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martes, 22 de noviembre de 2011

CAISM... Hospital Amigo das Crianças?

O CAISM, aqui em Campinas, é um Hospital Amigo das Crianças. Este é um título difícil de conseguir pelos hospitais. Eles têm que cumprir uma série de requisitos rigorosos para que a UNICEF lhes outorgue o título. O CAISM está cheio de cartazes pelas paredes indicando que eles cumprem com esses requisitos. Você passeia por essa maternidade e não vê mais do que cartazes promovendo o aleitamento materno (exclusivo até os 6 meses e depois combinado com outros alimentos até os 2 anos como mínimo, tal e como indica a OMS), inclusive com atrizes famosas nas fotos.

Os folderzinhos que eles repartem na consulta do pré-natal são rigorosos com as normas para garantir um sucesso no aleitamento materno, e vão preparando à mãe desde a gravidez para acreditar em que essa é a melhor opção. Insistem na livre demanda, na inexistência de “leite ruim” ou crenças como “eu tenho pouco leite”, incidem na importância do primeiro contato rápido e constante mãe-bebê após o nascimento para ele começar mamar quanto antes e recomendam a assistência a grupos de apoio devidamente informados sobre amamentação. Até aí tudo ótimo.

Hoje eu fui à minha primeira consulta de pré-natal no CAISM, e saí revoltada.
Reuniram a um grupo de umas 8 mães que iniciávamos o pré-natal lá em uma sala onde uma enfermeira ia nos informar de algumas coisas. Ela deu para todas nós um folder com informações corretas sobre amamentação e falou um pouco sobre isso. Disse que o melhor para o bebê é o leite materno, ao que uma das mães grávidas, que a partir de agora será denominada “mães de gêmeas” expôs:

-Precisamente por isso eu estou preocupada, pois sei que o meu leite é o melhor, mas sendo que estão vindo duas bebês, será que eu consigo amamentar?

(Trata-se de uma mãe de mais de 40 anos que já tem 5 filhos aos quais amamentou até quase o primeiro ano de idade).

A enfermeira diz:

-No seu caso não vai dar certo, você vai ter que complementar com mamadeira, como mínimo.

Eu não consigo me conformar com que em um Hospital Amigo das Crianças seja dada uma resposta absurda deste tipo a uma mãe com desejo de amamentar às suas filhas gêmeas, e interrompo:

-Eu gostaria de te indicar uma entrevista que eu fiz à uma amiga mãe de gêmeas que amamenta não só a elas, senão também à sua terceira filha, nascida quase 4 anos depois. Talvez o depoimento dela te interesse e transmita a confiança necessária para tentá-lo, pois o seu corpo esta preparado para isso. Uma ajuda profissional para resolver dúvidas e inseguranças seria muito apropriada no seu caso, e eu me ofereço a fazê-lo pessoalmente, de forma gratuita.A enfermeira me espeta:

-Não concordo com isso, você esta criando falsas expectativas e se ela não conseguir vai se sentir frustrada e até culpada.

Explico que só pretendia ajudar oferecendo o depoimento de uma mãe que conseguiu, como muitas outras também podem, mas depois opto por permanecer calada.

A mãe de gêmeas pergunta se ela terá leite suficiente e a enfermeira responde:

-O único que vai você fazer aumentar a produção de leite é tomar muita água, só se você tomar muita água, entre 2 e 4 litros por dia, vai ter leite suficiente. Mas isso não garante que vá ter para as duas, viu?

Eu fico impressionada com o fato de um Hospital Amigo das Crianças terem uma profissional tão absolutamente desinformada no relativo à amamentação, que não fala da importância da livre demanda, de que a produção se estabelece em função da demanda do (ou dos) bebê(s), que se têm um bebê que demanda muito e você garante esse abastecimento quando ele pede, o seu corpo vai produzir leite suficiente para ele, e se em lugar de um são dois bebês demandando, o corpo também vai dar resposta a esta demanda, sempre e quando você coloque às bebês para mamar cada vez que elas peçam. Ela não falou de prolactina, de oxitocina... Não, ela falou de água como um milagre produtor de leite, e depois concluiu que “nem isso garante uma produção suficiente, principalmente no seu caso, que são gêmeas”.

