro que tem crianças que dormem mais e "melhor" que a sua, e outras até que muito pior. Mas em que ajuda ficar se comparando com os outros? A grama do vizinho sepre parece mais verde, não acha? De repente ela pode ser sintética, ou ele pode ter usado adubo químico. Talvez seja até mais verde realmente. E daí? Para que comparar? Para se frustrar? Ela é de verdade melhor que a sua? O seu verde é diferente, é único? Aprecie a sua grama, mesmo gostando mais de outros tons de verde.
Portanto: Não precisa contar o que acontece para quem não vai lhe ajudar com isso, senão fazer o contrário (inclusive pediatras e família mais querida e próxima, às vezes). Selecione muito bem com quem você vai desabafar e, de preferência, que seja alguém empático, que não julgue, não critique, não te faça sentir inútil ou muito errada, não diagnostique "opinológicamente" o seu filho e não seja um mentiroso que conta maravilhas da experiência dele apenas para não se sentir "tão errada quanto você".
Dica nº10: Procure um grupo de apoio. Complementando a dica anterior, e para evitar pitacos e críticas que em nada ajudam, procure um grupo de criação ou maternagem na sua cidade ou bairro. Cada vez tem mais. E se não tem, existem muitas opções na internet: listas de maternagem, grupos no facebook, blogs... Mas, por favor, que sejam respeitosos com as crianças e não indiquem coisas como "deixe o seu bebê chorar para ele aprender, porque uma mãe feliz lhe faz bem". Mães que ouvem e são ouvidas, mães que conhecem histórias similares às delas, mães que se ajudam sem julgamentos, mães que podem chorar e rir em grupo... É tudo de bom!
Elena de Regoyos para MAMAÉ ME MIMA
Proibida a reprodução sem citar fonte e link
Talvez também te interesse:
-O sono dos nossos filhos e as conseqüências de deixá-los chorar
-Se não deixamos chorar os nossos maridos... Por que os nossos filhos merecem menos respeito?
-O poder da tribo, muito além das mães
-A mãe que imaginamos ser, o filho que imaginamos ter... e quando nada disso é "como era para ser"
-Bebês e crianças permanentemente en crise? (Saltos e picos de crescimento)
-O puerpério e as falsas expectativas da mulher grávida
-Abraços de pano, embalos eletrônicos e peitos de plástico para bebês... de pelúcia?
-Eu deixei o meu bebê chorar / Yo dejé llorar a mi bebé
-Proibido dar amor? Perigo de acostumar
-Attachment Parenting: O medo que nos transforma em mãe
-Co-leito ou cama compartilhada. Por quê? O que é isso? Como fazê-lo de forma segura?
Suscribirse a:
Entradas (Atom)






.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)