martes, 30 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
A alimentação complementar: que, quando, como e quanto devem comer os nossos bebês
Preparando o nosso encontro gratuito de apoio ao aleitamento materno da próxima terça feira dia 23 de agosto no Céu Aberto às 9:00h, eu quis trazer para vocês algumas idéias sobre a introdução da alimentação complementar dos nossos bebês. Leiam, curtam, divulguem e, claro, sintam-se convidadas a participar do encontro e convidar a quem quiser. Resulta muito gostoso, aliviador e gratificante compartilhar idéias, dicas, dúvidas, etc, com outras mães que estão na nossa mesma situação!
Saiba mais dos encontros de apoio ao aleitamento materno do MamaÉ clickando aqui.
--
O nosso filhote chegou aos 6 meses (alguns começaram antes, outros depois, a idade é aproximada) e é hora de começar com as... papinhas? Melhor falemos da alimentação complementar, sem mais. De repente a gente não sabe o que dar primeiro para o bebê, como dá-lo para ele, quando ele deveria comer, antes ou depois de mamar? Perguntamos para o pediatra, ele nos explica umas pautas, a amiga fez diferente, a minha mãe mais diferente ainda... Quem está certo? A saúde do meu filho esta em jogo!!
Fonte da informação do artículo: “Un regalo para toda la vida. Guía de lactancia materna” (“Um presente para a vida toda. Guia de aleitamento materno”), do pediatra e especialista em aleitamento materno Carlos González.
Indicações básicas
-Nunca obriguemos a uma criança a comer
-Até os 6 meses, só leite, preferentemente do peito da mãe. Nem água, nem papinhas, nem suquinhos, nem chazinhos nem nenhum outro “inho”que possa passar pela nossa cabeça. A exceção poderia ser uma criança que entre os 4 e os 6 meses pede comida quando vê comer aos seus pais, ele pode ir experimentando. Ou se a mãe trabalha e não pode, não consegue ou não quer ordenhar as suas mamas, é preferível adiantar a alimentação complementar antes de dar para a criança leite artificial (isto é porque é potencialmente mais alergênico o leite de vaca, com o qual é feito o leite de fórmula, do que os alimentos que poderíamos ir introduzindo em lugar de isso).
-A partir dos 6 meses podemos ir oferecendo, sem forçar, outros alimentos depois de mamar no peito.
-Não suprimir mamadas para dar papinhas em lugar delas. Até completar o primeiro ano um bebê deveria mamar pelo menos 5 ou 7 vezes por dia, e se é mais, melhor. “Alimentação complementar” é isso, complementaria ao leito materno, que será o alimento principal até pelo menos o primeiro ano. É uma toma de contato com o que será a alimentação da criança quando ela for maior, é uma experimentação, não uma alimentação de primeira linha, que como disse, continuará sendo ainda o leite materno. Excepcionalmente substituirão algumas mamadas por alimentação complementar as crianças que não possam ficar o dia todo com a mãe porque esta trabalhe fora de casa, depois eles compensarão essas mamadas (talvez durante a noite).
-Oferecer os novos alimentos de um em um, com alguns dias de separação, e começar com poucas quantidades.
-Começar com o glúten quando a criança ainda mama no peito. Durante um mês ou mais dar para ela quantidades muito pequenas do mesmo, o que quer dizer que a maioria de cereais que a criança consuma deverão ser sem glúten ainda.
-Se o bebê mama no peito sob livre demanda, ele já toma leite suficiente, e da melhor qualidade. Ele não precisa nem é conveniente que consuma outro tipo de leite, nem derivados lácteos, nem yogurtes, nem papinhas lactadas. Se você usa cereais em pó para bebês, compre-os sem leite e não os misture com leite, pode disolvê-los em água, caldinho ou suco. Não é por puro fanatismo contra o leite. Acontece freqüentemente que o leite das papinhas produz alergias.
-Escorra os alimentos, não encha a barriga da criança de água ou caldo.
-Não dê para ela alimentos que sejam potencialmente alergênicos (principalmente leite de vaca e derivados, ovos, peixe, soja, frutos secos ou qualquer outro que produza alergia em algum membro da família) até pelo menos os 12 meses.
-Não adicione açúcar aos alimentos do bebê, nem sal (ou a mínima possível, e sempre iodada).
-Continue amamentando ele até os dois anos ou mais.
-A ordem dos differentes alimentos não tem importância. Não existe uma idade certa para a carne, para as frutas ou para os cereais, salvo os potencialmente alergênicos que já foram comentados.
-A partir do primeiro ano ele poderá comer de tudo (sempre que ele queira), salvo que exista um motivo específico para não fazê-lo. E claro, não é questão de oferecer tudo de uma vez no dia do seu primeiro aniversário!!
Passando à prática
As crianças (sobre tudo aquelas que mamam no peito) costumam preferir os mesmos alimentos que os seus pais comem, e não outros cozinhados especificamente para eles.
Não é necessário triturar os alimentos. As trituradoras eletrônicas foram inventadas há apenas umas décadas, e nenhuma criança antes disso sofreu desnutrição por falta de uma papinha triturada. Alguns exemplos:
-Você pode ralar maçã ou pêra para ele, ou cortar fatias tão finas que possam ser dobradas.
-Banana em fatias fininhas ou amassada com um garfo.
-Um gomo de laranja ou mexerica que ele chupa enquanto você segura para ele não engolir inteiro.
-Legumes cozidas do tamanho de um dadinho para ele pegá-las com os seus dedinhos.
-Frango ou carne cozida ou na chapa cortada em tirinhas muito finas transversais à fibra, que ele pegara com a sua mão e chupará ou morderá experimentando gostos e texturas (lembrem que é uma experimentação, a alimentação forte dele ainda será o seu leite).
-Carne moída refogada (sem temperar) de tal jeito que fiquem umas divertidas bolinhas que ele pode pegar com os dedos.
-Arroz (melhor de risotto ou paella, que é mais mole), bem molinho, com um fio de azeite provavelmente ele gostara mais e ficara mais calórico e saudável.
-Uma casquinha de pão para ele pegar inteira e chupá-la.
-Massa. Para que fique pequena é melhor usar massa para sopa, e colocar molho de tomate caseiro em ela.
-Feijão, lentilhas, grão de bico... cozidas e amassadas com o garfo. No começo é conveniente retirar a pele dura deles.
A maior parte dos dias você não vai precisar cozinhar coisas diferentes para o seu bebê. Bastara com separar uma porçãozinha antes de temperar ou salgar os alimentos. Cuidado com a massa que leva ovos, compre da barata, a que é só cereal. Olhe bem os ingredientes dos biscoitos...podem conter leite ou ovos.
Podemos ir introduzindo os alimentos na ordem que queiramos, sem ter que fazer monográficos da fruta (primeira semana maçã, segunda banana, terceira mamão...). Podemos introduzir a primeira semana maçã, a segunda arroz, a terceira frango, a quarta cenoura...
A vitamina C da fruta ou do tomate faz com que ele absorva melhor o ferro dos cereais, legumes e da carne. Sem vitamina C o ferro é muito mal absorvido pelo corpo, por isso é recomendável que esses grupos alimentares permaneçam unidos no estômago. Por isso faz sentido não dar o arroz ao meio-dia e a fruta à tarde, já que desse jeito eles não se misturam. É mais lógico como os adultos fazemos: comemos salada, cereais, carne e fruta em uma refeição só, de tal forma que eles se complementam.
É importante que eles absorvam bem o ferro, já que o leite materno é limitado em ferro, e a maior parte do ferro de um bebê provém do sangue da mãe que foi passando até ele durante a gestação e na hora do parto (por isso é importante não cortar o cordão umbilical precocemente, já que estamos impedindo um imenso aporte de ferro que ficara a modo de reservas para esse recém nascido durante os seus primeiros meses). Por isso é comum que alguns bebês a partir dos 6 meses comecem ter anemia. As suas reservas de ferro estão se esgotando e eles precisam recuperá-lo com a alimentação complementar.
E se ele não quer comer?
Bom... Nenhum ser vivo no seu meio natural, com alimentos propícios à sua espécie ao seu alcance esta desnutrido nem morre de fome. Simplesmente eles sabem o que eles têm que comer, e quanto!! Por quê desconfiamos dessa capacidade no ser humano? Por que escolhemos por nossos filhos o que eles tem que comer, a que horas e quanto? Claro que não vamos oferecer para eles alimentos não saudáveis (açucarados, gordurosos, com corantes, etc), mas oferecendo alimentos básicos saudáveis e adequados à sua idade, devemos confiar em eles, cujo sentido da auto-percepção corporal ainda não foi atrofiado, e corre o risco de sê-lo com esse: “come mais”, “mais um pouquinho só”, “é importante você comer disso porque faz bem”, etc. Tem crianças que rejeitam a fruta, e depois é sabido que tinham intolerância ao frutose, e isso acontece com alergias (crianças que rejeitam glúten, lácteos, etc). A gente tem que aprender confiar em eles.
Quando uma criança se nega a comer a gente não pode abrigá-la. Não somente é anti-ético, senão que resulta inútil, e acaba sendo um martírio para os pais, mais sobre tudo para a criaturinha.
Baby Led Weaning
É um método de introdução da alimentação complementar conhecido internacionalmente e cada vez com mais seguidores. Consiste em uma introdução da alimentação complementar dirigida pelo bebê, sob livre demanda. Você pode ler muito sobre este método em vários sites dedicados a ele, onde explicam o que consiste, são compartilhadas receitas, vídeos, evidências científicas, etc. Pode lê-lo em inglês aqui, ou em espanhol aqui.
Basicamente seria colocar ao alcance das crianças alimentos saudáveis e variados (é importante porque daí eles escolhem o aquele do qual ele mais esta precisando, dependendo das suas reservas de ferro, calorias, vitaminas ou minerais). Ele fica sentado à mesa com toda a família na hora do almoço e vai aprendendo por imitação.
No começo daremos para eles alimentos moles em pedaços grandes (mais ou menos do tamanho da sua mãozinha) que ele possa ir chupando. Ou inclusive amassados para que ele possa pegá-los com os seus dedos, permitindo que ele vá melhorando a técnica da “pinça inteligente”; com os seus dedinhos. Antes que a gente perceba, o nosso filho usara adequadamente os talheres e bebera água no copo quando outras crianças da sua idade ainda estão na mamadeira e na papinha triturada, de colher (dada pela mãe, é claro).
No início eles basicamente brincam com a comida e se limitam a experimentar gostos, texturas, etc. Esse é o objetivo, mais educacional do que nutricional, já que a maiorias das suas necesidades nutricionais estão satisfeitas pelo aleitamento materno, ainda mantido.
Saiba mais dos encontros de apoio ao aleitamento materno do MamaÉ clickando aqui.
--
O nosso filhote chegou aos 6 meses (alguns começaram antes, outros depois, a idade é aproximada) e é hora de começar com as... papinhas? Melhor falemos da alimentação complementar, sem mais. De repente a gente não sabe o que dar primeiro para o bebê, como dá-lo para ele, quando ele deveria comer, antes ou depois de mamar? Perguntamos para o pediatra, ele nos explica umas pautas, a amiga fez diferente, a minha mãe mais diferente ainda... Quem está certo? A saúde do meu filho esta em jogo!!