Mas eu já tinha optado por escutar e calar. Depois em privado ofereci o meu cartão para a essa mãe, no caso dela querer uma ajuda com a amamentação das filhas dela.

Uns quinze minutos depois a enfermeira começa fazer a ficha de cada uma, na frente das outras (o que considero constrangedor, pois continha perguntas tão pessoais e íntimas como: “a sua gravidez foi buscada ou foi um susto?”, “Você ainda esta com o papai do bebê?”). Na hora da mãe de gêmeas, ao perguntar pela idade dela, ela responde: “44 anos, sou a avó grávida” e começa tremer de vergonha pela confissão da idade dela (previamente tinha me comentado em baixinho que estava sofrendo muita ansiedade em esta gravidez porque não a esperava, e tinha vergonha de estar com essa idade com a barriga crescendo, precissando até de ajuda psicológica). Depois disso, ela não consegue nem responder o numero de telefone nem endereço, explicando que se sentia muito nervosa pela entrevista que estava realizando em esse momento.

A enfermeira pergunta:

Enf- Amamentou os seus outros filhos?

Mãe de G- Sim.

Enf- Quanto tempo?

Mãe de G- Algo menos de um ano, não sou muito de ficar amamentando crianças algo maiores.

Enf- Está ótimo, nem precisava de mais.

(Eu também acho bom que uma mãe chegue até o primeiro ano, ou menos ainda, se é o desejo real e informado dela, como parecia o caso).

Outra mãe comenta:

Mãe 1- Eu conheci uma mãe que amamentava ao filho com 4 anos!

Mãe 2- Isso para quê?

Enf- Não é necessário em absoluto fazer isso.

Mãe 1- Claro que não! Se ela já toma mamadeira e comida, para quê continuar pendurada no peito?

Mãe 2- Então para quê?

Mãe 1- Por besteira da mãe.

Enf- Por carência da mãe.

É um Hospital Amigo das Crianças...

Continuo calada, escutando com uma mistura de raiva e pena.

Quando a mãe de Gêmeas sai da sala, vira para mim e me pisca um olho. “Obrigada”, eu penso, e acredito que ela ainda vai conseguir.


Elena de Regoyos
-Doula de puerpério e assessora parental 
-Consultora de slings e amamentação
www.mamaedoula.blogspot.com
Tlf (Br) +55 19-9391 4134 / Tlf (Esp) +34 696 08 25 21

lunes, 21 de noviembre de 2011

Apresentação do meu TCC em Psicodrama. “Ausência de ‘tribo’: a solidão das mães puerperais na sociedade atual”

Queridas mães da Tribo MamaÉ, esta quinta-feira 24 de novembro de 2011 terá lugar a minha apresentação do TCC que venho realizando como finalização do meu curso de especialista em Socio-Psicodrama durante os últimos dois anos.

Será às 20h no IPPGC (endereço especificado no folder anexo). O tema do mesmo é o seguinte:

“Ausência de ‘tribo’: a solidão das mães puerperais na sociedade atual”

 Como algumas de vocês contribuíram de forma ativa à realização deste trabalho a través de grupos de trabalho ou depoimentos, e com certeza muitas outras podem se sentir identificadas com o tema tratado no mesmo, fico feliz de convidar a todas à citada apresentação. Para mim será muito emocionante contar com o seu apoio em um dia tão especial.

