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sábado, 14 de marzo de 2015

Caraterísticas dos diferentes tecidos para uso de porta-bebê

Desde que o mundo é mundo, e desde que o ser humano é bípede (provavelmente antes disso também), nossa espécie se serve de panos, cipós, couros, peles e o que achar mais adequado para carregar os bebês de forma prática e mais confortável.


Bem, partindo disso, qualquer material serviria como porta bebê? A principio sim. Da mesma forma que qualquer material serviria de sapato, e temos alguns de altissima qualidade feitos com materiais desenvolvidos específicamente para isso (esportistas sabem bem disso), outros mais simples. Inclusive vemos fotos nas redes sociais de pessoas usando, a modo de chinelo, uma garrafa PET.

Hoje em dia tem grandes marcas com grandes departamentos de pesquisa, dedicados a estudar sobre a idoneidade de certos tecidos para carregar bebês, e a não idoneidade de outros. Isso se chama “profissionalizar”. Experiência, prática, pesquisa (engenheiros têxtis no campo), testes de resistência, laudos, profissionais especializados em ergonomia e fisiologia do bebê e do adulto que carrega.

Todo um submundo de mães, empresas, grandes marcas, assessoras e apaixonadas do babywearing ao redor do planeta testando, opinando, estudando, desfrutando, compartilhando materiais, analisando gramaturas de tecidos, tecelagens e dezenas de outros detalhes, que fazem da arte do babywearing algo realmente muito sério, além de muito gostoso.

É a recuperação de uma das artes milenares mais lamentavelmente perdidas no Ocidente.

Interesses do produtor vs Interesses do usuário

Neste mundo do babywearing tem duas partes: os usuarios  e os produtores/vendedores por outro.

Os produtos estão no mercado, todos: os bons, os ótimos, os menos bons, os ruins, os caros, os baratos, os quase de graça... Isso acontece em todas as áreas: na construção, na roupa, nos alimentos!

O consumidor/cliente tem direito de escolher, e a produtora tem direito de produzir. 

Mas quem compra tem direito de escolher sabendo o que está escolhendo, com suas vantagens e suas disvantagens: tem tijolinho compacto, tijolo furado, tijolo de concreto... Todos eles servem para construir paredes de casas, mas não todos eles oferecem a mesma qualidade e caraterísticas aos muros. Também eles tem diferentes preços. O produtor é livre de produzir quais quiser, e o cliente escolhe sabendo da funcionalidade de cada um.

Todos somos livres: o usuario de comprar o mais barato (porque não quer ou porque não pode gastar mais), e o produtor de produzir. Mas a informação sobre qualidades deve ser honesta e real.

Podemos, portanto, usar um lençol, toalha, pashmina ou echarpe como portabebê? Podemos. Muitas vezes dão melhor serviço do que porta bebês feitos específicamente para isso. Em ocasiões de precisar uma solução emergencial quebram um bom galho.

Falemos de tecidos para porta-bebê, então:

MALHAS 

Tecidos feitos a partir do trançado de um único fio, como se fosse um tricô. Pense na sua camiseta, ou em uma calça leggin. Um único fio vai se enganchando sobre si mesmo conformando o tecido.

-Cotton:

Cotton
Alta porcentagem de algodão (mais do 90%) completada com elastano. O preferido de muitas famílias por seu aconchego e gostosura ao toque. Mais quente que outros. Suave, acolhedor, parece um segundo útero. Ideal para os primeiros meses. 

Por volta dos 8-10kg começa resultar mais confortável usar um wrap tecido com mais suporte, ou já passar a portabebês mais práticos adequados a bebês grandes, como as mochilas ou mei tais.

Uma das grandes vantagens deles frente a wraps não elásticos é o fato de podermos fazer pré-amarrações (clique para ver o vídeo), que nos permitem colocar e tirar o bebê de lá dentro sem desfazer a amarração. Isso nos permite sair de casa com o wrap já amarrado e, chegando ao destino em carro, poder colocar o bebê dentro sem ter que arrastar as pontas dele durante a amarração em um estacionamento, por exemplo. Isso só o permitem os wraps elásticos (clique aqui para ver por quê não daria certo com um wrap sem elastano). Não podemos fazer isso com um wrap sem elastano, e pretender que fique bem ajustado, porque para conseguir colocar o bebê dentro do wrap já amarrado que não se estica, devemos deixa-lo frouxo, senão não cabe. E se está frouxo, não da sustentação. E a sustentação adequada é fundamental para um babywearing de qualidade.

-Malhas de algodão (NÃO INDICO)

Malha algodão
Seriam os denominados wraps semielásticos. Mesmo não tendo materiais elásticos na sua composição, a tecelagem em forma de malha faz com que esse pano estique. É um tecido de camiseta, de maior ou menor grossor. Ela não estica se você puxa de um extremo? Isso ai.