Fonte da informação do artículo: “Un regalo para toda la vida. Guía de lactancia materna” (“Um presente para a vida toda. Guia de aleitamento materno”), do pediatra e especialista em aleitamento materno Carlos González.
Indicações básicas
-Nunca obriguemos a uma criança a comer
-Até os 6 meses, só leite, preferentemente do peito da mãe. Nem água, nem papinhas, nem suquinhos, nem chazinhos nem nenhum outro “inho”que possa passar pela nossa cabeça. A exceção poderia ser uma criança que entre os 4 e os 6 meses pede comida quando vê comer aos seus pais, ele pode ir experimentando. Ou se a mãe trabalha e não pode, não consegue ou não quer ordenhar as suas mamas, é preferível adiantar a alimentação complementar antes de dar para a criança leite artificial (isto é porque é potencialmente mais alergênico o leite de vaca, com o qual é feito o leite de fórmula, do que os alimentos que poderíamos ir introduzindo em lugar de isso).
-A partir dos 6 meses podemos ir oferecendo, sem forçar, outros alimentos depois de mamar no peito.
-Não suprimir mamadas para dar papinhas em lugar delas. Até completar o primeiro ano um bebê deveria mamar pelo menos 5 ou 7 vezes por dia, e se é mais, melhor. “Alimentação complementar” é isso, complementaria ao leito materno, que será o alimento principal até pelo menos o primeiro ano. É uma toma de contato com o que será a alimentação da criança quando ela for maior, é uma experimentação, não uma alimentação de primeira linha, que como disse, continuará sendo ainda o leite materno. Excepcionalmente substituirão algumas mamadas por alimentação complementar as crianças que não possam ficar o dia todo com a mãe porque esta trabalhe fora de casa, depois eles compensarão essas mamadas (talvez durante a noite).
-Oferecer os novos alimentos de um em um, com alguns dias de separação, e começar com poucas quantidades.
-Começar com o glúten quando a criança ainda mama no peito. Durante um mês ou mais dar para ela quantidades muito pequenas do mesmo, o que quer dizer que a maioria de cereais que a criança consuma deverão ser sem glúten ainda.
-Se o bebê mama no peito sob livre demanda, ele já toma leite suficiente, e da melhor qualidade. Ele não precisa nem é conveniente que consuma outro tipo de leite, nem derivados lácteos, nem yogurtes, nem papinhas lactadas. Se você usa cereais em pó para bebês, compre-os sem leite e não os misture com leite, pode disolvê-los em água, caldinho ou suco. Não é por puro fanatismo contra o leite. Acontece freqüentemente que o leite das papinhas produz alergias.-Escorra os alimentos, não encha a barriga da criança de água ou caldo.
-Não dê para ela alimentos que sejam potencialmente alergênicos (principalmente leite de vaca e derivados, ovos, peixe, soja, frutos secos ou qualquer outro que produza alergia em algum membro da família) até pelo menos os 12 meses.
-Não adicione açúcar aos alimentos do bebê, nem sal (ou a mínima possível, e sempre iodada).
-Continue amamentando ele até os dois anos ou mais.
-A ordem dos differentes alimentos não tem importância. Não existe uma idade certa para a carne, para as frutas ou para os cereais, salvo os potencialmente alergênicos que já foram comentados.
-A partir do primeiro ano ele poderá comer de tudo (sempre que ele queira), salvo que exista um motivo específico para não fazê-lo. E claro, não é questão de oferecer tudo de uma vez no dia do seu primeiro aniversário!!
Passando à prática
As crianças (sobre tudo aquelas que mamam no peito) costumam preferir os mesmos alimentos que os seus pais comem, e não outros cozinhados especificamente para eles.
Não é necessário triturar os alimentos. As trituradoras eletrônicas foram inventadas há apenas umas décadas, e nenhuma criança antes disso sofreu desnutrição por falta de uma papinha triturada. Alguns exemplos:
-Você pode ralar maçã ou pêra para ele, ou cortar fatias tão finas que possam ser dobradas.
-Banana em fatias fininhas ou amassada com um garfo.
-Um gomo de laranja ou mexerica que ele chupa enquanto você segura para ele não engolir inteiro.
-Legumes cozidas do tamanho de um dadinho para ele pegá-las com os seus dedinhos.-Frango ou carne cozida ou na chapa cortada em tirinhas muito finas transversais à fibra, que ele pegara com a sua mão e chupará ou morderá experimentando gostos e texturas (lembrem que é uma experimentação, a alimentação forte dele ainda será o seu leite).
-Carne moída refogada (sem temperar) de tal jeito que fiquem umas divertidas bolinhas que ele pode pegar com os dedos.
-Arroz (melhor de risotto ou paella, que é mais mole), bem molinho, com um fio de azeite provavelmente ele gostara mais e ficara mais calórico e saudável.
-Uma casquinha de pão para ele pegar inteira e chupá-la.
-Massa. Para que fique pequena é melhor usar massa para sopa, e colocar molho de tomate caseiro em ela.
-Feijão, lentilhas, grão de bico... cozidas e amassadas com o garfo. No começo é conveniente retirar a pele dura deles.
A maior parte dos dias você não vai precisar cozinhar coisas diferentes para o seu bebê. Bastara com separar uma porçãozinha antes de temperar ou salgar os alimentos. Cuidado com a massa que leva ovos, compre da barata, a que é só cereal. Olhe bem os ingredientes dos biscoitos...podem conter leite ou ovos.
Podemos ir introduzindo os alimentos na ordem que queiramos, sem ter que fazer monográficos da fruta (primeira semana maçã, segunda banana, terceira mamão...). Podemos introduzir a primeira semana maçã, a segunda arroz, a terceira frango, a quarta cenoura...
A vitamina C da fruta ou do tomate faz com que ele absorva melhor o ferro dos cereais, legumes e da carne. Sem vitamina C o ferro é muito mal absorvido pelo corpo, por isso é recomendável que esses grupos alimentares permaneçam unidos no estômago. Por isso faz sentido não dar o arroz ao meio-dia e a fruta à tarde, já que desse jeito eles não se misturam. É mais lógico como os adultos fazemos: comemos salada, cereais, carne e fruta em uma refeição só, de tal forma que eles se complementam.
É importante que eles absorvam bem o ferro, já que o leite materno é limitado em ferro, e a maior parte do ferro de um bebê provém do sangue da mãe que foi passando até ele durante a gestação e na hora do parto (por isso é importante não cortar o cordão umbilical precocemente, já que estamos impedindo um imenso aporte de ferro que ficara a modo de reservas para esse recém nascido durante os seus primeiros meses). Por isso é comum que alguns bebês a partir dos 6 meses comecem ter anemia. As suas reservas de ferro estão se esgotando e eles precisam recuperá-lo com a alimentação complementar.
E se ele não quer comer?
Bom... Nenhum ser vivo no seu meio natural, com alimentos propícios à sua espécie ao seu alcance esta desnutrido nem morre de fome. Simplesmente eles sabem o que eles têm que comer, e quanto!! Por quê desconfiamos dessa capacidade no ser humano? Por que escolhemos por nossos filhos o que eles tem que comer, a que horas e quanto? Claro que não vamos oferecer para eles alimentos não saudáveis (açucarados, gordurosos, com corantes, etc), mas oferecendo alimentos básicos saudáveis e adequados à sua idade, devemos confiar em eles, cujo sentido da auto-percepção corporal ainda não foi atrofiado, e corre o risco de sê-lo com esse: “come mais”, “mais um pouquinho só”, “é importante você comer disso porque faz bem”, etc. Tem crianças que rejeitam a fruta, e depois é sabido que tinham intolerância ao frutose, e isso acontece com alergias (crianças que rejeitam glúten, lácteos, etc). A gente tem que aprender confiar em eles.
Quando uma criança se nega a comer a gente não pode abrigá-la. Não somente é anti-ético, senão que resulta inútil, e acaba sendo um martírio para os pais, mais sobre tudo para a criaturinha.
Baby Led Weaning
É um método de introdução da alimentação complementar conhecido internacionalmente e cada vez com mais seguidores. Consiste em uma introdução da alimentação complementar dirigida pelo bebê, sob livre demanda. Você pode ler muito sobre este método em vários sites dedicados a ele, onde explicam o que consiste, são compartilhadas receitas, vídeos, evidências científicas, etc. Pode lê-lo em inglês aqui, ou em espanhol aqui.
Basicamente seria colocar ao alcance das crianças alimentos saudáveis e variados (é importante porque daí eles escolhem o aquele do qual ele mais esta precisando, dependendo das suas reservas de ferro, calorias, vitaminas ou minerais). Ele fica sentado à mesa com toda a família na hora do almoço e vai aprendendo por imitação.
No começo daremos para eles alimentos moles em pedaços grandes (mais ou menos do tamanho da sua mãozinha) que ele possa ir chupando. Ou inclusive amassados para que ele possa pegá-los com os seus dedos, permitindo que ele vá melhorando a técnica da “pinça inteligente”; com os seus dedinhos. Antes que a gente perceba, o nosso filho usara adequadamente os talheres e bebera água no copo quando outras crianças da sua idade ainda estão na mamadeira e na papinha triturada, de colher (dada pela mãe, é claro).
No início eles basicamente brincam com a comida e se limitam a experimentar gostos, texturas, etc. Esse é o objetivo, mais educacional do que nutricional, já que a maiorias das suas necesidades nutricionais estão satisfeitas pelo aleitamento materno, ainda mantido.
Elena de Regoyos
(19) 9391 4134
sábado, 13 de agosto de 2011
Oficina gratuita de Slings - 18 de agosto no Madreser
Começou o segundo semestre de 2011 e MamaÉ chega ao Brasil carregada não só de slings e cangurus ergonômicos, senão de energia, ilusão e vontade de rever a Tribo.
A nossa primeira oficina gratuita de slings (básica) sera o próximo dia 18 de agosto às 19:30h em parceria com o Madreser, na Sala Cultural Villa Flora em Sumaré.
Levaremos slings para vocês testarem com o seu bebê ou atê com um boneco (se tiver, melhor levar o seu para não faltar para todas), explicaremos as posições básicas, a importancia de um uso adequado do sling e os differentes tipos de slings e os que mais poderiam se adaptar às suas necessidades.
Portar o seu bebê tem que ser bom e agradável para os pequenos para você. Não vale a pena manter ele em contacto a pele, com todos os seus benefícios, se um ou nenhum dos dois está confortável ao fazê-lo. Para fazer bom uso do seu sling é necessário aprender e praticar.
Você tem que controlar coisas como que a posição do bebê seja a adequada para o seu conforto físico e emocional; que a tensão do tecido do seu porta bebê seja a ideal, tanto para garantir a segurança do bebê quanto o conforto dele e seu na hora de usá-lo; e que estejamos usando um sling adequado às nossas necessidades e / ou as do nosso bebê.
Quando usamos freqüentemente um porta bebê, seja do tipo que ele for (sling de argolas, wrap sling, canguru ergonômico...), e nos sentimos confortáveis com ele, é interessante ampliar as possibilidades de uso a fim de poder aproveitar ele ao máximo.
Que levar à oficina
-Wrap Sling elástico Sleepy Wrap em várias cores, ou Canguru ergonómico Boba Baby Carrier, aqui.