O Psicodrama é um método de trabalho com indivíduos e/ou grupos que reúne técnicas da psicologia e do teatro, com o objetivo de ajudar às pessoas a terem um maior autoconhecimento, melhorando também as suas capacidades para enfrentar situações críticas. Acredita no poder de toda pessoa para gerar respostas espontâneas e criativas -adequadas ao contexto e não determinadas pelas 'conservas culturais' da sociedade-, precisando só de algumas ferramentas adequadas para chegar em isso, que o Psicodrama pode garantir.

Um forte e carinhoso abraço a todas. Espero vocês lá!
(Clickar para ver em grande)

lunes, 7 de noviembre de 2011

Desfraldar ou não desfraldar... Essa é a questão. Como, quando e por que tirar a fralda dos nossos filhos

Pois é... chegam os dois aninhos, ou antes até, e as amigas, cunhadas, avôs e resto da sociedade (inclusive as professoras de escolinha) começam nos pressionar, mais uma vez, sim, como ao longo destes primeiros dois anos de mães, com a retirada da fralda dos nossos filhotes. Antes foi com “até quando você vai de mamar para ele no peito”, e o “Ainda dorme no seu quarto?”, sem esquecer do “você fica demasiado tempo com ele no colo”. Pois bem amiga... chegou a hora da fralda.

Pegue ar e se prepare, que a competição chegou de novo. O seu entorno “maternal” vai te bombardear com frases do tipo “meu filho com “x” meses já controlava o xixí”, “meu menganinho foi terrível, ele não me avisava nunca e eu tinha que ir atrás dele perguntando a toda hora se queria fazer cocô ou não, ao final ele sempre fazia nas calças, um horror”, ou “aproveite agora que esta calor, e assim é mais fácil”.

E a criança? O que ela têm a dizer em isto? No final das contas, não é um processo dela? Não tem a ver com a maduração dela como pessoa? Não têm a ver com a suas vontades e capacidades adquiridas ou não? Vamos decidir NÓS quando ela deve começar segurar o xixí ou o outro, só porque a filha da fulana já esta controlando ou porque agora é bom momento para mim?

Controlar os esfíncteres, ao igual que comer alimentos de adulto, caminhar ou falar, faz parte da evolução da criança. Não podemos forçar elas a fazer essas coisas antes delas estiverem prontas para fazê-lo, porque só vamos conseguir resultados como: frustração, stress, culpa e tristeza. De quem? Nossa, sim, é claro, mas principalmente da criança, acredite.

Não podemos ensinar a controlar os esfíncteres, isso não se ensina, isso se adquire (como o falar, o caminhar ou o engolir sólidos). É um processo gradual, demorado e lento. E o fato de ter deixado as fraldas com 18 meses, 2 anos ou 3 e meio não vai influenciar ao desenvolvimento da criança, nem às propriedades intelectuais dela na vida adulta. Ninguém vai lhe perguntar na faculdade quando ele aprendeu a falar ou a controlar o xixí.

Tendo definido uma idade "normal" de 2 anos para o controle da bexiga, criamos um problema principalmente para os nossos filhos.
Bem na segunda metade do segundo ano de vida (ou seja, após o ano e meio), alguns bebês podem começar a perceber quando eles têm uma fralda suja, ou mesmo quando "eles estão fazendo". Este é um grande avanço, mas é só o primeiro de um processo lento que pode levar cerca de dois anos, resultando em finalmente um controle do intestino e da bexiga. Reconhecer que "já fiz" não quer dizer que ele já saiba se antecipar a "quando eu vou fazer", e menos ainda a controlar se fazê-lo ou não fazê-lo.

Esperar para o verão

Use o verão para remover a fralda é uma conveniência dos adultos. Então, incluímos no mesmo “saco” à criança de um ano e meio, a de 2 e a de 2 e meio também. E começa essa “maravilhosa” fase de perseguir incansavelmente às crianças perguntando se elas querem fazer xixi, eu tocando a roupa delas, sentando-as no vaso sanitário sem conseguir nada. Passamos horas preciosas de comunicação nesta nova escala de valores onde o mais importante, colocando alegre ou triste a mãe, é "se ele fez ou não fez."