Algumas marcas internacionais fazem wraps de malha, porém de sendo uma malha de altissima qualidade, e de uma gramatura muito alta (quase um moletom), o que faz com que consiga dar um suporte bastante adequado nos primeiros meses. Isso sim, com menor capacidade de ajuste fino do que um wrap elástico (fica mais ajustada coma calça com elastano do que uma que não tenha, certo?).

As malhas de algodão conhecidas como "fio 30", usadas para elaboração de camisetas, não me parecem em absoluto adequadas para elaborar carregadores de bebê, pois a malha não é um tecido feito para suportar carga. Ela pode acabar laceando, se deformando, e não permite ajuste fino nem da bom suporte. Da mesma forma que não confeccionaríamos uma bolsa de malha para fazer feira, porque se deformaria com o peso do conteúdo, e não daria um suporte adequado, não indico carregar um bebê nesse tecido.

Imaginemos uma camiseta, e agora imaginemos um melão sendo carregado diariamente nessa camiseta. O peso do melão não iria deformando a camiseta? Substitua o melão por um bebê.

Eles podem até ser considerados mais frescos, por serem mais finos, e também são 100% de fibras naturais, o que pode ser apresentado como grandes vantagens. Mas o fato de serem mais finos traz dois problemas:

1. Por ser mais finos, além do laceamento natural da malha, são menos firmes no suporte, o que nos obriga a tensionar muito se queremos colocar o bebê de forma adequada, sem perder a posição de cócoras e dando suporte à coluna em forma de C. Isso faz com que o tecido possa acabar se cravando tanto nos nossos ombros quanto atrás das perninhas do bebê. Pois fica uma corda fina apertando essas áreas. Podemos, para evitar isso, despregar o tecido, e assim aliviar essas áreas. Mesmo assim, o suporte não costuma ser adequado além dos primeiros três meses, aproximadamente.

2. Pelo fato do suporte ser mais deficiente, nos vemos obrigados a fazer amarrações de mais camadas para reforçar. Portanto, acabamos usando várias camadas de tecido, o que já não resulta tão fino. Talvez fosse preferível um tecido de melhor suporte, que nos permita fazer amarrações de uma única camada, o que acaba resultando, ai sim, mais fresco.

Os wraps semielásticos, ou de malha, pioram a capacidade de ajuste quando vem com um quadrado de tecido costurado no meio deles, pois geralmente é usado um tecido plano, não de malha, nesta área, o que impossibilita o ajuste dessa parte, que casualmente é a que segura o bebê. A costura trava a possibilidade de tensionarmos de forma adequada.
Pessoalmente, não investiria em um wrap deste tipo.

Malha fria poliamida
-Malha de poliamida:

A malha de poliamida com elastano, em proporções similares às explicadas para o cotton, se comporta de forma muito similar a éste, porém com a vantaem de ser mais fresco. Ele é também mais escorregadio. Permite as mesmas amarrações do cotton, e também tem limite de peso por causa da elasticidade. Depdendendo da gramatura aguentará mais peso ou menos. Tem malhas de poliamida bem mais grosas que suportam uma criança relativamente grande (15kg de boa), e não resultam muito quentes a pesar de serem mais grosas pois a poliamida é mais fresca do que o algodão. É uma ótima opção para quem adora os elásticos e o bebê já cresceu.

-Dry fit:

Dryfit poliamida
Geralmente feitos em poliester ou poliamida, podem ser feitos também com ou sem elastano. Para uso em porta-bebês são indicados os elaborados em 100% poliamida, sem elastano. Nesse caso resulta transpiravel e muito fresco, gostoso ao contato com a pele e com ótimo suporte. Por não ter elastano, é considerado semi-elástico, portanto também permite fazer preamarrações.

Apto desde o primeiro dia, tem uma ótima capacidade de suporte, porém, ao ser um tecido muito fino, pessoalmente não me resulta confortável carregar crianças de mais de 12 kg nele, já que falta "acolchoado" nos ombros (mesmo abrindo as faixas para não ficar como uma corda), e a criança também pode reclamar de dor atrás dos joelhos. É o preferido das famílias mais calorentas ou aquelas que vão viajar a praia ou usar muito piscina ou chuveiro com o bebê pendurado, pois pode molhar e seca rápido. Preferível usar também com amarrações de mais de uma camada.

Os dryfits de poliester (material bem mais barato, e por isso o escolhido por muitas fabricantes) resultam mais ásperos, mais quentes (a pesar de finos e furadinhos) e cedem mais com o uso. Não os indico. Os dryfits com elastano, seja poliamida ou poliester, também não dariam um suporte firme.