Pode lêr mais:
-Sling elástico Sleepy Wrap: características, uso e videos ilustrativos
-Comprou... e agora quê? Cuidados e dicas básicas para usar corretamente um wrap elástico
-Slings… nova moda ou beneficios reáis?
-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos
Para mais informações:
-Elena de Regoyos - (19) 9391 4134 - mamaedoula@gmail.com
A nossa primeira oficina gratuita de slings (básica) sera o próximo dia 18 de agosto às 19:30h em parceria com o Madreser, na Sala Cultural Villa Flora em Sumaré.
Levaremos slings para vocês testarem com o seu bebê ou atê com um boneco (se tiver, melhor levar o seu para não faltar para todas), explicaremos as posições básicas, a importancia de um uso adequado do sling e os differentes tipos de slings e os que mais poderiam se adaptar às suas necessidades.
Portar o seu bebê tem que ser bom e agradável para os pequenos para você. Não vale a pena manter ele em contacto a pele, com todos os seus benefícios, se um ou nenhum dos dois está confortável ao fazê-lo. Para fazer bom uso do seu sling é necessário aprender e praticar.
Você tem que controlar coisas como que a posição do bebê seja a adequada para o seu conforto físico e emocional; que a tensão do tecido do seu porta bebê seja a ideal, tanto para garantir a segurança do bebê quanto o conforto dele e seu na hora de usá-lo; e que estejamos usando um sling adequado às nossas necessidades e / ou as do nosso bebê.
Quando usamos freqüentemente um porta bebê, seja do tipo que ele for (sling de argolas, wrap sling, canguru ergonômico...), e nos sentimos confortáveis com ele, é interessante ampliar as possibilidades de uso a fim de poder aproveitar ele ao máximo.
Que levar à oficina
É aconselhável levar o seu próprio sling para praticar com ele, assim como ao seu(s) filho(s). E você pode levar algum boneco em tamanho real com o qual praticar antes de colocar o bebê, se você preferir.
Eu vou levar os meus próprios porta bebês, assim como alguns a mais para emprestar, no caso de alguém precisar.
Se alguém estiver interessado em reservar comigo um sling para eu levá-lo, por favor me avise com antecedência entrando em contato comigo (mamaedoula@gmail.com), por motivos de organização pessoal:
-Wrap Sling elástico Sleepy Wrap em várias cores, ou Canguru ergonómico Boba Baby Carrier, aqui.
-Roupinhas e brinquedos MamaÉ, aqui.
-Livrinhos infantis de apoio ao aleitamento e a maternagem ativa, aqui.
-Reuniões de apoio ao aleitamento, aqui.
Pode lêr mais:
-Sling elástico Sleepy Wrap: características, uso e videos ilustrativos
-Comprou... e agora quê? Cuidados e dicas básicas para usar corretamente um wrap elástico
-Slings… nova moda ou beneficios reáis?
-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos
Para mais informações:
-Elena de Regoyos - (19) 9391 4134 - mamaedoula@gmail.com
Elena de Regoyos
(19) 9391 4134
viernes, 5 de agosto de 2011
Dormir no colo? Onde melhor, senão?
Maravilhoso vídeo que demonstra como o colo, no sling de argolas, wrap sling, mei tai, canguru ergonômico ou no porta-bebê que fôr, é o melhor lugar para tirar uma sonequinha gostosa!! Não é lindo demais?
martes, 26 de julio de 2011
El doctor Emilio Santos Leal habla sobre el parto en casa / O Dr. Emilio Santos Leal fala sobre o parto domiciliar
MamaÉ doula & slings entrevista al doctor Emilio Santos Leal, psiquiatra y ginecólogo especializado en la asistencia al parto domiciliar, que cuenta todo lo que te puede interesar sobre qué es, qué hace falta, qué beneficios tiene, los posibles inconvenientes, las precauciones que hay que tomar y/o cuánto cuesta un parto en casa.
MamaÉ doula & slings entrevista o Dr. Emilio Santos Leal, psiquiatra e ginecologista especializado na asistencia ao parto domiciliar. Ele explica tudo aquilo no que você poderia estar interessada ao respeito do que é, o que é preciso ter, quais são os benefícios, as desvantagens potenciais, as precauções a serem tomadas e / ou quanto custa um parto em casa.
MamaÉ doula & slings entrevista o Dr. Emilio Santos Leal, psiquiatra e ginecologista especializado na asistencia ao parto domiciliar. Ele explica tudo aquilo no que você poderia estar interessada ao respeito do que é, o que é preciso ter, quais são os benefícios, as desvantagens potenciais, as precauções a serem tomadas e / ou quanto custa um parto em casa.
Entrevista realizada por:
Elena de Regoyos
(19) 9391 4134
martes, 19 de julio de 2011
"Dois peitos e três bocas… Ai se eu tivesse uma terceira mama!” / Entrevista a uma mãe que amamenta as suas filhas gêmeas e a uma terceira filha em ‘tri-tandem’
Muitas vezes as mães que amamentam sentem-se questionadas (inclusive por profissionais da saúde) sobre se elas “terão leite suficiente”, ou se elas “amamentam por um tempo excessivo”. Também, alguns mal informados consideram uma aberração amamentar um filho estando grávida do seguinte, ou mais além: amamentar dois filhos em ‘tandem’ (continuar amamentando o mais velho e também o bebê que chegou depois). Muitas poucas pessoas, também, têm coragem de tentar um aleitamento exclusivo quando elas têm filhos gêmeos (desinformação, falta de confiança, preguiça ou pressão social?). Lamentavelmente esta falta de confiança própria e alheia na nossa capacidade de criar os nossos filhos tem feito e faz muito dano às mães que sim, teriam coragem e quereriam tentá-lo. Mas quase ninguém tem referências, nem conhece casos que a estimulem a tentá-lo.
Em esta entrevista, uma mãe de três filhas –duas delas gêmeas- quebra todos os tabus da melhor forma possível: relatando a sua experiência. Tenho certeza de que vai ajudar a muitas mulheres em casos similares, e inclusive servira para abrir as nossas mentes, porque aquilo que para muitas pessoas seria uma “loucura”, para ela –uma mulher normal- é o mais natural, é a sua rotina diária e, simplesmente, é como as coisas têm saído naturalmente.
(Traducção de MamaÉ da entrevista original em espanhol, também realizada por MamaÉ)
Que conhecimentos de aleitamento materno você tinha quando ficou grávida das suas duas filhas mais velhas?
Eu tinha me informado através de revistas e, sobre tudo, pela Internet.
Ninguém ao meu redor tinha amamentado por mais de dois meses, e eu não conhecia nenhuma pessoa que soubesse sobre este tema. As pessoas ao meu redor só se baseavam em falsos mitos. Era uma coisa que eu sempre pensei que gostaria de fazer, eu tinha certeza que o aleitamento materno era o melhor.
Você pensou que amamentaria as gêmeas? Tinha confiança na sua capacidade para amamentar duas crianças ao mesmo tempo e de forma exclusiva?
Quando eu soube que estava grávida, procurei informação sobre aleitamento e os começos do mesmo. Mas quando eu soube que se tratava de uma gravidez múltipla, depois de passar vários dias surpresa comecei procurar tudo o que eu podia sobre amamentação em partos múltiplos, ler experiências de outras pessoas. Eu queria saber quais eram os problemas mais comuns no começo da amamentação e as suas possíveis causas e soluções, porque eu já imaginava que, chegada a hora, eu não ia ter muito tempo para procurar informação.
Uma vez com as meninas no colo, como foi para você a experiência da amamentação?
No começo tudo era novo. Eu não tinha experiência e surgiam muitas duvidas, mas eu tinha a idéia clara de que eu queria amamentar as duas.
Você teve alguma dificuldade para amamentar as gêmeas? Nesse caso, como você conseguiu resolvê-la?
Nos primeiros dias uma das duas não pegava bem o bico, e como não tive ajuda e nem informação no hospital, acabei dando mamadeira para ela. Uma vez em casa, pedi para o meu marido comprar uma bombinha para tirar leite, e umas conchas, para ver se ela pegava melhor o peito assim. Aos poucos eu fui tentando dar o peito sem as conchas e finalmente acabei por não usá-las mais, porque não precisava mais delas.
Como eram as mamadas com elas?
Era muito cansativo, porque cada mamada durava mais ou menos 45 minutos. Primeiro eu colocava uma menina, depois a outra... e sem perceber já era a hora da outra mamar. Aos cinco ou seis dias depois do parto, numa manhã as duas meninas choravam ao mesmo tempo e com a ajuda do meu marido e uma almofada de aleitamento, conseguimos colocar as duas ao mesmo tempo no meu peito. Bendito dia!! Desde aquela vez, eu coloquei as duas desse jeito praticamente para todas as mamadas. Dessa forma elas se sincronizaram um pouco e começamos andar menos cansados.
Depois eu consegui achar uma forma de posicionar as duas sem ajuda... Às vezes só uma resmungava, mas mesmo assim eu colocava as duas, porque sabia que dali a pouco a outra iria pedir para mamar.
O que você responderia para quem pensa que amamentar gêmeos é uma maluquice, uma complicação?
Eu tenho encontrado com muitas pessoas que falam essas coisas, que me chamam de louca por ter tentado, que isso é muito desgastante para mim. Mas eu acho, sinceramente, que se tratando de ter um bebê, tudo é desgastante no início, né?
Porém, eu acho que poder amamentá-las, em qualquer momento e lugar, sem ter que me preocupar por lavar, esterilizar, preparar mamadeiras, aquecer água e ter que ir carregada de todo tipo de utensílios, realmente é muito mais confortável e prático.
Claro que, com duas bebês, sair à rua era muito cansativo e eu sempre tentava dar de mamar para elas antes de sair, e tentava voltar pra casa antes da próxima mamada, e assim poder colocar as duas ao mesmo tempo. Mas se eu percebia que não iria conseguir chegar em casa ou na casa de alguma conhecida, então eu dava de mamar primeiro para uma, e depois para outra, antes que elas começassem chorar.
ABAM, informações da internet, o seu marido... Mais algum apoio ou fonte de informação?
Eu achei a lista de LLL (La Liga de La Leche), que foi um grande apoio e me ajudou muito. Comecei contatar outras mães que tinham filhos da mesma idade ou maiores que as minhas gêmeas, e continuavam mamando. O fato de estar em contato com mais mães na mesma situação te faz sentir que você não é um “ET”, que é uma coisa normal, e ajuda muito para poder continuar, apesar dos comentários de pessoas conhecidas e de outras que eu encontrei.
Amamentando gêmeas durante a seguinte gravidez
Quando você decidiu ficar grávida de novo, qual era a idade das gêmeas?
Elas tinham mais de 3 anos, e fizeram os 4 anos apenas uns dias depois do parto.
Você pensou em algum momento desmamá-las ao ficar grávida?
De jeito nenhum. Para mim está claro que essa seria uma decisão delas.
Em muitos casos, as mães que continuam amamentando durante uma gravidez posterior relatam que os seus filhos já não mamam tanto, e inclusive muitos se desmamam. Como foi o aleitamento delas nesta fase?
Pois é, eu sempre ouvia isso, mas no nosso caso não foi assim. Elas seguiram mamando, mesmo sentindo que já não saia tanto leito quanto antes. Eu perguntei varias vezes para elas se saia leite, e elas falavam que sim, mas eu já sabia que era só colostro, pois durante o segundo semestre isso acontece, o corpo vai se preparando para o novo bebê. Outras vezes eu perguntava sobre o gosto do leite, mas elas falavam que só variava a quantidade, mas não o gosto.