O estágio de aquisição de controle esfincteriano dos nossos filhos inclui, sim, o prazer das crianças serem capazes de decidir, pela primeira vez, se eles seguram o seu xixi ou cocô, e fazê-lo onde e quando quer, a demarcação de uma zona de autonomia maravilhosa para experimentar. É um lugar de poder onde se decide, e faz com que eles liberem este prazer da capacidade de fazer coisas por si mesmos.

E de noite?

O controle noturno merece um capítulo à parte. Apesar de uma criança controlar perfeitamente os esfíncteres durante o dia, pode demorar muitos meses até mesmo ser capaz de fazê-lo à noite. Costuma-se dizer que, depois de várias noites com uma fralda seca, o bebê está pronto para dormir sem ele.

Ao pensar sobre isso, é importante observar que:

-A criança deve concordar e saber exatamente o que está acontecendo, o que se espera dela ("já que você esta amanhecendo sequinho, você quer tentar dormir sem fralda? Eu coloquei um plástico sob o lençol para que você não se preocupe se você fizer xixi. Se quiser a gente testa, senão pode ser mais para a frente").

-Como qualquer processo, o controle do intestino e da bexiga não é linear, mas haverá muitos altos e baixos. Isso é parte do que é esperado e, o mais importante de tudo, nossos filhos sabem que os acompanhamos em este processo e que vamos esperar o tempo que for preciso.

É muito importante o reforço positivo ("que legal, você conseguiu, eu estou orgulhoso de você", etc). Sob nenhuma circunstância é aceitável que desafiemos a criança, a humilhemos ou ridiculizemos comparando-a com outros amigos ou familiares. É importante lembrar sempre que não há nada que ele possa fazer para controlar, ele vai controlar quando estiver pronto para isso.

Não voltar para trás? Regressão?
É muito freqüente isso de “uma vez retirada a fralda, não pode voltar atrás pois confunde a criança”. Sob o meu entender, o que confunde à criança e ficar insistindo em uma coisa que ela não esta pronta para afrontar. O que confunde à criança é a falta de compreensão da mãe, do pai ou o cuidador que for, que exige dela uma coisa que ela não pode ainda fazer, e que não pode voltar para atrás “porque senão confunde à criança”.

Respeitemos os nossos filhos, deixemos que eles nos mostrem o caminho quando se trata do desenvolvimento deles mesmos, confiemos em que eles adquirirão todas essas capacidades, no tempo que for adequado para eles, e cuidemos para não esperar mais deles do que eles podem nos oferecer.

--

Elena de Regoyos - MamaÉ Slings
-Doula e assessora parental
-Consultora de slings e aleitamento materno

http://www.mamaedoula.blogspot.com/
Tlf Brasil: +55 19-9391 4134 Tlf España: +34 696 08 25 21

lunes, 24 de octubre de 2011

Diferentes amarrações com o wrap sling: explicação e vídeos ilustrativos


Por Elena de Regoyos, jornalista, doula, assessora de amamentação, proprietaria de www.mamaememima.com e co-criadora da formação Bebê no Pano.
Por favor, cite fonte e link original para compartilhar.


Como consultora de carregadores de bebês, e agora falando dos wraps concretamente, muitas vezes me perguntam quais amarrações são mais adequadas para qual circunstância, para segundo qual seja o peso do bebê ou criança, para o frio ou o calor extremo... Pois bem, visando a nossa próxima oficina avançada de slings, para mamães que já usam wraps e querem ir além do nó básico, preparei este pequeno resumo dos nós mais habituais.

Cruz envolvente: É muito adequado para as primeiras tomas de contato, pois é fácil de fazer e pode ser feito de forma pré-amarrada (mais conhecido este já como o nó básico). Desta forma, o adulto pode primeiro se encarregar do wrap, e depois já pegar o bebê.