TECIDOS PLANOS:

Tecidos feitos em tear, seja éste mecánico ou manual. São tecidos elaborados pelo entracruzamento de fios na vertical (urdume) e fios na horizontal (trama). Podem resultar mais finos ou mais grosos, mais densos ou mais leves (dependendo das batidas no tear, a trama ficaria mais ou menos fechada), e com diversos desenhos e formas de ir passando a trama no urdume.

-Tricoline, brim, sarja normal... (NÃO ADEQUADOS)

A principio são opções muito pouco adequadas, pois apresentam escasa maleabilidade diagonal, o que impede de ajustarmos o wrap prega a prega conforme as curvas do bebê. Ou fica faltando suporte (geralmente na cervical do bebê), ou apertamos demais, resultando cortante (pescoço e atrás dos joelhos), e desconfortável nos nossos proprios ombros. Como você se sente quando usa uma camisa de botões muito ajustada? Não da sensação e que não consegue se mexer direito? Que aperta sem conforto? Uma camiseta ajustada de esporte, por exemplo, já cede, né? Mas os tecidos planos resultam muito rígidos, portanto além de desconfortáveis, seriam inapropriados para respeitarmos a posição fisiológica do bebê.

-Sarja cruzada, diamante ou chevron:

Oferecem o suporte perfeito para carregar bebês: Não cedem na vertical ou horizontal, oferecendo um suporte ótimo, sem efeito rebote. Porém nas duas diagonais eles cedem, se amoldando as curvas e ao movimento do portador e do bebê, oferendo segurança, conforto e aconchego.


Permitem carregar bebês e crianças de qualquer tamanho ou idade, e dependendo da gramatura e composição podem chegar a aguentar centenas de kg. Portanto você pode carregar seu filho nele até não querer ou aguentar mais. E uma vez não sendo mais porteado, vocês podem fazer com ele uma rede ou um balanço para continuar disfrutando dele em casa. Adultos inclusive!

Geralmente são feitos em algodão, porém algumas marcas misturam fibra de algodão com outras como linho, cânhamo, bambu, seda ou até lã, outorgando a esses wraps novas qualidades quanto a suporte, frescor, calidez, brilho, etc.

São muito transpiráveis, e portanto geralmente os mais frescos (salvo alguns modelos mais grosos) e permitem um ajuste perfeito, pois uma vez tensionado, o tecido não se afrouxa. Ele também não se dobra sobre si mesmo nem se enrola nas bordas, portanto resulta muito confortável, não ficando, uma vez amarrado, um tecido em forma de “corda fina” nos ombros do portador, ou sob as coxas do bebê.

O grande poder de sustentação fazem deles mais frescos também porque não precisamos de amarrações de várias camadas para dar suporte firme, podendo usar amarrações tipo canguru ou outras que sustenham o bebê apenas com uma camada de tecido. Resulta firme apenas com ela, e também mais fresco.

Quanto mais o usamos, mais suave, maleável e gostoso ao tacto resulta. Em lugar de perder qualidades com o tempo de uso, ganha nelas!

Sarja cruzada
1. Sarja cruzada: 

Foi desenvolvida nos anos 70 pela marca de portabebês alemã Didymos, é um tecido fabricado práticamente só para uso com portabebês, no mundo inteiro. Ninguém produz sarja cruzada avulsa, que você consiga comprar nas lojas. Os fios da trama são colocados no urdume de tal forma que não fica parecendo um macarrãozinho diagonal completamente (como a trama de uma sarja normal, como a da sua calça jeans), senão que o macarrãozinho começa subir, e poucos fios depois desce, para subir de novo, e descer novamente. Isso traz uma maleabilidade ideal para carregar.

Sarja diamante
2. Sarja diamante:

A sarja diamante é algo muito parecido à sarja cruzada, só que a trama faz desenhos romboidais, seguindo o mesmo principio: o macarrãozinho diagonal começa subir, depois desce, e vai formando rombos com o proprio fio.

Chevron
3. Chevron:

O chevron, da mesma forma, faz desenhos de zig-zag, apresentando também caraterísticas similares. Geralmente os wraps feitos com esta trama resultam mais fofinhos e arejados, muito gostosos.

-Handwovens

Handwoven significa "tecido a mão". Nos teares se produzem tecidos desde faz milhares de anos. Existem teares das mais diversas formas, dsde oa msia simples (podem ser fabricados em casa), até os de pedáis, podendo ser muito complexos! Os tecidos produzidos neles resultam muito variados.

Tear manual para MamaÉ me mima

A industria fez com que o tear deixasse de ser um ítem tão presenta nas casas ou comunidades, porém no mundo do babywearing está se recuperando esta arte para a produção de carregadores de bebês de altissima qualidade. Entendidos como obras de arte, artesania de primeira qualidade. Kilometros de linha usada para um único wrap, cada fio colocado no lugar correspondiente pela artesã, que dedica dias a produzir um único pano, escolhendo cada cor e trama, e colocando toda sua energia nele.

