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miércoles, 11 de mayo de 2016

Carregar bebês: instinto ou têcnica?

Por Elena de Regoyos, jornalista, doula, assessora de amamentação, proprietaria de www.mamaememima.com e co-criadora da formação Bebê no Pano.
Por favor, cite fonte e link original para compartilhar.
O que é instintivo para você, o desejo, a vontade de ficar grudadinha no seu bebê, ou a maneira em como fazê-lo?

Pegar nosso bebê no colo é instintivo, porque somos mamíferas “carregadoras”, primatas, cuja cria nasce e não sabe andar atrás da gente, então a levamos no colo.

Acontece que elas não se seguram sozinhas no nosso pelo, como os outros primatas. E acontece que somos bípedes e precisamos das mãos para usar ferramentas. Dai inventamos outra ferramenta, um carregador de bebês, uma que ajuda nós, mães “carregadeiras”, a manter nossa cria grudadinha, enquanto nos locomovemos e usamos as mãos para outras coisas.

Como usar essa ferramenta, seja ela uma pele de bicho, um tecido, um cipó? Isso se chama técnica. Mais ou menos elaborada, mais ou menos vinda naturalmente, mas é técnica.

 

Quando isso começou acontecer, lá milhares de anos atrás, em todo canto do planeta onde tinha espécie humana, a consciência corporal, a propriocepção, existia intensamente. Então, o como acomodar um bebê, no formato em que ele nos mostra que precisa, no nosso corpo que está em ação e movimento, acontecia baseado no conforto, na segurança... de uma espécie animal com alto grau de consciência corporal.

Aconteceram, depois, três coisas:

1. A industrialização popularizou todo tipo de artifícios que facilitasse o afastamento de mães e bebês, para as mães poderem sair de casa, deixando as crias, e trabalhar na indústria: a cultura do carregar bebês foi se extinguindo na sociedade industrializada.

2. O capitalismo e funcionamento social que ele trouxe, a era digital também, e outros muitos fatores, fizeram com que o “bicho humano” industrializado perdesse grande parte dessa consciência corporal. Ouvir nosso corpo, confiar nele, sentir o que ele nos transmite e respeitá-lo, é incomum hoje entre nós.

3. Se perdeu a cultura do carregar, portanto as crianças começaram a crescer sem ser carregadas, sem carregar irmãos menores e sem ver as mulheres da aldeia ou entorno delas carregando outros bebês ou crianças.

Lembremos que somos animais culturais, sociais, e aprendemos por imitação. Primatas tem isso. Gorilas fêmeas que cresceram em zoológicos sem contato com outras fêmeas que criam filhotes, quando parem sua cria, não sabem se comportar. A gorila não tem instinto? Ou a gorila foi interferida na forma em que ela precisava (imitando outras fêmeas) para dar saída ao seu instinto?

Acontece com amamentação, certo? Por que hoje tem tantas consultoras e grupos de apoio a amamentação? (Graças a deus!). Mas não existe instinto? As mães mamíferas não tem mais instinto? Elas não deveriam amamentar instintivamente? 

Para que ter consultoras, livros, grupos no facebook, blogs, congressos... sobre amamentação? O instinto não basta? Entender como funciona nosso corpo de mulher para produzir leite, saber como os hormônios agem, nos rodearmos de outras mães que amamentam, vem ajudando muito as mães mamíferas de hoje que também foram interferidas, interrompidas, no instinto mamífero de amamentar. Assim como fomos interrompidas e interferidas no instinto mamífero de querer ficar grudadinhas às nossas crias.

Temos o instinto de querer ficar grudado ao nosso bebê, mas não mais a técnica de como amarrá-lo no nosso corpo, embasada na consciência corporal, e na transmissão cultural/social, de uma aldeia que carrega.

PRECISA DE TÊCNICA?

O instinto é de querer carregar perto a cria. Como fazer isso usando ferramentas (tipoias, cordas, panos, redes, peles...), chama-se técnica. Técnica surgida da intensa auto percepção corporal daqueles humanos de milhares de anos atrás, técnica mantida e transmitida culturalmente nas próprias aldeias, geração a geração, em lugares onde ainda existia essa percepção corporal.