Ainda assim, eu as mamadas foram mais curtas, porque eu tinha algumas dores nos mamilos.
Então, você teve dor nos mamilos? Algum outro incomodo como contrações prematuras?
Dor sim, desde o primeiro momento. De fato, isso foi o que me fez perceber que eu estava grávida de novo. E as dores ficaram na gravidez inteira, principalmente no começo das mamadas, depois ia ficando menos doloroso, até chegar desaparecer.
Quanto às contrações, eu as notei desde o começo da gravidez, mas acredito que não fossem pelo aleitamento, já que na minha primeira gravidez eu também as notava, e acredito que em outras gestações as coisas ficam mais perceptíveis do que antes, já que você está mais consciente de tudo.
De fato, a minha terceira filha nasceu quase na 42ª semana, em absoluto foi prematura.
Alguém, médico ou não, te orientou a deixar de amamentar durante a gravidez? Se sim, por que você não deixou? Com que informação ou apoio profissional ou pessoal você contava?
O médico não me disse nada, porque eu nem falei para ele. Eu estava tranqüila e bem informada. A parteira do meu centro de saúde também sabia, mas não falou nada, porque uns meses antes ela tinha feito um curso de aleitamento para profissionais, no qual eu também participei, e já sabia que não é contra-indicado em uma gravidez normal e sem risco. Antes desse curso, ela indicava o desmame às grávidas.
Eu estava bem informada tanto pela Associação de Aleitamento, pela LLL, pela experiência de outras mães e pela minha participação em congressos sobre amamentação, além de tudo o que eu já tinha lido na internet.
Você preparou às meninas de alguma forma para a chegada da irmãzinha e a necessidade de que compartilharem o peito da mamãe com ela?
Sim, claro. Desde o começo eu tentei integrá-las a evolução da gravidez, e fazê-las compreender que o bebê só pode comer mamando no peito, e como elas já comem outras coisas, teriam que compartilhar e até dar prioridade ao bebê na hora de mamar.
E chegou a bebê: dois peitos, três bocas...
Como foi a chegada da sua terceira filha? Como foi o começo do aleitamento?
A chegada da nossa terceira filha foi muito especial. Ela nasceu em casa, com as minhas filhas presentes, pelo que elas têm vivido todo de forma muito direta. O parto foi na água. Por causa da água quente e os sangramentos, eu sai da água e fui para a minha cama. Aí ela pegou o peito imediatamente, sem problema nenhum.
Como você se sentiu ao ter de novo uma recém nascida mamando no peito?
Foi maravilhoso. Além de tudo, eu já não tinha medos, nem dúvidas sobre o aleitamento materno. De fato, com as minhas gêmeas tínhamos em casa mamadeiras caso elas “ficassem com fome”. Desta vez não, eu estava tão informada e segura que nenhuma mamadeira entrou em casa, porque agora eu sei que não preciso delas.
Você experimentou algum tipo de sentimento contraditório ao dar de mamar à bebê e, ao mesmo tempo, às duas maiores?
Sentimento eu acho que não. Mas é verdade que em alguns momentos de muito cansaço me dá um pouco de preguiça e preferiria que elas não mamassem. Mas elas só mamam na hora de dormir e quando acordam, então não é tão duro. Algumas noites, quando elas têm que ir dormir e coincide com o momento em que a pequena tem fome ou sono, não posso acompanhá-las e fico com a menor. Aos poucos vão levando melhor toda situação.
Duas mamas, três filhas… Como você se organiza com as três para mamar?
Hehehehe, eu penso nisso muitas vezes: dois peitos e três bocas. Ai se eu tivesse uma terceira mama!!
Eu vou me organizando segundo a coisa vai surgindo. Às vezes primeiro a pequena e depois elas duas, e outra, enquanto a pequena esta mamando, as grandes vão se intercalando no outro peito. Inclusive eu tinha a idéia de doar leite ao banco de leite materno da minha cidade, mas por enquanto não posso por falta de tempo (não de leite!!).
Pergunta imprescindível: você tem leite suficiente para as três meninas? Como você consegue que não falte alimento para a pequena?
O peito produz tanto leito quanto seja demandado a ele, não é? Então, é claro que eu tenho leite suficiente.
De fato eu já tenho comprovado que, como os especialistas dizem, o leite não acaba nunca (como uma amiga diz, “o leite é infinito”). Às vezes a pequena está um tempinho resmungando porque não sai leite, ou sai muito pouco, mas depois de um tempinho sugando, sai de novo e ela volta a mamar com força. Isso fica mais evidente com as maiores, já que elas mesmas têm explicado isso para mim, que às vezes não sai mais, e depois de um pouco sai de novo, e elas mesmas ficam estranhadas e explicam para mim.
Mas voltando à possível falta de alimento da pequena... A melhor prova é ver que ela, só com dois meses, já pesava 6,710 kg, e todas as pessoas ficam impressionadas do fato de que ela esteja assim só mamando no peito. Por tanto é evidente, não falta alimento para ela.
De novo pergunto para você... Algum profissional tem falado para você para desmamar as grandes para priorizar a pequena? O que você opina ao respeito?
Ninguém tem falado para mim disso, mas porque eu nunca falei sobre o tema. No meu centro de saúde, tanto o pediatra quanto a enfermeira, não são pró-aleitamento materno.
Com as gêmeas eu tive que escutar várias besteiras da boca deles, principalmente sobre o aleitamento prolongado, por esse motivo prefiro não falar com eles deste tema, porque eu já sei o que iriam me dizer, pela pouca informação que eles têm sobre aleitamento materno. Considero incrível que a AEP (Associação Espanhola de Pediatria) indique umas coisas, e que muitos pediatras digam o contrário.
Você acha que o fato de não ter desmamado as maiores têm ajudado em parte na hora da chegada da bebê?
Na realidade, não sei o que dizer. Eu tenho lido que as mães que já têm um bebê enquanto amamentam outro maior, o pequeno geralmente ganha peso de forma mais rápida. Em nosso caso, é exatamente o que esta acontecendo. Aparte disso, também ajuda em quanto ao fato de eu ter vivido esta experiência, que tão poucas pessoas vivem.
E você, como você leva este aleitamento em tri-tandem (três filhos amamentados ao mesmo tempo), tanto física quanto emocionalmente?
Eu o levo bem, como já falei. As maiores basicamente mamam só na hora de dormir e ao acordar. Se demandarem ao longo do dia, depende de como eu me sinta, elas tomam um pouco, o senão eu peço para elas esperarem até a gente ir dormir.
É verdade que tem momentos muito cansativos. Com cansaço e sem vontade, muitas vezes elas parecem compreender. Outras vezes, se elas estão cansadas e com sono, tudo pode virar uma “bomba”, mas ao final vamos saindo bem as quatro.
Nesta altura, você já deve ser toda uma especialista em aleitamento materno
Hehehehe... Pois é, imagino que sou, sim.
Sempre que eu posso tento ajudar as minhas conhecidas com bebês, e me coloco à disposição se elas precisam de ajuda. Mas às vezes, elas não me pedem ajuda quando estão precisando .. acabam me contando depois, quando o problema já passou , e muitas recorrem às mamadeiras, coisa que me entristece, já que a maioria de vezes isso acontece por falta de informação e por não pedir ajuda na hora certa, e principalmente pela falta de confiança em si mesmas.
Também, de forma pontual em ABAM, ajudo a mulheres grávidas de gêmeos, explico a minha experiência com as minhas gêmeas.
Imagino que terão existido e existem momentos duros ou de cansaço, com que apoios você conta em essas horas?
Existem, sim. Nestes casos eu sempre tive o apoio do meu marido, que tem sido fundamental. Obrigada “papi”.
E, como não, tenho minhas amigas e outras mães por perto, através da internet criamos um bonito grupo (VLT: Vila La Teta), e apoiamos umas às outras em momentos de necessidade. Obrigada Tribo!
Até quando você pretende continuar amamentando as suas três filhas?
Não tenho um limite marcado. O tempo elas decidem. Mas eu sei que eu vou ter que continuar agüentando comentários desagradáveis de muitas pessoas. Não é que eu me importe muito com isso, já que estou acostumada a ignorá-los, eu sei que é fruto da ignorância sobre amamentação, mas me preocupa, sim, que possam dizer alguma coisa às meninas diretamente, e que isso possa influenciá-las de alguma forma.
No dia de hoje, qual é o seu sentimento relativo à sua experiência com a amamentação?
Acredito que é a melhor experiência da minha vida. Muitas vezes desgastante, mas que não mudaria por nada. Tomara que todas as mães do mundo pudessem desfrutá-lo. Sem dúvida, parir as minhas filhas e podê-las alimentar com meu leite... Eu acho que agora sei que este é o sentido da minha vida!
(Obrigada a Renata Olah pela supervisão da tradução ao português!!)
Em esta entrevista, uma mãe de três filhas –duas delas gêmeas- quebra todos os tabus da melhor forma possível: relatando a sua experiência. Tenho certeza de que vai ajudar a muitas mulheres em casos similares, e inclusive servira para abrir as nossas mentes, porque aquilo que para muitas pessoas seria uma “loucura”, para ela –uma mulher normal- é o mais natural, é a sua rotina diária e, simplesmente, é como as coisas têm saído naturalmente.
(Traducção de MamaÉ da entrevista original em espanhol, também realizada por MamaÉ)
Que conhecimentos de aleitamento materno você tinha quando ficou grávida das suas duas filhas mais velhas?
Eu tinha me informado através de revistas e, sobre tudo, pela Internet.
Ninguém ao meu redor tinha amamentado por mais de dois meses, e eu não conhecia nenhuma pessoa que soubesse sobre este tema. As pessoas ao meu redor só se baseavam em falsos mitos. Era uma coisa que eu sempre pensei que gostaria de fazer, eu tinha certeza que o aleitamento materno era o melhor.
Você pensou que amamentaria as gêmeas? Tinha confiança na sua capacidade para amamentar duas crianças ao mesmo tempo e de forma exclusiva?
Quando eu soube que estava grávida, procurei informação sobre aleitamento e os começos do mesmo. Mas quando eu soube que se tratava de uma gravidez múltipla, depois de passar vários dias surpresa comecei procurar tudo o que eu podia sobre amamentação em partos múltiplos, ler experiências de outras pessoas. Eu queria saber quais eram os problemas mais comuns no começo da amamentação e as suas possíveis causas e soluções, porque eu já imaginava que, chegada a hora, eu não ia ter muito tempo para procurar informação.
Uma vez com as meninas no colo, como foi para você a experiência da amamentação?
No começo tudo era novo. Eu não tinha experiência e surgiam muitas duvidas, mas eu tinha a idéia clara de que eu queria amamentar as duas.
Você teve alguma dificuldade para amamentar as gêmeas? Nesse caso, como você conseguiu resolvê-la?
Nos primeiros dias uma das duas não pegava bem o bico, e como não tive ajuda e nem informação no hospital, acabei dando mamadeira para ela. Uma vez em casa, pedi para o meu marido comprar uma bombinha para tirar leite, e umas conchas, para ver se ela pegava melhor o peito assim. Aos poucos eu fui tentando dar o peito sem as conchas e finalmente acabei por não usá-las mais, porque não precisava mais delas.