Wrap MamaÉ sendo tecido manualmente
Dependendo da trama escolhida, as cores, materiais e experiência da tecelã, podem resultar em verdadeiras obras de arte, com altissimo valor no mercado, e com certeza com qualidades ideiais para usar com nosso bem mais preciado.


viernes, 13 de marzo de 2015

O que é esse tal de "babywearing de qualidade"?


Vocês devem ter percebido que eu ando falando e pregando o tal de "babywearing de qualidade". Ô slogan bonito, né? Pois é, porque carregar um bebê é coisa seria, além de coisa gostosa, convenhamos.

Pensemos em sapatos, um produto que a gente tem em quantidade e usa cada dia. Nos ajudará entender a analogia: Quantos você tem? São todos iguais? Só muda a estética ou também a praticidade deles? Você vai usar um tenis para fazer esporte, e um chinelo para ir à piscina, e um salto alto para ir em um casamento, uma bota se está chovendo e assim por diante.

Não vamos correr uma maratona de chinelo, e nem vamos ao casamento com um tenis de correr ou saimos na chuva com aquele salto alto chique. Da para fazer? Sim, claro! Nada é proibido e viva a diversidade! Mas a priori não seria o mais apropriado porque além das nossas preferências, cada tipo de sapato é mais funcional para uma finalidade específica.

Dificlmente vamos achar um sapato que supra todas as nossas necessidades. Dificilmente vamos achar um portabebê que supra todas as nossas necessidades. Cada um deles será mais apropriado para uma determinada circunstância e/ou pessoa. Vamos usar ele práticamente todos os dias por alguns anos. Sim, por anos, o bebê cresce e ganha indepenência, mas ainda vai precisar de colo em muitas ocasiões, por anos, isso se não chega um irmãozinho, e começamos de novo.

Então, vai ser um produto de necessidade digamos que básica por alguns anos no nosso dia a dia. Não seria tão maluco assim ter mais de um, pensando naquela analogia com os sapatos, né? Inclusive por estética, sim ("hoje prefiro uma cor clara", "hoje vou mais de alegria rainbow style"), o portabebê será nosso vestuário diario por um bom tempo, práticamente o que mais vai ser visto da nossa roupa. Se compramos várias camisetas, várias blusas, vários pares de sapatos, porqus os usamos a diário, o que há de estranho em ter mais de um(s) portabebê(s)?

Mas vamos lá. Além da utilidade prática de cada um, você terá preferências pessoais, e provavelmente use o tenis para muitas mais coisas, ou não, talvez você seja mais de sapato chique "antes morta que simples".

Entendido isso, você pode ser mais de tenis bom, ou talvez queira economizar e compre aquele que descola a sola quando chove, da chulé ou detona seu pé quando está correndo porque não tem flexibilidade. Sendo consciente, tudo bem. Tem de tudo no mercado. Sempre.

Então, é isso: temos a utilidade de cada sapato, temos as preferências pessoais e temos também as qualidades dos materiais e da produção.

Ainda falta um último ponto, o uso deles. Claro que a gente não faz cursos para aprender usar um sapato (alguns até podia, viu?), mas entendamos que não estamos falando de sapatos, e sim de artilugios para carregar nosso bem mais precioso: nossos bebês. Então, este último ponto é o uso que fazemos desse produto.

Se nossa sociedade perdeu culturalmente a tradição de "portar bebês", de praticar o "babywearing" (vestir o bebê), e agora nos vemos com metros de tecido de diferentes formatos querendo recuperar essa necessidade de contato com nossa cria, é lógico que aprendamos a fazê-lo de forma correta com quem tem se formado para esse fim, pois lamentavelmente não temos mais ancestros para imitar nessa arte milenar. Acreditem, tem MUITO estudo ao respeito, estudos sérios, rigorosos, com evidências. 

Publicação do International Hyp Displasia Institute (Instituto Internacional de Displasia de Quadril)

O corpo desse bebê está em desenvolvimento, coluna, quadril e cérebro deles em fases muito primitivas, e precisando de cuidados primorosos. Podemos errar e muito. Na forma em que os colocamos, no tecido mais adequado (não apenas para não passar calor, senão para permitir que respire, que dê suporte sem esmagar, etc).

Portanto, babywearing de qualidade é aquele que fazemos com consciência: sabendo quais os tipos de portabebê, as peculiaridades de cada um, conhecendo os tecidos, aprendendo a usar cada um deles, se informando sobre a fisiologia do recém nascido, assim como a do adulto que carrega (cuidado com esse assoalho pélvico, as lombares, as cervicais, a caixa torácica oprimida...).