Eu não nasci em uma aldeia onde as mulheres do meu entorno carregassem as crias.

Eu não cresci sendo carregada por minha mãe (sou oitava de 9 irmãos, me carregar em um pano poderia ter ajudado muito ela!).

Eu não tenho uma auto consciência corporal nutrida, estimulada e respeitada, desde a infância.

Eu tinha e escutei meu instinto de querer ficar grudadinha ao meu primeiro filho.

Eu não soube como fazer isso, não tinha referências.

Eu comprei um canguru, me senti desconfortável.

Eu comprei um wrap, me senti desconfortável.

Eu não sabia. Eu não tinha técnica.

Eu tinha instinto de ficar grudada nele (primeiro filho). Eu não tinha técnica.

Eu queria ter sido carregada, e queria ter vivenciado o carregar como algo natural na minha cultura. Eu queria ter sido estimulada e respeitada na propria consciência corporal. Mas eu não tive esses três fatores.

Eu precisei aprender sobre fisiologia do bebê, sobre desenvolvimento do corpinho dele, sobre tipos de panos e as caraterísticas que cada um me ofereceria na hora de carregar, sobre formatos de carregadores e pros e contras de cada um, sobre ajustes nesses panos para conseguir conforto e segurança, sobre meu próprio corpo. Eu precisei aprender.

E ai sim: eu fiquei confortável.

Eu carreguei.

Eu carrego.

Eu ensino a carregar.

Eu formo assessoras que, como eu, também ajudam outras mães a usarem esta técnica.

Estamos recuperando uma têcnica para que ela volte a ser transmitida culturalmente. E pesquisamos sobre ela, porque amamos o ato de carregar bebês.

Tenho certeza de que nossos filhos, talvez amanhã, não vão precisar aprender, porque eles foram carregados, e viram carregar. E carregaram. Com sorte os estimulamos na auto consciência corporal também.

Meus filhos carregam bonecos, e carregam a própria irmã, de forma surpreendentemente natural e fisiológica. Eu jamais “ensinei” eles com palavras ou palestras. Eles foram carregados. Eles vêm carregar. Eu sou grata a isso que lhes dou.


Sobre técnica: as pessoas no Japão comem com hashi, aqueles palitos de bambu com os que pegam a comida para levá-la a boca. Nós, ocidentais, habitualmente achamos isso um desafio, e quem consegue usar o faz daquele jeito "mais ou menos". E não é que as crianças japonesas sabem usar o hashi com facilidade?

Comer é instintivo. O Hashi é a ferramenta. Usar "os palitos" para comer requer têcnica. Querer ficar grudadinho é instintivo. O porta bebê é a ferramenta. Usar esse pano para ficar colado ao bebê requer têcnica.
Para mim, que nunca vi o hashi ser usado no meu entorno familiar e social, e que nunca o usei até a idade adulta, resulta complicado comer com eles (até me viro, vai, mas um japonês riria na minha cara, com certeza). Para a criança japonesa, é uma técnica relativamente simples, pois cresceu observando, e praticando.

Para concluir de forma mais descontraida, e como uma querida amiga me lembra: "Tem algo mais instintivo do que sexo? E não é que há dois mil anos alguém foi escrever o Kama Sutra, um manual de posições e práticas para termos orgasmos mais intensos e duradouros?". Lógico que podemos viver e desfrutar sem técnicas específicas que aumentam o prazer na cama. Não é por ai. O tema aqui é carregar bebês, e envolve outras questões.


miércoles, 20 de abril de 2016

Dicas para levar o bebê para as costas

-Treine primeiro amarrações de frente e laterais para se familiarizar com seu wrap, os ajustes e tensões e como ele se comporta.

-Certifique-se de que entende como é a posição fisiológica de cócoras do bebê, e de como fazer para garantí-la quando ele está no seu colo: coluna em C, pernas em M, quadril basculado para a frente e pano fazendo um bom assento profundo, saindo por trás dos joelhos do bebê. Tenho vários vídeos explicando isso.