Como eram as mamadas com elas?
![]() |
| Com o traveseiro de aleitamento |
Depois eu consegui achar uma forma de posicionar as duas sem ajuda... Às vezes só uma resmungava, mas mesmo assim eu colocava as duas, porque sabia que dali a pouco a outra iria pedir para mamar.
O que você responderia para quem pensa que amamentar gêmeos é uma maluquice, uma complicação?
Eu tenho encontrado com muitas pessoas que falam essas coisas, que me chamam de louca por ter tentado, que isso é muito desgastante para mim. Mas eu acho, sinceramente, que se tratando de ter um bebê, tudo é desgastante no início, né?
Porém, eu acho que poder amamentá-las, em qualquer momento e lugar, sem ter que me preocupar por lavar, esterilizar, preparar mamadeiras, aquecer água e ter que ir carregada de todo tipo de utensílios, realmente é muito mais confortável e prático.
Como você se virava fora de casa se elas queriam mamar?
![]() |
| Com almofadas fora de casa |
No começo eu tinha a sensação de que sair à rua era uma verdadeira odisséia, mas depois as coisas ficaram mais fáceis, pois você vai pegando a “manha” com a situação e os imprevistos.
As meninas foram crescendo... o que você destacaria do aleitamento depois, quando elas já comiam outros alimentos, caminhavam, falavam?
Eu, no começo, era como muitas, que pensava em só tentar amamentar, não tinha me colocado uma meta específica, a idéia era “até quando eu puder”. As meninas foram crescendo e continuavam mamando, e eu comecei procurar informação sobre aleitamento prolongado, experiências. Também entrei em contato com uma associação de aleitamento da minha cidade (ABAM: Associació Balear d´Alletament Matern).
Elas mamavam, já começavam se colocar em meu peito sozinhas, pediam com gestos, depois com palavras. Sinceramente, é uma experiência maravilhosa!! Porém, eu recebia muitas críticas e suportava comentários a respeito dessa atitude. Graças a Deus eu tinha certeza do que fazia e contava com o apoio do meu marido, para quem eu ia explicando todas as informações e experiências ao respeito que eu ia encontrando.
ABAM, informações da internet, o seu marido... Mais algum apoio ou fonte de informação?
Eu achei a lista de LLL (La Liga de La Leche), que foi um grande apoio e me ajudou muito. Comecei contatar outras mães que tinham filhos da mesma idade ou maiores que as minhas gêmeas, e continuavam mamando. O fato de estar em contato com mais mães na mesma situação te faz sentir que você não é um “ET”, que é uma coisa normal, e ajuda muito para poder continuar, apesar dos comentários de pessoas conhecidas e de outras que eu encontrei.
Amamentando gêmeas durante a seguinte gravidez
Quando você decidiu ficar grávida de novo, qual era a idade das gêmeas?
Elas tinham mais de 3 anos, e fizeram os 4 anos apenas uns dias depois do parto.
Você pensou em algum momento desmamá-las ao ficar grávida?
De jeito nenhum. Para mim está claro que essa seria uma decisão delas.
Em muitos casos, as mães que continuam amamentando durante uma gravidez posterior relatam que os seus filhos já não mamam tanto, e inclusive muitos se desmamam. Como foi o aleitamento delas nesta fase?

Pois é, eu sempre ouvia isso, mas no nosso caso não foi assim. Elas seguiram mamando, mesmo sentindo que já não saia tanto leito quanto antes. Eu perguntei varias vezes para elas se saia leite, e elas falavam que sim, mas eu já sabia que era só colostro, pois durante o segundo semestre isso acontece, o corpo vai se preparando para o novo bebê. Outras vezes eu perguntava sobre o gosto do leite, mas elas falavam que só variava a quantidade, mas não o gosto.
Ainda assim, eu as mamadas foram mais curtas, porque eu tinha algumas dores nos mamilos.
Então, você teve dor nos mamilos? Algum outro incomodo como contrações prematuras?
Dor sim, desde o primeiro momento. De fato, isso foi o que me fez perceber que eu estava grávida de novo. E as dores ficaram na gravidez inteira, principalmente no começo das mamadas, depois ia ficando menos doloroso, até chegar desaparecer.
Quanto às contrações, eu as notei desde o começo da gravidez, mas acredito que não fossem pelo aleitamento, já que na minha primeira gravidez eu também as notava, e acredito que em outras gestações as coisas ficam mais perceptíveis do que antes, já que você está mais consciente de tudo.
De fato, a minha terceira filha nasceu quase na 42ª semana, em absoluto foi prematura.
Alguém, médico ou não, te orientou a deixar de amamentar durante a gravidez? Se sim, por que você não deixou? Com que informação ou apoio profissional ou pessoal você contava?
O médico não me disse nada, porque eu nem falei para ele. Eu estava tranqüila e bem informada. A parteira do meu centro de saúde também sabia, mas não falou nada, porque uns meses antes ela tinha feito um curso de aleitamento para profissionais, no qual eu também participei, e já sabia que não é contra-indicado em uma gravidez normal e sem risco. Antes desse curso, ela indicava o desmame às grávidas.
Eu estava bem informada tanto pela Associação de Aleitamento, pela LLL, pela experiência de outras mães e pela minha participação em congressos sobre amamentação, além de tudo o que eu já tinha lido na internet.
Você preparou às meninas de alguma forma para a chegada da irmãzinha e a necessidade de que compartilharem o peito da mamãe com ela?
Sim, claro. Desde o começo eu tentei integrá-las a evolução da gravidez, e fazê-las compreender que o bebê só pode comer mamando no peito, e como elas já comem outras coisas, teriam que compartilhar e até dar prioridade ao bebê na hora de mamar.
E chegou a bebê: dois peitos, três bocas...
Como foi a chegada da sua terceira filha? Como foi o começo do aleitamento?
A chegada da nossa terceira filha foi muito especial. Ela nasceu em casa, com as minhas filhas presentes, pelo que elas têm vivido todo de forma muito direta. O parto foi na água. Por causa da água quente e os sangramentos, eu sai da água e fui para a minha cama. Aí ela pegou o peito imediatamente, sem problema nenhum.
Como você se sentiu ao ter de novo uma recém nascida mamando no peito?
Foi maravilhoso. Além de tudo, eu já não tinha medos, nem dúvidas sobre o aleitamento materno. De fato, com as minhas gêmeas tínhamos em casa mamadeiras caso elas “ficassem com fome”. Desta vez não, eu estava tão informada e segura que nenhuma mamadeira entrou em casa, porque agora eu sei que não preciso delas.
Você experimentou algum tipo de sentimento contraditório ao dar de mamar à bebê e, ao mesmo tempo, às duas maiores?
Sentimento eu acho que não. Mas é verdade que em alguns momentos de muito cansaço me dá um pouco de preguiça e preferiria que elas não mamassem. Mas elas só mamam na hora de dormir e quando acordam, então não é tão duro. Algumas noites, quando elas têm que ir dormir e coincide com o momento em que a pequena tem fome ou sono, não posso acompanhá-las e fico com a menor. Aos poucos vão levando melhor toda situação.
Duas mamas, três filhas… Como você se organiza com as três para mamar?
Hehehehe, eu penso nisso muitas vezes: dois peitos e três bocas. Ai se eu tivesse uma terceira mama!!
Eu vou me organizando segundo a coisa vai surgindo. Às vezes primeiro a pequena e depois elas duas, e outra, enquanto a pequena esta mamando, as grandes vão se intercalando no outro peito. Inclusive eu tinha a idéia de doar leite ao banco de leite materno da minha cidade, mas por enquanto não posso por falta de tempo (não de leite!!).
Pergunta imprescindível: você tem leite suficiente para as três meninas? Como você consegue que não falte alimento para a pequena?
O peito produz tanto leito quanto seja demandado a ele, não é? Então, é claro que eu tenho leite suficiente.
De fato eu já tenho comprovado que, como os especialistas dizem, o leite não acaba nunca (como uma amiga diz, “o leite é infinito”). Às vezes a pequena está um tempinho resmungando porque não sai leite, ou sai muito pouco, mas depois de um tempinho sugando, sai de novo e ela volta a mamar com força. Isso fica mais evidente com as maiores, já que elas mesmas têm explicado isso para mim, que às vezes não sai mais, e depois de um pouco sai de novo, e elas mesmas ficam estranhadas e explicam para mim.
Mas voltando à possível falta de alimento da pequena... A melhor prova é ver que ela, só com dois meses, já pesava 6,710 kg, e todas as pessoas ficam impressionadas do fato de que ela esteja assim só mamando no peito. Por tanto é evidente, não falta alimento para ela.
De novo pergunto para você... Algum profissional tem falado para você para desmamar as grandes para priorizar a pequena? O que você opina ao respeito?
Ninguém tem falado para mim disso, mas porque eu nunca falei sobre o tema. No meu centro de saúde, tanto o pediatra quanto a enfermeira, não são pró-aleitamento materno.
Com as gêmeas eu tive que escutar várias besteiras da boca deles, principalmente sobre o aleitamento prolongado, por esse motivo prefiro não falar com eles deste tema, porque eu já sei o que iriam me dizer, pela pouca informação que eles têm sobre aleitamento materno. Considero incrível que a AEP (Associação Espanhola de Pediatria) indique umas coisas, e que muitos pediatras digam o contrário.
Você acha que o fato de não ter desmamado as maiores têm ajudado em parte na hora da chegada da bebê?
Na realidade, não sei o que dizer. Eu tenho lido que as mães que já têm um bebê enquanto amamentam outro maior, o pequeno geralmente ganha peso de forma mais rápida. Em nosso caso, é exatamente o que esta acontecendo. Aparte disso, também ajuda em quanto ao fato de eu ter vivido esta experiência, que tão poucas pessoas vivem.
E você, como você leva este aleitamento em tri-tandem (três filhos amamentados ao mesmo tempo), tanto física quanto emocionalmente?
Eu o levo bem, como já falei. As maiores basicamente mamam só na hora de dormir e ao acordar. Se demandarem ao longo do dia, depende de como eu me sinta, elas tomam um pouco, o senão eu peço para elas esperarem até a gente ir dormir.
É verdade que tem momentos muito cansativos. Com cansaço e sem vontade, muitas vezes elas parecem compreender. Outras vezes, se elas estão cansadas e com sono, tudo pode virar uma “bomba”, mas ao final vamos saindo bem as quatro.
Nesta altura, você já deve ser toda uma especialista em aleitamento materno
Hehehehe... Pois é, imagino que sou, sim.
Sempre que eu posso tento ajudar as minhas conhecidas com bebês, e me coloco à disposição se elas precisam de ajuda. Mas às vezes, elas não me pedem ajuda quando estão precisando .. acabam me contando depois, quando o problema já passou , e muitas recorrem às mamadeiras, coisa que me entristece, já que a maioria de vezes isso acontece por falta de informação e por não pedir ajuda na hora certa, e principalmente pela falta de confiança em si mesmas.
Também, de forma pontual em ABAM, ajudo a mulheres grávidas de gêmeos, explico a minha experiência com as minhas gêmeas.
Imagino que terão existido e existem momentos duros ou de cansaço, com que apoios você conta em essas horas?