Vamos slingar com consciencia? Será muito mais prazeroso. Procurem um bom profissional, cada vez tem mais! Se você não conhece nenhum na sua cidade ou estado, fique a vontade de me perguntar, ficarei feliz em poder te indicar alguém.


Elena de Regoyos para MamaÉ Me Mima 
(www.mamaememima.com)
Divulgue a vontade, cintando a fonte e link original.


-Sou formada como assessora de babywearing pela escola Mimos y Teta da Espanha, com anos de experiência e formadora de assessoras no Brasil.

-Veja mais sobre os diferentes tipos de portabebês neste link.

-Saiba mais sobre a necessidade de ser carregado durante a exterogestação clicando aqui.

-Informe-se sobre as nossas assessorias aqui.

-Se vocÊ quer ser assessora de babywearing, informe-se aqui.

-Veja aqui muitos mais artigos sobre babywearing publicados no meu blog.

viernes, 17 de octubre de 2014

Nó canguru na frente com wrap elástico. Pode?

Nó canguru com wrap elástico de MaMeMi, algodão + elastano
Dizia Don Quijote: "ladran, Sancho, luego caminamos". Fiquei sabendo que andam me difamando em um grupo do face. Eu deveria me sentir orgulhosa, dizem que só quem é "alguém" tem detractores. Até hoje eu pensava que era alguém no mundo do porta bebê no Brasil porque estou fazendo as coisas bem certinhas e sempre de maneira profissional. Mas olhaí, heim? Me difamando? Por que? O que eu fiz, além de trazer e divulgar todo o que eu sei, após anos de formação e experiência como assessora de porta bebê na Espanha e no Brasil?


Bom não quero saber quem é que me quer mal (prefiro, para que malgastar energias), mas quis saber qual a causa do "problema": E a causa é, parece ser, a amarração canguru feita com wrap elástico.

Vamos ponto por ponto.

Nó canguru com wrap elástico de MaMeMi, algodão + elastano
A amarração canguru é uma amarração ótima, porém mais "delicada" na técnica, pois ela originalmente termina com dois nós sob o bumbum do bebê, e não fazendo um "X" como a cruz envolvente, por exemplo, o que obriga a redobrar os cuidados com a bolsinha na qual o bebê se apoia, se senta. Se essa bolsinha não está bem bem bem feita, e o tecido não estiver bem bem bem tensionado, o nó não só não da certo, como que fica perigoso pois, efetivamente, o bebê pode cair por baixo (não temos bolsa bem feita para o bebê ficar bem sentado nela, e a falta de tensão faz com que ele possa tirar as pernas para baixo e cair).

Como fazer o nó canguru:



Partindo daí temos as seguintes limitações para o wrap elástico com esta amarração:

1. Ele geralmente é mais estreito que o wrap de sarja cruzada (não entro a falar dos wraps de malha de algodão, os produzidos no 98% das vezes aqui no Brasil, que se deformam com o uso e não dão boa sustentação), portanto só sobrará tecido em baixo para fazermos uma bolsinha de qualidade com bebês menores. Um bebê maior já não permitirá que sobre tecido embaixo para fazermos um bom asento. Quando sabemos quando o bebê já é grande para isso? Facil: quando não dê para fazer essa bolsinha bem feita, com o tecido entrando bem entre o corpo do bebê e o do portador.

2. Por ser elástico, quando tensionamos muito essa bolsinha-assento pode sair de entre o corpo do bebê e o do portador. É um risco não dos wraps elásticos, senão de um usuario pouco cuidadoso de wrap elástico. Devemos tensionar suficientemente como para os joelhos do bebê ficarem bem levantados, mas não tanto como para acabar desencapsulando o bebê. Desencapsular: desempacotar, desfazer o asento de tecido no qual ele está bem apoiado.

Então... podemos fazer um nó canguru com um wrap elástico? Definitivamente SIM. O nó canguru é o mais fisiológico para mãe e bebê, não precisamos/devemos renunciar a ele.

O que podemos fazer para que dê certo um nó canguru com um wrap elástico?

Ver video demonstrativo das limitações e de como resolvê-las:

https://www.youtube.com/watch?v=dMSmt0bAxpQ 




1. Usá-lo apenas com bebês cujo tamanho permitam fazer uma boa bolsinha-assento.
Bebês menores. O wrap elástico, de qualquer jeito, não é indicado para bebês grandes pois já não daria o suporte adequado.

2. Tensionar com cuidado para não desencapsular o bebê (já explicado lá encima).

3. Terminar a amarração de forma que nos dê mais segurança:
Opção 1: Em lugar de terminar a amarração com dois nós sob o bumbum do bebê, podemos dar mais segurança cruzando sob o bumbum dele da mesma forma em que cruzamos na cruz envolvente. Esse "X" já vai impedir o bebê cair por baixo.