-Pratique a manobra de levá-lo para as costas com ajuda de alguém que, sem interferir a priori, te transmita segurança caso você precise de ajuda.

-Pode treinar ajoelhada e/ou sobre uma superfície macia como um tapete eva ou colchonete.

-Um espelho para você poder manter contato visual com seu bebê quando está nas costas ajuda e muito, transmitindo segurança tanto a você quando ao bebê.

-Tenha certeza do bom estado do seu wrap, e escolha de preferência tecidos planos (não malhas) que dão mais firmeza, com pelo menos 60-70cm, para poder garantir um bom assento profundo (e o bebê não cair por baixo uma vez instalado.

-De preferência, espere o bebê ter, pelo menos, controle cervical (segura a cabeça sozinho).

-Em caso de dúvida, consulte uma assessora certificada.

Veja o vídeo completo em: 



Mais vídeos em www.mamaememima.com

Sobre a posição fisiolôgica:



Outros vídeos de costas:










sábado, 16 de abril de 2016

Mamadeira, pele a pele e babywearing


Por Elena de Regoyos, consultora de amamentação e babywearing, formadora Bebê no Pano e doula pós parto; para MamaÉmemima.
Gigi de 40 dias tomando mamadeira no sling

Muitas mães não conseguem ou não querem amamentar no peito, por diversos motivos, que não cabe ao resto da sociedade julgar. Em muitos casos, certamente, acontece falta de informação, de apoio e de incentivo, inclusive por parte de quem mais deveriam chegar esses aspectos: pediatras e outros profissionais da saúde, assim como os familiares e amigos mais próximos.

Por sorte, cada vez existem mais grupos de apoio presenciais e virtuais (indico o GVA – Grupo Virtual de Amamentação, no facebook), doulas pós parto e consultoras de amamentação formadas, suprindo esta carência social.

O fato é que qualquer mãe quer dar o melhor ao seu bebê. Quando uma mãe está alimentando seu bebê com mamadeira, seja pela causa que fôr, ela tem como fazê-lo da forma mais similar possível ao que seria amamentar diretamente no peito, que seria o ideal nutritiva, biológica e emocionalmente falando.

Como a psiquiatra espanhola, ativista pelos direitos dos bebês e seus pais, fundadora de Apoio Cesáreas e da Associação El Parto de Nuestro, Ibone Olza, afirma, no artigo "Dar biberón como si fiera el pecho":

“Quando um bebê mama no peito, além de leite recebe um abraço prolongado, ele é segurado nos braços muito perto do rosto da mãe, consegue ouvir o coração dela e escutar as conversas que ela tem, seja com ele ou com outros adultos. Todo esse contato pele a pele e essa interação tão próxima supõe um estímulo muito poderoso para o cérebro do bebê. Além do leite que recebe, os neurônios da pele dele são estimulados, enviando sinais ao cérebro que contribuem a liberar ainda mais ocitocina e outras substancias relaxantes. E é por isso todo que em cada mamada, os bebês sentem amor e prazer".

Temos como oferecer algo próximo disso, quando damos a mamadeira como se fosse o peito:

Amarração Amanda`s Hip Carry, para gêmeos
-Sempre pegando no colo o bebê ou criança para mamar. Mesmo que ela sozinha já consiga segurar a mamadeira. Peito, além de alimento físico, é alimento emocional, é contato, é abraço, é troca de olhares, é pele na pele, caricias, batimentos cardíacos, temperatura do corpo, cheiro de mãe. Os bebês ou crianças que, mesmo grandinhos, ainda mamam no peito, nunca perdem esse abraço, esse contato próximo,

quando mamam. Eles não podem pegar o peito da mãe e deitar no sofá para tomar o leite sozinhos com ele na mão. Precisam da mãe junto, colada a esse peito. Os bebês ou crianças de mamadeira, merecem também não perder, além do leite materno, esse contato tão rico, em cada mamada.

-Trocando de lado. Segurando o bebê a cada mamada com um braço, uma vez do lado esquerdo, e a seguinte no direito, para que ele possa olhar para a mãe cada vez de um lado, o que resulta fundamental para o desenvolvimento do cérebro dele.