Existem, sim. Nestes casos eu sempre tive o apoio do meu marido, que tem sido fundamental. Obrigada “papi”.
E, como não, tenho minhas amigas e outras mães por perto, através da internet criamos um bonito grupo (VLT: Vila La Teta), e apoiamos umas às outras em momentos de necessidade. Obrigada Tribo!
Até quando você pretende continuar amamentando as suas três filhas?
Não tenho um limite marcado. O tempo elas decidem. Mas eu sei que eu vou ter que continuar agüentando comentários desagradáveis de muitas pessoas. Não é que eu me importe muito com isso, já que estou acostumada a ignorá-los, eu sei que é fruto da ignorância sobre amamentação, mas me preocupa, sim, que possam dizer alguma coisa às meninas diretamente, e que isso possa influenciá-las de alguma forma.
No dia de hoje, qual é o seu sentimento relativo à sua experiência com a amamentação?
Acredito que é a melhor experiência da minha vida. Muitas vezes desgastante, mas que não mudaria por nada. Tomara que todas as mães do mundo pudessem desfrutá-lo. Sem dúvida, parir as minhas filhas e podê-las alimentar com meu leite... Eu acho que agora sei que este é o sentido da minha vida!
(Obrigada a Renata Olah pela supervisão da tradução ao português!!)
Entrevista de Elena de Regoyos para MamaÉ
Proibida a reprodução sem autorização
Talvez também te interesse...
"Dos pechos y tres bocas... ¡ójala tuviera una tercera teta!" / Entrevista a una mamá que amamanta a sus gemelas y a su tercera hija en tritandem
(Para lêr a entrevista íntegra em português, faça click aqui)
Muchas veces las madres que amamantan se ven cuestionadas (incluso por profesionales de la salud) sobre si "tendrán leche suficiente", o si "dan el pecho durante demasiado tiempo". También algunos mal informados consideran una aberración amamantar a un hijo estando embarazada del siguiente, o más aún: amamantar a dos hijos en tándem (uno más mayor y el bebé que llegó después). Muy poca gente, también, se atreve a intentar una lactancia exclusiva cuando tiene hijos gemelos (¿desinformación, desconfianza, pereza o presión social?). Lamentablemente esta falta de confianza propia y ajena en nuestra capacidad de criar a nuestros hijos ha hecho y hace mucho daño a las madres que sí, se atreverían y querrían intentarlo. Pero la mayoría ni tiene referencias, ni conoce casos que le aliente a intentarlo.
En esta entrevista, una mamá de tres niñas -dos de ellas gemelas- se encarga de romper todos estos tabúes de la mejor forma que se puede hacer: contándonos su experiencia. Estoy segura de que ayudará a muchas mujeres en casos similares, e incluso servirá para abrir más nuestras mentes, porque lo que para muchos es o sería una "locura", una "osadía", para ella -una mujer normal y corriente- es lo más natural, su rutina diaria y simplemente, es cómo las cosas le han ido saliendo.
¿Qué conocimientos de lactancia tenías cuando te quedaste embarazada de tus dos hijas mayores?
Había buscado información en revistas, y sobretodo por internet.
Nadie de mi entorno había dado más de un par de meses el pecho, y no conocía a nadie cercano que supiese sobre el tema....mi entorno era todo basado en los falsos mitos.Y era algo que siempre había pensado que me gustaría, tenía claro que la lactancia era lo mejor.
¿Pensabas que amamantarías a las gemelas? ¿Confiabas en tu capacidad para amamantar a dos niñas a la vez y de forma exclusiva?
Al saber que estaba embarazada, busqué información sobre lactancia y los comienzos. Cuando me enteré que era un embarazo múltiple, después de pasar varios días de sorpresa/incertidumbre, empecé a buscar todo lo que podía sobre lactancia con múltiples, a leer experiencias. Quería saber cuales eran los típicos problemas con el comienzo de la lactancia y sus posibles causas y soluciones, porque ya me imaginaba que llegado el momento no tendría tiempo de buscar información por internet.
Una vez con las niñas en brazos, ¿cómo te resultó la experiencia de la lactancia?
Al principio, todo era nuevo y yo sin experiencia y con muchas dudas, pero yo tenía muy claro que quería darles el pecho a las dos.
¿Tuviste alguna dificultad para amamantar a las gemelas? En ese caso... ¿cómo lograste resolverlo?
Los primeros días, una de las dos no cogía bien el pezón, y ante la falta de ayuda en el hospital les dimos algún biberón.
Al llegar a casa, envié a mi marido a comprar un sacaleches y unas pezoneras. El sacaleches, para la que no se agarraba bien y así poder darle mi leche, y las pezoneras, para ver si así se agarraba mejor, y resultó que así le iba mejor agarrarse, y poco a poco intentaba tomas sin pezoneras, y al final pues ya no hacían falta, ya se agarraba bien.
¿Cómo eran las tomas?
Resultaba agotador, porque estaban alrededor de unos 45 minutos mamando cada una. Primero ponía a una, luego a la otra....y sin darme cuenta tocaba la siguiente toma. A los 5 ó 6 días de nacer, una mañana lloraban las dos a la vez, y con ayuda de mi marido, y un cogín de lactancia, las pusimos las dos a la vez, y bendito día!!! desde ese momento, prácticamente todas las tomas (exceptuando alguna) las ponía a las dos a la vez, y de esa forma se sincronizaron un poco, y empezamos a ir un poco más descansados.
Y ya busqué la forma de ponérmelas y quitarlas yo sóla para todas las tomas.
¿Cómo te organizabas con las dos niñas para darles de mamar?
Bueno, como he contado antes, lo mejor fue que hiciesen las tomas a la vez. A veces, sólo remugaba una, pero igualmente las ponía a las dos, porque sabía que en cuestión de poco rato, la otra iba a pedir.
¿Qué le dirías a quien piensa que amamantar a gemelos es una locura, una complicación?
Me he encontrado a mucha gente que me ha dicho eso, y que me decía que "era una loca" al intentarlo, que eso era algo agotador, porque nadie puede ayudarte en las tomas.
Sinceramente, claro que resulta agotador, pero teniendo bebés, todos los comienzos son agotadores. Sin embargo, yo pienso que el poderles dar el pecho, en cualquier momento, en cualquier sitio, sin tener que preocuparme de lavar, preparar biberones, calentar agua, y tener que ir cargando con más trastos, eso es lo cómodo.
¿Cómo hacías para salir a la calle con ellas, si querían mamar?
Claro que con dos bebés, el salir a la calle resultaba agotador, siempre intentaba darles el pecho antes de salir, y miraba que para la siguiente toma estar ya en casa, o en casa de alguien para poder colocarme con las dos a la vez. Pero si veía que no iba poder ser, pues antes de que se pusiesen a llorar, le daba a una el pecho dónde estuviese, y luego a la otra.
Al principio tenía la sensación que era una odisea el salir a la calle, pero después te das cuenta que sólo es al principio, después ya te manejas mejor con la situación y los imprevistos y poco a poco las tomas se van espaciando más.
Las niñas fueron creciendo... ¿Qué destacarías de la lactancia después, cuando ellas ya comían otros alimentos, caminaban, hablaban?
Yo al principio, era cómo muchas, que decía que lo iba a intentar, pero la verdad que no me marqué un tiempo de lactancia, la idea era hasta que pueda.
Las niñas iban creciendo, y seguían tomando, y empecé a buscar información sobre lactancia prolongada, experiencias y también entré en contacto con una asociación de lactancia de mi ciudad (ABAM: Associació Balear d´Alletament Matern).
Ellas tomaban, ya empezaban a colocarse ellas solas, a pedir con gestos, luego con palabras, y la verdad que es una experiencia maravillosa!!!
¿La gente lo entendía?
A pesar de empezar a tener mucha gente en contra, y tener que soportar comentarios al respecto, por suerte yo estaba segura y tenía el apoyo de mi marido, al cuál le iba explicando todas las informaciones y experiencias al respecto que encontraba.
Encontré el foro de LLL, que resultó un gran apoyo y de mucha ayuda. Y empecé a contactar con muchas madres que tenían hijos de la misma edad que mis gemelas o mayores, y que seguían lactando. El poder estar en contacto con más madres en la misma situación, te deja ver que no "era un caso raro", que es algo normal, y te ayuda a poder seguir a pesar de los comentarios de los conocidos.
Amamantando a gemelas durante el siguiente embarazo
Cuando decidiste ir a por un segundo embarazo, ¿qué edad tenían las gemelas?
Al quedarme embarazada, mis hijas gemelas tenían algo más de 3 años. Y cumplieron los 4, unos días después del parto.
¿Te planteaste destetarlas al quedarte embarazada?
Para nada, tengo claro que quiero que sea decisión de ellas.
En muchos casos las madres que continuan amamantando durante un siguiente embarazo cuentan que sus hijos ya no maman tanto, e incluso muchos se destetan, ¿cómo fue la lactancia de las niñas en esta fase?
Si, siempre he oído eso, pero en nuestro caso no ha sido así.
Ellas han seguido con su mismo ritmo, se notaba que ya no salía lo mismo que antes. Yo les pregunté varias veces si salía leche, y ellas me decían que sí, aunque yo ya sabía que sólo era calostro, y otras veces les preguntaba por el sabor....y para ellas sólo ha variado la cantidad.
¿Y tú? ¿Tuviste molestias mientras ellas mamaban durante tu embarazo, como dolor en los pezones, o contracciones prematuras?
Si, desde el primer momento, tuve molestias en los pezones, de hecho, ésto fue lo que me hizo darme cuenta que estaba embarazada. Por ese motivo intentaba que fuesen tomas cortas.
Y las tuve todo el embarazo, sobretodo los primeros minutos de la toma, luego bajaba la molestia y/o desaparecía.
Desde el principio del embarazo noté también contracciones, pero no creo que fuese por la lactancia, en el anterior embarazo también las noté. Y creo que en segundos embarazos notas todas las cosas más pronto y eres consciente de todo.
De hecho en éste embarazo, el parto fue casi en la semana 42, así que nada prematuro.
¿Alguien, médico o no, te aconsejó dejar de dar de mamar durante el embarazo? De ser así... ¿por qué no lo hiciste? ¿Con qué información o apoyo profesional o personal contabas?
El médico no me dijo nada, porque ni siquiera se lo comenté. Yo estaba tranquila y bien informada. La matrona de mi centro de salud sí lo sabía y no me dijo nada al respecto, porque precisamente hacía unos meses había hecho un curso de lactancia para profesionales (yo hice éste curso y lo hice con ella), antes de éste curso, si que aconsejaba el destete a las embarazadas.
Yo estaba bien informada, por la asociación de lactancia, por LLL, la experiencia de otras madres y por mi asistencia a congresos sobre lactancia, a parte de todo lo que había leido por internet.
¿Preparaste a las niñas de alguna forma para la llegada de la hermanita y la necesidad de que compartieran el pecho de mamá con ella?
Sí, claro. Desde el principio intenté involucrarlas en toda la evolución del embarazo, y hacerles entender, que el bebé sólo puede tomar teta, y ellas, ya comen otras cosas, por lo que tenían que compartir, y en caso necesario, primero le tocaba a la bebé.
Y llegó la bebé, tres bocas, dos pechos...