Opção 2: Aproveitando que o wrap elástico geralmente é comprido, e que para o nó canguru precisamos realmente de pouco tecido (com um wrap de 3,20m já teriamos suficiente e os elásticos geralmente medem perto dos 4,50m ou 5m) podemos fazer com esse tecido que nos sobra um "nó canguru reforçado" (explicado no vídeo).

O babywearing, um arte VIVO

Dito isto, quero deixar aqui minha opinião de que no babywearing, igual que em qualquer outro ámbito, não tem nada decidido e fechado, que não possa ser modificado. Temos, sim, umas normas de segurança básicas e umas recomendações de uso adequado, todo isso baseado nas evidências que até hoje conhecemos. Sabemos como é adequado carregar um bebê, como não devemos fazê-lo (a pesar de termos produtoras, vendedoras e assessoras que explicam algumas dessas formas erradas ainda por todo o Brasil).

Normas de segurança e uso adequado de qualquer porta bebê:



Sempre que respeitemos essas normas de segurança e de bom babywearing, todo vale. Todo? TODO, sim, desde que respeitemos as normas de segurança e de carregar de forma adequada para o desenvolvimento fisiológico, emocional e neurolôgico do bebê, e também o relativo à nossa saude, a do adulto que carrega.

Podemos ainda, sim, inventar amarrações novas. Podemos e devemos fazê-lo! É divertido, é instrutivo, é prático... O proprio nó canguru é um invento de uma pessoa! Ele existe faz uns 10 anos apenas. Então, peguemos nosso wrap, ou nosso rebozo, ou nosso sling e testemos, experimentemos. Amarremos de forma diferente no final, usemos a argola de outra forma, passemos o tecido por cima do ombro em lugar de por baixo dele... Existem  inúmeras amarrações já inventadas, e inúmeras terminações de amarrações. Todas elas inventadas por pessoas que fizeram isso: pegaram seu porta bebê e brincaram com ele, testaram, inovaram. E conseguiram fazer coisas bem mais práticas do que já existia, ou bem mais estéticas, ou bem mais aptas para pessoas com dificudades para fazê-lo "daquela outra forma".

O babywearing não é algo pronto e fechado. É vivo. Todas nós podemos adicionar novas opções, desde que respeitemos a posição fisiolôgica do bebê e a nossa propria saude.

Mais artigos sobre babywearing clicando aqui.

Visite o site de MaMeMi para ver produtos, mais informações de porta bebês e videos: http://www.mamaememima.com


Elena de Regoyos para MaMeMi

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miércoles, 1 de octubre de 2014

Guia prática: tipos de porta bebê

Quantos pares de sapatos você tem?

Se você tivesse que escolher UM único par de sapatos da sua sapateira, qual escolheria para seu dia a dia?

Se você vai a uma sapateria e pergunta “Eu não tenho sapatos e preciso comprar um par, qual seria o melhor de todos para mim, por favor?”

 

Com os porta bebês acontece algo parecido... Cada tipo de porta bebê é mais indicado para uma fase do bebê, para um tipo de clima, para umas atividades ou melhor para outras, para usar de lado ou melhor de costas, para... Enfim, não existe um tipo de sapato objetivamente “melhor” que outro. Para um personal trainer, talvez o mais indicado, se tivesse que escolher apenas um par de sapatos para o dia a dia dele, seria um tênis. Já eu prefiro, para meu dia a dia, umas havaianas. E minha amiga Marta, advogada, não poderia prescindir de um sapato social no dia a dia dela. E mesmo assim, tanto eu, quanto o personal trainer quanto a advogada Marta, temos uma variedade na sapateira que nos permite mudar de sapatos segundo a atividade que vamos realizar esse dia, o frio ou calor que esteja fazendo, etc.

De igual forma, vou ter porta bebês mais indicados para um recém nascido, para crianças de mais idade, para fazer uma caminhada mais demorada ou para descer rápido do carro na padaria, comprar uns pães com o bebê e voltar para casa. Não quero usar o mesmo em um dia de chuva que um dia de calor sufocante.

O ideal, em realidade, se somos usuários de porta bebês habituais, seria ter uma variedade suficiente como para podermos usar em cada ocasião o que melhor se adapte as nossas necessidades desse dia. No final das contas... quantos pares de sapatos temos? “Mas é porque usamos sapatos todos os dias”. Pois é, e quantos dias, durante quantos anos, vamos carregar nossos filhos no colo? Não é melhor fazê-lo da forma mais confortável e apropriada possível em cada ocasião?

Se escolhemos um porta bebê fino, fresco, porque moramos num país quente, talvez vai chegar um dia em que ele não aporte suficiente sustentação a um bebê já maior. Porém se escolhemos um porta bebê mais prático na hora de amarrar, não vamos poder usá-lo durante os primeiros meses com nosso bebê sem comprometer o desenvolvimento fisiológico dele. E um mais rápido de usar? Pois é, mas dai o tipo de amarração que permite não distribui o peso de forma simétrica. Então, vamos lá saber mais de cada um?