Posição de amamentar, no sling de argolas
-Sob demanda. Sim, sem horários, assim como o peito. Sem deixar o bebê passando fome “porque não chegou a hora”, e nem forçando a terminar a mamadeira que preparamos, e que não queremos jogar fora. Aleitamento é sempre sob demanda, seja éste materno ou artificial. Quando o bebê pede (não precisa chorar, senão que atenderemos os primeiros sinais de fome), deve poder mamar, e quando se mostra satisfeito, não precisamos mais insistir.

Como o babywearing pode ajudar nisso?

Os porta-bebês são uma das ferramentas básicas para potencializar o contato com nosso bebê. Eles permitem carregar o bebê praticamente o dia inteiro deixando nossas mãos livres, sem limitar-nos nas outras atividades do nosso dia a dia. Esse contato é fundamental para o bebê em pleno processo de exterogestação. O contato é básico nesse momento. É alimento, tanto quanto o leite.

Afortunadamente, o fato de não amamentar o bebê no peito, não nos priva necessariamente de muitas outras formas de vínculo maravilhosas. O babywearing é uma delas.

Posição de berço, que também serve para dar mamadeira
Podemos amamentar no sling, e podemos, também, dar a mamadeira no sling, criando uma experiência nutricional, de corpo e alma, muito mais profunda.

Para dar a mamadeira no porta bebê, indico a posição de berço, com o bebê semi-deitado, as costas dele nunca na horizontal, senão em diagonal. Podemos conseguir esta posição tanto com o wrap quanto com o sling de argolas ou rebozo. Lembrando-se que o ideal é que o bebê fique com os joelhinhos mais altos que o bumbum, as canelinhas fora do tecido (para o peso cair no bumbum), e a cabeça fora do sling, segurada pela mãe, para ele se retirar a vontade quando não quiser mais.

Pode ver os seguintes vídeos explicando a posição de berço ou amamentar, que serviria também para oferecer uma mamadeira, no caso, com o bebê não tão virado para a gente:













Distinto uso do cinto da mochila e do mei tai

NA MOCHILA colocamos o cinto virado "para baixo", porque ele é estruturado, e o bebê irá sentar no painel da mochila, conseguindo um assento profundo, pois o cinto aguenta o peso sem deformar.


NO MEI TAI colocamos o cinto virado "para cima", pois ele irá fazer o assento como o fazemos nos wraps ou slings: com o próprio tecido entre o bebê e o nosso fazendo um bolso. O fato do cinto do mei tai não ser estruturado faz com que, se colocado da mesma forma que o cinto de uma mochila, o peso do bebê o deforme, dificultando a formação de um assento profundo, ou incomodando ao formar este.

Por Elena de Regoyos, assessora de babywearing em MamaÉmemima e formadora Bebê no Pano.
Mais info, vídeos e porta bebês de qualidade emwww.mamaememima.com.

sábado, 30 de enero de 2016

Amarração canguru nas costas, passo a passo e videos


1. Com a coluna inclinada, porem sem corcunda (bumbum para fora, coluna cóncava), coloco o bebê/criança bem centrado no meio das minhas costas, a altura ideal seria com o bebê conseguindo apoias a cabecinha dele na nossa zona cervical.

2. Espalho o tecido deixando a borda superior na altura das orelhas do bebê/criança, levando o resto do tecido bem esticado para baixo. Outra alternativa é levar o bebê para as costas com o tecido já colocado sobre ele.

3. Com o que sobra de tecido embaixo, faço um bolso/assento desde atrás de um joelho até atrás do outro joelho, e travando o tecido entre o corpo do bebê/criança e o meu proprio corpo, para que o bebê fique bem seguro e não caia por baixo. 

4. Levo ambas faixas de tecido encima de cada um dos meus ombros e me aseguro de que o bebê já está na altura confortavel. Se ele ainda está baixo, puxo das alças para cima com uma mão, enquanto com a outra empurro a modo de elevador do bebê para cima. E sem soltar ambas alças, de forma que elas segurem o peso do bebê, já posso ficar vertical (senão o bebê não vai nos deixar ajustar pois tentará se verticalizar, se afastando das nossas costas).