¿Cómo fue la llegada de tu tercera hija? ¿Cuál fue su comienzo con la lactancia?
La llegada de nuestra tercera hija, fue muy especial. Fue un parto en casa, con mis hijas presentes, por lo que lo han vivido todo de forma muy directa. El parto fue en el agua, así que, por el tema del agua caliente/sangrados, me fuí a mi cama, y allí se agarró al momento, sin ningún problema.
¿Cómo te sentiste al tener de nuevo una recién nacida al pecho?
Algo maravilloso. Además ahora no tenía miedos ni dudas sobre lactancia, estaba muy segura de mi misma, y de hecho, con mis gemelas teníamos en casa biberones por si acaso había problemas o se quedaban con hambre. Ésta vez, estaba tan informada y segura, que ni un sólo biberón en casa, se que no me hacen falta.
¿Has experimentado algún tipo de sentimiento encontrado al dar de mamar a la bebé y, al mismo tiempo, a las dos mayores?
Sentimiento encontrado, así tal cuál no. Si es cierto que en algunos momentos de agotamiento, me da un poco de pereza, y preferiría que no tomaran, pero ellas sólo toman al acostarse y al levantarse, por lo que se lleva bien. Aunque algunas noches, cuando se tienen que ir a dormir y coincide que la pequeña tiene hambre o sueño, no la puedo soltar y no me puedo poner con ellas, pero poco a poco eso lo van llevando mejor.
Dos pechos, tres niñas... ¿Cómo te has organizado y te organizas con las tres niñas a la hora de darles de mamar?
Jejeje, eso he pensado muchas veces: dos pechos y tres bocas, ¡¡¡ojalá tuviera una tercera teta!!!
Pues me voy organizando según como va surgiendo, a veces primero la pequeña y luego ellas dos, y otras mientras está la pequeña, las mayores se van turnando en la otra teta. Incluso tenía la idea de poder donar leche al banco de leche materna de mi ciudad, pero de momento no lo hago, por falta de tiempo.
Pregunta imprescindible: ¿Tienes leche suficiente para tres niñas? ¿Cómo te aseguras de que a la pequeña no le falte alimento?
El pecho produce lo que se demanda, ¿no? Entonces, claro que tengo leche suficiente.
De hecho ya he podido comprobar que, como dicen los expertos, la leche no se acaba nunca. Como hace poco dijo una conocida, la leche es "infinita": a veces, la pequeña está un rato remugando porque no sale, o sale muy poca leche, y después de un rato, vuelve a salir y vuelve a tragar con fuerza. Y es más evidente con las grandes, que ellas mismas me han explicado, que a veces no sale nada, y luego vuelve a salir leche, y ellas se quedan extrañadas, explicándome.
Y de hecho, mejor prueba que ver a mi pequeña, que a los 2 meses pesaba 6.710kg, y toda la gente se queda alucinada que esté así sólo con el pecho. Así que queda evidente, que no le falta alimento.
De nuevo... ¿algún profesional te ha dicho que no debes dar de mamar a las mayores para priorizar a la pequeña? ¿Qué opinas al respecto?
No me han dicho nada de eso, pero porque yo no he sacado el tema. Porque en mi centro de salud, tanto el pediatra como la enfermera, no son pro-lactancia.
Con las gemelas tuve que oir auténticas barbaridades de ellos, por el tema de la lactancia prolongada, así que con ellos prefiero no hablar de éste tema, porque ya se lo que me van a decir, y lo poco informados que están con la lactancia. Me parece increíble que la AEP recomiende unas cosas, y que muchos pediatras te digan lo contrario.
¿Crees que ha ayudado en algo el no haber dejado de amamantar a las mayores cuando ha llegado la bebé?
Pues la verdad que no sabría que decir. He leído que las madres que tienen un bebé mientras lactan a otro mayor, el pequeño suele coger peso de forma más rápida, y en éste caso, ésto es lo que nos está pasando.
A parte claro, de haber vivido ésta experiencia, que tan poca gente vive.
¿Y tú cómo llevas esta lactancia en "tri-tandem", física y emocionalmente?
Lo llevo bien, como he dicho, las mayores básicamente toman al acostarse y al levantarse. Si surge demanda a lo largo del día, pues depende como me encuentre, toman un poco, o sino les digo que esperen a irnos a la cama.
Es cierto que hay momentos muy agotadores. Con cansancio y sin ganas, muchas veces ellas parece que lo entienden, otras veces si ellas también están cansadas y son sueño, puede ser una "bomba", pero al final lo vamos llevando bien las cuatro.
A estas alturas, serás toda una experta en lactancia...
Jejejeje, pues supongo que sí.
Siempre que puedo intento ayudar a mis conocidas con bebés, y me pongo a su disposición si necesitan ayuda, pero es cierto, que muchas veces, no me piden ayuda al momento de necesitarla, sino que me comentan el problema cuando ya ha pasado, y muchas ya han recurrido a biberones, cosa que muchas veces me entristece, pues la mayoría de veces es por desinformación y por no pedir ayuda al momento, y sobretodo falta de confianza en ellas mismas.
Y de forma puntual, en ABAM, a mujeres embarazadas de gemelos/mellizos, les explico mi experiencia con mis gemelas.
Supongo que habrá habido y hay momentos duros o de cansancio, ¿con qué apoyos has contado y cuentas?
Sí, claro.
En éstos casos, siempre he tenido el apoyo de mi marido, que ha sido fundamental. ¡Gracias papi!
Y cómo no, a mis amigas y madres, que a través de internet hemos creado un bonito grupo (VLT: Viva La Teta), y nos apoyamos unas a otras en momentos de necesidad. ¡Gracias Tribu!
¿Hasta cuándo piensas continuar amamantándolas, tanto a las mayores como a tu hija pequeña?
Pues no me he marcado un límite. Lo que el tiempo y ellas decidan.
Aunque sé que voy a tener que seguir aguantando comentarios desagradables de mucha gente. Que no es que me importen demasiado, te acostumbras a ignorarlos, sabes que es fruto de la ignorancia sobre lactancia, pero lo que me preocupa es que les digan las cosas a ellas directamente, y les pueda afectar de alguna forma.
A día de hoy, ¿cuál es tu sentimiento en lo relativo a tu experiencia con la lactancia?
Creo que ha sido la mejor experiencia de mi vida. Muchas veces agotadora, pero no lo cambiaría por nada.
Ojalá todas las madres del mundo pudieran disfrutarlo.
Pero sin duda, al dar a luz a mis hijas y poderlas alimentar con lactancia materna, ¡creo que me he dado cuenta que éste es el sentido de mi vida!
(Esta mamá, además de una experta en lactancia, es una artista de regalos creativos y artesanales para bebés recién nacidos, hechos con pañales. Podéis ver su trabajo en su web: Babytarta).
Muchas veces las madres que amamantan se ven cuestionadas (incluso por profesionales de la salud) sobre si "tendrán leche suficiente", o si "dan el pecho durante demasiado tiempo". También algunos mal informados consideran una aberración amamantar a un hijo estando embarazada del siguiente, o más aún: amamantar a dos hijos en tándem (uno más mayor y el bebé que llegó después). Muy poca gente, también, se atreve a intentar una lactancia exclusiva cuando tiene hijos gemelos (¿desinformación, desconfianza, pereza o presión social?). Lamentablemente esta falta de confianza propia y ajena en nuestra capacidad de criar a nuestros hijos ha hecho y hace mucho daño a las madres que sí, se atreverían y querrían intentarlo. Pero la mayoría ni tiene referencias, ni conoce casos que le aliente a intentarlo.
En esta entrevista, una mamá de tres niñas -dos de ellas gemelas- se encarga de romper todos estos tabúes de la mejor forma que se puede hacer: contándonos su experiencia. Estoy segura de que ayudará a muchas mujeres en casos similares, e incluso servirá para abrir más nuestras mentes, porque lo que para muchos es o sería una "locura", una "osadía", para ella -una mujer normal y corriente- es lo más natural, su rutina diaria y simplemente, es cómo las cosas le han ido saliendo.
¿Qué conocimientos de lactancia tenías cuando te quedaste embarazada de tus dos hijas mayores?
Había buscado información en revistas, y sobretodo por internet.
Nadie de mi entorno había dado más de un par de meses el pecho, y no conocía a nadie cercano que supiese sobre el tema....mi entorno era todo basado en los falsos mitos.Y era algo que siempre había pensado que me gustaría, tenía claro que la lactancia era lo mejor.
¿Pensabas que amamantarías a las gemelas? ¿Confiabas en tu capacidad para amamantar a dos niñas a la vez y de forma exclusiva?
Al saber que estaba embarazada, busqué información sobre lactancia y los comienzos. Cuando me enteré que era un embarazo múltiple, después de pasar varios días de sorpresa/incertidumbre, empecé a buscar todo lo que podía sobre lactancia con múltiples, a leer experiencias. Quería saber cuales eran los típicos problemas con el comienzo de la lactancia y sus posibles causas y soluciones, porque ya me imaginaba que llegado el momento no tendría tiempo de buscar información por internet.
Una vez con las niñas en brazos, ¿cómo te resultó la experiencia de la lactancia?
Al principio, todo era nuevo y yo sin experiencia y con muchas dudas, pero yo tenía muy claro que quería darles el pecho a las dos.
¿Tuviste alguna dificultad para amamantar a las gemelas? En ese caso... ¿cómo lograste resolverlo?
Los primeros días, una de las dos no cogía bien el pezón, y ante la falta de ayuda en el hospital les dimos algún biberón.
Al llegar a casa, envié a mi marido a comprar un sacaleches y unas pezoneras. El sacaleches, para la que no se agarraba bien y así poder darle mi leche, y las pezoneras, para ver si así se agarraba mejor, y resultó que así le iba mejor agarrarse, y poco a poco intentaba tomas sin pezoneras, y al final pues ya no hacían falta, ya se agarraba bien.
¿Cómo eran las tomas?
| Con el cojín de lactancia |
Y ya busqué la forma de ponérmelas y quitarlas yo sóla para todas las tomas.
¿Cómo te organizabas con las dos niñas para darles de mamar?
Bueno, como he contado antes, lo mejor fue que hiciesen las tomas a la vez. A veces, sólo remugaba una, pero igualmente las ponía a las dos, porque sabía que en cuestión de poco rato, la otra iba a pedir.
¿Qué le dirías a quien piensa que amamantar a gemelos es una locura, una complicación?
Me he encontrado a mucha gente que me ha dicho eso, y que me decía que "era una loca" al intentarlo, que eso era algo agotador, porque nadie puede ayudarte en las tomas.
Sinceramente, claro que resulta agotador, pero teniendo bebés, todos los comienzos son agotadores. Sin embargo, yo pienso que el poderles dar el pecho, en cualquier momento, en cualquier sitio, sin tener que preocuparme de lavar, preparar biberones, calentar agua, y tener que ir cargando con más trastos, eso es lo cómodo.
¿Cómo hacías para salir a la calle con ellas, si querían mamar?
| Amamantando a las gemelas con almohadones |
Claro que con dos bebés, el salir a la calle resultaba agotador, siempre intentaba darles el pecho antes de salir, y miraba que para la siguiente toma estar ya en casa, o en casa de alguien para poder colocarme con las dos a la vez. Pero si veía que no iba poder ser, pues antes de que se pusiesen a llorar, le daba a una el pecho dónde estuviese, y luego a la otra.