Dentro dos porta bebês ergonômicos existe uma variedade muito grande, e cada tipo de carregador é mais indicado para uma fase, clima, atividade ou preferências inclusive estéticas do portador. Aqui vai, então, uma guia para lhes ajudar a escolher. Mas lembrem-se, a melhor forma de escolher é sempre se ajudando de uma boa assessoria e depois de experimentar em pessoa o porta bebê com seu filhote.

Antes de começar, advertimos que é imprescindível, sempre, verificar que estamos cumprindo todas as normas de segurança para carregar um bebê em qualquer tipo de porta bebê, que podem ver explicadas neste vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=vNS6-8u6Ag0#t=529


1. Wrap (tanto elástico quanto tecido):

Wrap sling
-Desde o primeiro dia até etapas mais avançadas
-Respeita a posição fisiológica do bebê à perfeição
-Carrega o peso de forma simétrica no nosso corpo, distribuindo peso em ombros, costas, quadril...
-É o porta bebê mais versátil, permitindo uma numerosa variedade de amarrações, tanto na frente, quanto de lado ou nas costas.
-Existem wraps de diversos tamanhos, tanto para pessoas diferentes quanto para amarrações também diferentes (e que não sobre ou falte pano, dependendo do nó).
-É necessário aprender a usá-lo bem, e caprichar na amarração.
-Permite as posições fisiológicas de sapinho e de berço/amamentar.

Wrap elástico
1.1. Wrap elástico (de malha de algodão com elastano, nunca viscolycra e afins):

-Perfeito para recém nascidos pelo aconchego e a suavidade do tecido (sensação quase de útero).
-Só com ele podem se fazer pré-amarrações, o que ajuda a quem se sente inseguro de amarrar com o bebê no colo
-Mesmo não pré-amarrando, tensionar o wrap é mais fácil com o elástico, exige menos técnica.
-Por ser elástico, deixa de dar uma sustentação adequada quando o bebê tem um certo peso/tamanho/movimentação (geralmente serve durante o primeiro ano).
-Geralmente são mais estreitos, então para certas amarrações (especialmente as de tipo canguru, e com bebê já algo maiores) devemos tomar especial cuidado, tratando de cruzar depois as alças sob o bumbum do bebê para reforçar a amarração e que o assento não se desfaça.
-É algo mais quente que, por exemplo, um wrap tecido.

1.2. Wrap tecido (de sarja cruzada, não de malha de algodão ou similares!):

Wrap tecido
-É um porta bebê “para sempre”: desde o primeiro dia até... sempre! Práticamente qualquer idade/peso/tamanho.
-Costumam ser de algodão ou outras fibras naturais, portanto é mais fresco.
-Permite todas as amarrações com bebês de qualquer idade.
-Requer de mais capricho e técnica na hora de tensionar/amarrar.
-É mais fresco que o wrap elástico.
-Podemos fazer outros usos dele: usá-lo de rede para o bebê, de balanço para crianças ou adultos, usá-lo no trabalho de parto para nos pendurar nele e aliviar o peso ou para segurar e puxar durante o expulsivo...

2.Sling (de argolas, com argolas adequadas)

-É o “coringa” dos porta bebês. Ótimo como porta bebê de apoio, quando já temos outro que distribua melhor o peso, ideal para certas ocasiões.
Sling de argolas
-Desde o primeiro dia até “sempre” também.
-Permite carregar na frente, de lado e nas costas.
-Permite as posições fisiológicas de sapinho e de berço/amamentar.
-Quando dominada a técnica, é rápido e fácil de colocar (portanto ótimo para fases em que a criança já anda, porém cansa rápido, e pede colo picadinho e constante. Esse sobe e desce permanente fica mais fácil e confortável se usamos um sling de argolas).
-É fresco.
-Carrega todo o peso em um ombro só (cuidado quem tiver dor ou lesões na coluna).
-Ideal para bebês pequenos que ainda não pesam muito ou para usos não prolongados.
-Tem que fazer muito bem a bolsa sob o bumbum (fundamental para o bebê ficar bem sentadinho no tecido e para não cair por baixo, pois não tem um “X” que o impeça) e caprichar na tensão preguinha por preguinha para uma sustentação adequada.