Pode ser usado por bebês desde o primeiro dia pois segura eles muito bem, e dá para colocar mais ou menos camadas de tecido em volta deles (duas ou três se é pré-amarrado, e de uma a três se o fazemos sem pré amarrar, com o que ganhamos algo de fresquinho no verão). Serve também com crianças maiores.

Fazendo este nó ganhamos confiança com o wrap e podemos, depois, passar a outros que requerem mais técnica.

Antes de nada, regras de segurança:



Quando escolher um wrap elástico, vantagens e disvantagens: 



Cruz envolvente com wrap elástico:



Dupla rede pré-amarrada:



Nó canguru (frente, costas e quadril): Este nó é um dos mais confortáveis e frescos, mais requer algo mais de técnica e a posição sapinho não pode ser “meio mal feita”; pois é a clave desde nó. Pode ser feito desde o primeiro dia também, principalmente na frente.

A principal vantagem deste nó é que deixa só uma camada de tecido sobre o bebê, pelo que no calor é muito recomendável, e pode ser feito com um wrap curto, pois não precisa de tanto tecido.

Para crianças de mais peso, ou sempre que usemos ele com wrap elástico ou de malha, é recomendado fazer os nós canguru reforçados com uma cruz ajudando segurar o peso da criança.

Canguru frente com bebê recém nascido:


Canguru frente com bebê maior, e posição de amamentar:


Canguru costas com crianças de vários tamanhos:


Canguru costas e várias finalizações:


Canguru na frente com wrap elástico (reforçado):




 Nó com twist ou boucle (quadril): É um nó muito fácil e confortável para crianças que preferem ver tudo, e portanto ficam melhor carregados lateralmente no nosso corpo. Pode ser feito pré-amarrado também, ou pelo menos a primeira parte dele e o resultado final é muito parecido ao de um sling de argolas. As crianças ganham campo de visão com os nós ao quadril e às costas, sem perder o refúgio do corpo da mãe ou adulto carregador. Pode ser feito com uma camada de tecido só caso o wrap seja rígico (não malha ou ela´stico), pelo que para o calor é muito indicado.




Dupla rede (frente ou costas): É muito confortável para os primeiros meses e por ter mais camadas de tecido, da maior suporte nas costas. Bom para bebês mais pesados:


Dupla rede costas, várias finalizações:


Dupla rede costas com wrap elástico:





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domingo, 23 de octubre de 2011

O sono do bebê amamentado. Qual é a sua receita para descansar?

Todas nós, mães, sabemos que uma das principais dificuldades do nosso papel com o filhote é a atenção de que os nossos bebês precisam durante as noites... e não apenas umas semanas ou meses! Por isso a Tribo MamaÉ propõe este tema para o nosso próximo encontro, que acontecerá esta terça-feira 25 de outubro às 9:30h no Céu Aberto, em Barão Geraldo.

Geralmente estamos muito cansadas, pois cuidar de um bebê durante todo o dia (e a noite!), um dia após outro, não é brincadeira. Mas é importante que sejamos conscientes do fato de que o nosso bebê na maioria dos casos não vai nos permitir descansar uma noite inteira durante bastante tempo.

Um recém nascido precisa ser amamentado pelo menos de 8 a 12 vezes nas 24 horas do dia. Isso quer dizer que durante as noites eles também precisam ser alimentados, aproximadamente cada 2-3 horas. Porém sempre têm bebês que dormem mais horas seguidas no começo da noite e depois acordam de menos em menos tempo o resto da madrugada... Não existe um parâmetro fixo, e tão normal é que ele acorde cada 45 minutos, como que durma 6 horas seguidas.

As mamadas noturnas são necessárias quando eles as solicitam, pois nos primeiros meses eles crescem muito rápido e têm grandes exigências nutricionais. Além disso, a mãe segrega uma maior quantidade de prolactina durante a noite, o hormônio responsável pela produção de leite. Se aproveitarmos para dar de mamar ao bebê em estas horas, a nossa produção de leite aumentará graças a estes picos de prolactina (e evitaremos possíveis ingurgitações matinais, tão comuns por causa destes picos de prolactina).