Al principio tenía la sensación que era una odisea el salir a la calle, pero después te das cuenta que sólo es al principio, después ya te manejas mejor con la situación y los imprevistos y poco a poco las tomas se van espaciando más.
Las niñas fueron creciendo... ¿Qué destacarías de la lactancia después, cuando ellas ya comían otros alimentos, caminaban, hablaban?
Yo al principio, era cómo muchas, que decía que lo iba a intentar, pero la verdad que no me marqué un tiempo de lactancia, la idea era hasta que pueda.
Las niñas iban creciendo, y seguían tomando, y empecé a buscar información sobre lactancia prolongada, experiencias y también entré en contacto con una asociación de lactancia de mi ciudad (ABAM: Associació Balear d´Alletament Matern).
Ellas tomaban, ya empezaban a colocarse ellas solas, a pedir con gestos, luego con palabras, y la verdad que es una experiencia maravillosa!!!
¿La gente lo entendía?
A pesar de empezar a tener mucha gente en contra, y tener que soportar comentarios al respecto, por suerte yo estaba segura y tenía el apoyo de mi marido, al cuál le iba explicando todas las informaciones y experiencias al respecto que encontraba.
Encontré el foro de LLL, que resultó un gran apoyo y de mucha ayuda. Y empecé a contactar con muchas madres que tenían hijos de la misma edad que mis gemelas o mayores, y que seguían lactando. El poder estar en contacto con más madres en la misma situación, te deja ver que no "era un caso raro", que es algo normal, y te ayuda a poder seguir a pesar de los comentarios de los conocidos.
Amamantando a gemelas durante el siguiente embarazo
Cuando decidiste ir a por un segundo embarazo, ¿qué edad tenían las gemelas?
Al quedarme embarazada, mis hijas gemelas tenían algo más de 3 años. Y cumplieron los 4, unos días después del parto.
¿Te planteaste destetarlas al quedarte embarazada?
Para nada, tengo claro que quiero que sea decisión de ellas.
En muchos casos las madres que continuan amamantando durante un siguiente embarazo cuentan que sus hijos ya no maman tanto, e incluso muchos se destetan, ¿cómo fue la lactancia de las niñas en esta fase?
Si, siempre he oído eso, pero en nuestro caso no ha sido así.
Ellas han seguido con su mismo ritmo, se notaba que ya no salía lo mismo que antes. Yo les pregunté varias veces si salía leche, y ellas me decían que sí, aunque yo ya sabía que sólo era calostro, y otras veces les preguntaba por el sabor....y para ellas sólo ha variado la cantidad.
¿Y tú? ¿Tuviste molestias mientras ellas mamaban durante tu embarazo, como dolor en los pezones, o contracciones prematuras?
Si, desde el primer momento, tuve molestias en los pezones, de hecho, ésto fue lo que me hizo darme cuenta que estaba embarazada. Por ese motivo intentaba que fuesen tomas cortas.
Y las tuve todo el embarazo, sobretodo los primeros minutos de la toma, luego bajaba la molestia y/o desaparecía.
Desde el principio del embarazo noté también contracciones, pero no creo que fuese por la lactancia, en el anterior embarazo también las noté. Y creo que en segundos embarazos notas todas las cosas más pronto y eres consciente de todo.
De hecho en éste embarazo, el parto fue casi en la semana 42, así que nada prematuro.
¿Alguien, médico o no, te aconsejó dejar de dar de mamar durante el embarazo? De ser así... ¿por qué no lo hiciste? ¿Con qué información o apoyo profesional o personal contabas?
El médico no me dijo nada, porque ni siquiera se lo comenté. Yo estaba tranquila y bien informada. La matrona de mi centro de salud sí lo sabía y no me dijo nada al respecto, porque precisamente hacía unos meses había hecho un curso de lactancia para profesionales (yo hice éste curso y lo hice con ella), antes de éste curso, si que aconsejaba el destete a las embarazadas.
Yo estaba bien informada, por la asociación de lactancia, por LLL, la experiencia de otras madres y por mi asistencia a congresos sobre lactancia, a parte de todo lo que había leido por internet.
¿Preparaste a las niñas de alguna forma para la llegada de la hermanita y la necesidad de que compartieran el pecho de mamá con ella?
Sí, claro. Desde el principio intenté involucrarlas en toda la evolución del embarazo, y hacerles entender, que el bebé sólo puede tomar teta, y ellas, ya comen otras cosas, por lo que tenían que compartir, y en caso necesario, primero le tocaba a la bebé.
Y llegó la bebé, tres bocas, dos pechos...
¿Cómo fue la llegada de tu tercera hija? ¿Cuál fue su comienzo con la lactancia?
La llegada de nuestra tercera hija, fue muy especial. Fue un parto en casa, con mis hijas presentes, por lo que lo han vivido todo de forma muy directa. El parto fue en el agua, así que, por el tema del agua caliente/sangrados, me fuí a mi cama, y allí se agarró al momento, sin ningún problema.
¿Cómo te sentiste al tener de nuevo una recién nacida al pecho?
Algo maravilloso. Además ahora no tenía miedos ni dudas sobre lactancia, estaba muy segura de mi misma, y de hecho, con mis gemelas teníamos en casa biberones por si acaso había problemas o se quedaban con hambre. Ésta vez, estaba tan informada y segura, que ni un sólo biberón en casa, se que no me hacen falta.
¿Has experimentado algún tipo de sentimiento encontrado al dar de mamar a la bebé y, al mismo tiempo, a las dos mayores?
Sentimiento encontrado, así tal cuál no. Si es cierto que en algunos momentos de agotamiento, me da un poco de pereza, y preferiría que no tomaran, pero ellas sólo toman al acostarse y al levantarse, por lo que se lleva bien. Aunque algunas noches, cuando se tienen que ir a dormir y coincide que la pequeña tiene hambre o sueño, no la puedo soltar y no me puedo poner con ellas, pero poco a poco eso lo van llevando mejor.
Dos pechos, tres niñas... ¿Cómo te has organizado y te organizas con las tres niñas a la hora de darles de mamar?
| Las mayores se turnan |
Pues me voy organizando según como va surgiendo, a veces primero la pequeña y luego ellas dos, y otras mientras está la pequeña, las mayores se van turnando en la otra teta. Incluso tenía la idea de poder donar leche al banco de leche materna de mi ciudad, pero de momento no lo hago, por falta de tiempo.
Pregunta imprescindible: ¿Tienes leche suficiente para tres niñas? ¿Cómo te aseguras de que a la pequeña no le falte alimento?
El pecho produce lo que se demanda, ¿no? Entonces, claro que tengo leche suficiente.
De hecho ya he podido comprobar que, como dicen los expertos, la leche no se acaba nunca. Como hace poco dijo una conocida, la leche es "infinita": a veces, la pequeña está un rato remugando porque no sale, o sale muy poca leche, y después de un rato, vuelve a salir y vuelve a tragar con fuerza. Y es más evidente con las grandes, que ellas mismas me han explicado, que a veces no sale nada, y luego vuelve a salir leche, y ellas se quedan extrañadas, explicándome.
Y de hecho, mejor prueba que ver a mi pequeña, que a los 2 meses pesaba 6.710kg, y toda la gente se queda alucinada que esté así sólo con el pecho. Así que queda evidente, que no le falta alimento.
De nuevo... ¿algún profesional te ha dicho que no debes dar de mamar a las mayores para priorizar a la pequeña? ¿Qué opinas al respecto?
No me han dicho nada de eso, pero porque yo no he sacado el tema. Porque en mi centro de salud, tanto el pediatra como la enfermera, no son pro-lactancia.
Con las gemelas tuve que oir auténticas barbaridades de ellos, por el tema de la lactancia prolongada, así que con ellos prefiero no hablar de éste tema, porque ya se lo que me van a decir, y lo poco informados que están con la lactancia. Me parece increíble que la AEP recomiende unas cosas, y que muchos pediatras te digan lo contrario.
¿Crees que ha ayudado en algo el no haber dejado de amamantar a las mayores cuando ha llegado la bebé?
Pues la verdad que no sabría que decir. He leído que las madres que tienen un bebé mientras lactan a otro mayor, el pequeño suele coger peso de forma más rápida, y en éste caso, ésto es lo que nos está pasando.
A parte claro, de haber vivido ésta experiencia, que tan poca gente vive.
¿Y tú cómo llevas esta lactancia en "tri-tandem", física y emocionalmente?
Lo llevo bien, como he dicho, las mayores básicamente toman al acostarse y al levantarse. Si surge demanda a lo largo del día, pues depende como me encuentre, toman un poco, o sino les digo que esperen a irnos a la cama.
Es cierto que hay momentos muy agotadores. Con cansancio y sin ganas, muchas veces ellas parece que lo entienden, otras veces si ellas también están cansadas y son sueño, puede ser una "bomba", pero al final lo vamos llevando bien las cuatro.
A estas alturas, serás toda una experta en lactancia...
Jejejeje, pues supongo que sí.
Siempre que puedo intento ayudar a mis conocidas con bebés, y me pongo a su disposición si necesitan ayuda, pero es cierto, que muchas veces, no me piden ayuda al momento de necesitarla, sino que me comentan el problema cuando ya ha pasado, y muchas ya han recurrido a biberones, cosa que muchas veces me entristece, pues la mayoría de veces es por desinformación y por no pedir ayuda al momento, y sobretodo falta de confianza en ellas mismas.
Y de forma puntual, en ABAM, a mujeres embarazadas de gemelos/mellizos, les explico mi experiencia con mis gemelas.
Supongo que habrá habido y hay momentos duros o de cansancio, ¿con qué apoyos has contado y cuentas?
Sí, claro.
En éstos casos, siempre he tenido el apoyo de mi marido, que ha sido fundamental. ¡Gracias papi!
Y cómo no, a mis amigas y madres, que a través de internet hemos creado un bonito grupo (VLT: Viva La Teta), y nos apoyamos unas a otras en momentos de necesidad. ¡Gracias Tribu!
¿Hasta cuándo piensas continuar amamantándolas, tanto a las mayores como a tu hija pequeña?
Pues no me he marcado un límite. Lo que el tiempo y ellas decidan.
Aunque sé que voy a tener que seguir aguantando comentarios desagradables de mucha gente. Que no es que me importen demasiado, te acostumbras a ignorarlos, sabes que es fruto de la ignorancia sobre lactancia, pero lo que me preocupa es que les digan las cosas a ellas directamente, y les pueda afectar de alguna forma.
A día de hoy, ¿cuál es tu sentimiento en lo relativo a tu experiencia con la lactancia?
Creo que ha sido la mejor experiencia de mi vida. Muchas veces agotadora, pero no lo cambiaría por nada.
Ojalá todas las madres del mundo pudieran disfrutarlo.
Pero sin duda, al dar a luz a mis hijas y poderlas alimentar con lactancia materna, ¡creo que me he dado cuenta que éste es el sentido de mi vida!
(Esta mamá, además de una experta en lactancia, es una artista de regalos creativos y artesanales para bebés recién nacidos, hechos con pañales. Podéis ver su trabajo en su web: Babytarta).
Entrevista realizada por:
Elena de Regoyos
(19) 9391 4134
Suscribirse a:
Entradas (Atom)