3. Mei Tai

Mei Tai
-Ideal a partir do momento em que o bebê já senta por si só (tem controle da coluna), por volta dos 4-6 meses, pois é um carregador que não permite tensão preguinha por preguinha e, portanto, não oferece a sustentação ideal a cada vértebra.
-Distribui o peso em ombros, costas e quadril.
-Conforto similar a um wrap, sendo mais rápido e prático para colocar/amarrar.
-Facilita o momento de carregar o bebê/criança nas costas.
-Geralmente, segundo a largura da base do corpo, permite carregar crianças de até 3 anos. Porém, se ele é mais largo e ainda da uma boa sustentação de joelho a joelho, pode servir para crianças maiores.
-Costumam ser de dupla face.
-São frescos por estar mais arejado nas laterais do que um wrap.
-Permite carregar na frente, de lado e nas costas, na posição de sapinho.

4. Canguru ergonômico

Canguru ergonômico
-Ideal a partir do momento em que o bebê já senta por si só (tem controle da coluna), por volta dos 4-6 meses, pois é um carregador que não permite tensão preguinha por preguinha e, portanto, não oferece a sustentação ideal a cada vértebra.
-É o mais prático e rápido para colocar.
-Perde capricho na tensão, com respeito a outros carregadores.
-Distribui o peso em ombros e quadril.
-Geralmente, segundo a largura da base do corpo, permite carregar crianças de até 3 anos. Porém, se ele é mais largo e ainda da uma boa sustentação de joelho a joelho, pode servir para crianças maiores.
-Permite carregar na frente e nas costas.

5. Pouch

-Não é ideal por não permitir ajuste/tensão
Pouch
-Pode ser um bom “quebra-galho” para momentos rápidos, porém sempre devemos verificar que o bebê/criança não fique inseguro dentro dele, devido a essa impossibilidade de ajuste (remetemos ao vídeo de “normas de segurança no babywearing de MamaÉ me mima).
-Permite carregar na frente, de lado e nas costas.
-Nunca usar com bebês que ainda não tem controle da coluna (geralmente a partir do 6 mês).

Existem inúmeros tipos de porta bebês, tantos quanto vocês quiser inventar, dsde que carreguem o bebê de forma segura e confortável, e você se sinta bem usando-os. Porém tem outros já conhecidos, mesmo sendo geralmente menos utilizados, como a kanga africana, o onbuhimo japonês, o podaegi coreano, o rebozo mexicano, o aguayo peruano... Ficam para outros artigos!

Rebozo mexicano
Kanga africana



Artigo de Elena de Regoyos para MamaÉ me mima
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lunes, 1 de septiembre de 2014

Oficina babywearing de MamaÉ no Samauma Indaiatuba!

Vei ter workshop em Indaiatuba! Vamos?

Conheça os diferentes tipos de porta bebês (wraps elásticos e tecidos, slings de argolas, mei tais...), as particularidades de cada um e aprenda a usá-los com seus filhotes, para ver com qual você se sente mais a vontade. Uma manhã de roda de mães com filhotes como o seu, em volta de uma atividade que fomenta o vínculo com seu pequeno.

Aprenda com "MamaÉ me mima" a slingar de forma segura, confortavel e saudavel, tanto para seu bebê quanto para você, e aprenda a evitar as formas não seguras, não confortáveis e não saudáveis também!

-QUANDO: Domingo 7 de setembro, das 9h às 11:30h.

-ONDE: Samauma Indaiatuba - Rua 24 de maio, 2408 esquina com a guatemala

-INVESTIMENTO: R$60/pessoa - R$90/casal.

-INSCRIÇÕES: Dorothe Kolkena (dorothe@terra.com.br)

miércoles, 9 de julio de 2014

Formação de Assessoras de Babywearing em outubro/2014



Formação de assessora de babywearing – 11 e 12 de outubro de 2014
Para maiores informações e inscrições, clicke nas duas imagens para ampliar:



viernes, 18 de abril de 2014

O nó pré-amarrado, melhor só com wrap elástico. Veja por que...

Muitos manuais e muitos vendedores/produtores de wraps não elásticos explicam como fazer, com ele mesmo, o nó básico pré-amarrado, aquele que você amarra o wrap tudo inteiro e, só depois de terminar a amarração, mete o bebê dentro (duas faixas diagonais e uma horizontal por cima delas).

O resultado é: wraps pouco e mal tensionados, bebês com pouca e má sustentação (o que pode prejudicar o desenvolvimento dele, e até fechar vias respiratorias) e desconforto para quem carrega por falta de tensão, o que desloca o nosso centro de gravidade e nos obriga a curvar a coluna para compensar.

Quer saber por que essa amarração não pode ser feita com wraps que não elásticos, a pesar do que muitos manuais e vendedores digam? Aqui tem a explicação/demonstração, usando um wrap elástico e um que não é elástico para ilustrá-lo.

A alternativa? Ou fazê-lo com um wrap elástico, ou fazer outras amarrações como a cruz envolvente, a mochila cruzada ou o canguru na frente, que permitem tensionar com o bebê dentro, à medida dele.