Muitas mulheres se sentem desmotivadas para amamentar aos seus bebês por este motivo, as exigências noturnas, e acham que com uma alimentação artificial a coisa será bem diferente. Mas os padrões de desenvolvimento infantil relativos ao sono não dependem do tipo de alimentação oferecida à criança, senão da evolução própria dessa pequena pessoa.

Então? Tem alguma solução? Isso é o que toda mãe gostaria de saber...

O primeiro que deveríamos assumir é que as crianças têm ritmos de sono diferentes aos do adulto, como já ficou detalhadamente explicado no artigo “O sono dos nossos filhos e as conseqüências de deixá-los chorar”. Os bebês, por tanto, precisam acordar várias vezes durante a noite, não apenas para se alimentar, senão para desenvolver a sua inteligência.

Por desgraça, quando a natureza estabeleceu esta forma de desenvolvimento, não teve em conta que os adultos do século XXI teriam que acordar cedo para ir trabalhar, cumprir horários estritos, render contas no trabalho, etc.

De quem é o problema de sono então? Da criança ou nosso? Pois é... é mais nosso que de ninguém. O bebê acorda muitas vezes porque esta se desenvolvendo de forma natural e saudável, ele não têm nenhum problema. Mas para nós, adultos, que queremos dormir a noite toda, isso representa um grande problema ao que, afortunadamente, podemos tentar dar solução, como seres inteligentes que somos, sem por isso obrigar aos nossos filhos a fazer uma coisa para a qual não estão prontos.

Ninguém pensa em obrigar a um bebê de 3 meses a caminhar, pois sabemos que não esta pronto para isso. A gente se adapta e utiliza carregadores de bebês, carrinhos e outras manhas para transportar o bebê enquanto ele chega a uma idade na qual aprende caminhar. E nem em esse momento vamos prescindir dos carregadores e os carrinhos para sempre, pois aprendem, mas é bem gradual o processo e demora alguns anos até que eles conseguem caminhar ao ritmo de um adulto, pelo teremos que ir acompanhando eles nos adaptando ao seu ritmo. Com a questão do sono é bem similar.

O que fazer para poder descansar adequadamente, então?Durante as primeiras semanas é muito importante que a mãe se obrigue a dormir pequenas siestas durante o dia, enquanto o bebê também dorme, pois não só as noites são duras, senão que ainda tem que se recuperar do trabalho de parto. Para isso é fundamental o apoio e ajuda dos outros adultos que a acompanhem: marido, mãe, empregada, etc. Os afazeres domésticos não são prioritários em este momento para a mãe, isso têm que estar na cabeça de todos para assim eles colaborarem. É fácil pensar que “enquanto o bebê dorme vou aproveitar para estender a roupa”, mas o descanso é uma prioridade maior. Por isso ela precisa de ajuda do entorno para essas outras tarefas.

Depois o bebê vai crescendo, e o aleitamento materno é uma grande vantagem, pois podemos amamentar deitadas sem necessidade de acender a luz, nos levantar da cama, ir à cozinha aquecer a mamadeira nem deixar o bebê ansioso esperando enquanto fazemos tudo isso...Quando menos demoremos em atender à necessidade dele, menos acordado ele ficará, e mais rapidamente voltará a pegar no sono. Para nós também é uma vantagem, pois a natureza prevê tudo e a prolactina noturna têm efeitos sedantes (que não duram mais de uns 10 minutos após a mamada) para nos ajudar a pegar no sono de novo. A mamadeira não consegue isso.

A cama compartilhada é uma boa opção se a mãe ou o casal optam por ela, pois realmente facilita muito todo o processo do aleitamento noturno. Com a prática o bebê acaba fazendo praticamente um self-service noturno, sem que a mãe quase o perceba, nem tenha que acordar. E ele quase tampouco.