5. Segurando entre os joelhos firmemente uma das alças, começo ajustar a outra, esticando preguinha por preguinha o tecido desde a cervical do bebê até a parte sacro-lombar dele aproximadamente. O restante de tecido, que se corresponde com a parte que está fazendo a bolsa/assento, eu não puxo co força, apenas elimino frouxos e coloco essas pregas finais embaixo do resto de tecido, lá no meu ombro, para evitar que o bolso se desfaça. Essa parte é muto importante. O tecido da alça ficaria, portanto, como dobrada pela metade, sendo que a parte que segura o assento, bumbum e joelhos fica embaixo do resto.

6. Dou um par (não enrolo como um parafuso todo o tecido!) de enroladas nessa alça para ela não perder tensão, e a seguro entre os joelhos firmemente. Agora ajusto também a outra alça, da mesma maneira.

7. Com as duas alças ajustadas, as levo para trás por baixo dos meus braços a modo de alças de mochila.

8. Posso terminar fazendo dois nós embaixo do bumbum do bebê/criança, ou se ainda sobra bastante tecido, levo ele para a frente de novo (agora por bauxo das pernas do bebê) e amarro firmemente na inha cintura, ou no peito a modo de acabado tibetano (ver vídeos no canal de youtube de "mamaememima").

Videos da amarração:




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Elena de Regoyos para www.mamaememima.com

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Como montar o Sling de argolas?

1. Coloque as argolas no ombro e leve o tecido sem enrolar por suas costas até as argolas, na sua frente.

2. Passe o tecido de baixo para cima olá duas argolas, e depois de cima para baixo na argola de baixo.

3, 4 e 5. Comece a organizar o tecido nas argolas de forma que nenhuma prega de tecido fique encima de outras, senão que estejam todas uma do lado da outra, e as bordas do pano bem situadas nos extremos.

6. Verifique que tem espaço suficiente para acolher o bebê no pano, sem ser demasiado. A referência seria o osso mais alto do nosso quadril.

Seu Sling está pronto para colocar o bebê!

Elena de Regoyos para www.mamaememima.com
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Como usar o Sling de argolas?

1. Verifique que o tecido está bem organizado nas argolas, e que temos espaço suficiente para acolher o bebê no pano, sem ficar sobrando demasiado (a referência é o osso mais alto do quadril).

2. Pegue o bebê na posição fisiológica de sapinho ou côcoras, enrolado.

3. Passe os pezinhos dele por dentro do pano até eles sairem por baixo. Siga mantendo o bebê enrolado na posição fisiológica.

4. Coloque o pano como uma corda desde um joelho até o outro joelho do bebê, deixando cair o bumbum mais baixo, de forma que o bumbum impede de ver o pano lá embaixo (bebê segue acocorado).

5. Com o bebê bem posicionado, localizamos a borda superior do tecido e a abrimos até a altura das orelhas para o tecido, bem esticado, dar suporte a todas as costas, inclusive ao pescoço.

6. O pano sobrante embaixo irá fazer uma bolsa/assento entre o bebê e o nosso corpo. Isso o impede de cair por baixo. Os joelhos precisam estar mais altos que o bumbum.

7. Ajustamos o pano nas argolas, preguinha por preguinha, começando pela borda que ajusta a cervical do bebê, até passar apenas um dedo nosso entre o tecido e o pescoço do bebê.

8. Seguimos com as demais pregas, ajustando todo o pano de forma que não fiquem frouxos nas costas do bebê, até chegar na última borda, que vai segurar os joelhos do bebê mais levantados que o bumbum (côcoras).

9. Verificamos que as argolas ficam altas, perto do nosso ombro, o pano sem frouxos e bem tensionado, o bebê a altura dos nossos beijos e na posição fisiológica de côcoras ou sapinho, com o peso no bumbum, os joelhos mais altos (perninhas formando um "M) e a coluna arredondada em forma de "C".

Elena de Regoyos para www.mamaememima.com
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