Cada família vai encontrando a sua própria receita, a forma na qual eles se sentem mais confortáveis (todos na mesma cama, todos no mesmo quarto mas em cama – berço separado, em quartos diferentes...), todas as opções são válidas desde que respeitemos as necessidades da criança, porque o que serve para um não adianta para outro... Por isso animo todas vocês a compartilhar as suas experiências ao respeito, que com certeza serão muito ricas, com as outras mãe da Tribo MamaÉ.
-Você gostaria de compartilhar as suas experiências com as outras mães?

-Quer saber como as outras se viram durante as noites e o que melhor funciona para elas?

-Você já têm filhos mais velhos?

-Quando eles começaram dormir a noite toda?

-Como foi o proceso?

MamaÉ convida você e todas as pessoas que você queira trazer para fazer parte de "tribo" e bater um papo sem dúvida interessante sobre este assunto esta terça-feira 25 de outubro às 9:30h no Céu Aberto, atrás do Tilli Center, em Barão Geraldo (Campinas, SP). Venham todas e convidem outras pessoas!!

Mais onformações dos nossos encontros de apoio ao aleitamento materno:

Aleitamento - Tribo MamaÉ

Encontros de Apoio ao Aleitamento Materno e a Maternidade Ativa
http://mamaedoula.blogspot.com/p/tribo-mamae-aleitamento.html


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Artigos relacionados:

-Co-leito ou cama compartilhada. Por quê? O que é isso? Como fazê-lo de forma segura?

-O sono dos nossos filhos e as conseqüências de deixá-los chorar

-O puerpério e as falsas expectativas da mulher grávida

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sábado, 15 de octubre de 2011

Veja como adaptar a nova Boba 3G aos recém nascidos, e outros vídeos com as novidades que incorpora!

As novas mochila-canguru Boba 3G estão de caminho ao Brasil, a través da MamaÉ Slings!

Muitas de vocês já fizeram as suas reservas, e acredito que estarão querendo ver em ação as tão esperadas novidades prometidas.

Veja como se usam os novos bolsos que ela incorpora:



A alça da sua bolsa fica cainda o tempo tudo enquanto você usa a sua Boba? Observe como a nova versão Boba 3G incorpora um dispositivo para segurar ela à mochila:


Quer ver como é que se usa o capuz e os estribos?



Uma das novidades mais importantes da nova Boba 3G é que podera ser usada desde o comecinho, com bebês recém nascidos. Apreenda como reduzir o tamanho dela para adaptá-la aos mais petiticos:


Muitas mães me perguntam como podem colocar o seu filho de forma segura para carregá-lo às costas:


E por último... também é possível amamentar ao seu filho enquanto carrega ele na mochila-canguru Boba:



Mais informações:


-MamaÉ Slings apresenta o novo canguru ergonômico Boba 3G




-Comprou... e agora quê? Cuidados e dicas básicas para usar corretamente um wrap elástico

miércoles, 5 de octubre de 2011

MamaÉ comemora com você a Semana Internacional do Babywearing com uma oficina de slings após o Cinematerna


Usar um sling é fácil e todo o mundo pode fazê-lo, mas para isso é necessário seguir uns conselhos básicos para o uso adequado de um sling ergonômico (de argolas, wrap, mei tai, pouch ou canguru ergonômico), de tal forma que o desenvolvimento da coluna e o quadril da criança sejam favorecidos, e o conforto de quem carrega também seja cuidado. Desta forma você poderá carregar o seu bebê enquanto passeia, cozinha, almoça, brinca com o filho mais velho, trabalha no computador ou faz a compra.

Vamos comemorar juntas bem grudadinhas aos nossos filhotes a Semana Internacional do Babywearing (carregadores de bebês)! A oficina terá lugar na próxima terça-feira no Café Havanna após a sessão de Cinematerna, no Shopping Iguatemi de Campinas (SP).

Leve o seu sling se você tiver, suas dúvidas e o seu filhote também. Serão explicadas as differenças entre os differentes tipos de slings, assim como os diversos usos de cada sling, posições segundo necessidades, tamanho da criança ou clima, várias amarrações e o jeito adequado de usá-lo para todos ficarem confortáveis. Se você não tiver sling, eu levarei alguns para emprestar, ou você pode encomendar o seu antecipadamente atravês do email de MamaÉ (mamaedoula@gmail.com):



Lugar: Havanna Café, Shopping Iguatemi, Campinas.

Dia: Terça-feira 11 de outubro de 2011.

Hora: 16h, após finalizar a sessão de Cinematerna, que terá lugar às 14h (venham também!!).

Investimento: Gratuito.


CARREGAR O SEU BEBÊ É BOM

Carregar o seu bebê perto do peito, em contato pele a pele, permitindo-lhe que escute o seu coração, sinta o seu cheiro, durma com o seu balanceio e ninado com a sua voz... Não só não têm preço, senão que é possível, fácil e muito beneficioso.


Carregar o seu bebê em um sling é bom para seu filho!

-Choram menos!
Um 43% menos no total, e um 54% menos durante a noite!

-São mais saudáveis! Ganham peso mais rapidamente, têm uma melhor motricidade, coordenação, aumento do tono muscular e sentido do equilíbrio.

-Estimulação táctil: Estão em contato permanente, acolhidos, contidos, e são frequentemente acariciados. Eles mantém uma posição parescida à do ventre materno.

- Posição adequada. Em um carregador ergonômico a posição é a adequada e favorável para o correto desenvolvimento da coluna, fêmur e quadril do bebê.

-Desfrutam de uma melhor visão do mundo! Os bebês levados em carrinhos só chegam ver o mundo dos adultos desde a altura dos joelhos.

-Se independizam mais rápido! Fazendo deles pessoas mais seguras e menos “grudadas”.

-Dormem melhor! Dormem-se mais rápido e dormem durante períodos mais longos de tempo.

-Apreendem mais! Não estão sobre estimulados, mas sim tranqüilos e alerta, observando e tomando consciência do mundo que os rodeia.

-O bebê sente a segurança daquilo conhecido (calor, cheiro, voz dos pais). Disminui o stress e aumenta o bem-estar.

-Integração social: Forma parte da vida dos seus pais participando das conversas com amigos e as atividades quotidianas.

-São mais felizes! Se sentem queridos e seguros.

E é também bom para você!!



-Permite uma melhor comunicação entre o seu bebê e você
(sem esperar a que ele comece chorar!), porque você esta em sintonia com as expressões faciais do seu bebê e outros gestos.

-Cria confiança entre os pais: não há melhor sensação que quando o bebê esta tranqüilo e contente porque você satisfez todas as suas necessidades.

-É prático: porque não há nada mais desconfortável do que carregar um bebê conforto de plástico com um braço só!

-Movimentação segura com o bebê, independentemente do terreno: calçadas desniveladas, ruas estreitas, praia, transporte público, escadas ou trilhas na montanha.

-É saudável para você: convida-te a sair e fazer exercícios com o seu bebê.

-Bem-estar físico: Menos desconforto nas costas o muscular nos braços, devido a que o peso se reparte equilibradamente e simetricamente em todas as costas, nos dois ombros e principalmente no quadril.

-Permite uma amamentação confortável, sem necessidade de ter que buscar um lugar para sentar e se instalar durante isso. Pode fazê-lo em qualquer lugar e com discreção!

-Não precisa abandonar as atividades quotidianas, pois muitas delas podem ser feitas enquanto você carrega o seu bebê.

-Te ajuda a interatuar com outros filhos enquanto você carrega o seu pequeno no sling.

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Mais informações sobre slings:
-Slings e cangurús ergonômicos em MamaÉ Slings

-Sling elástico Sleepy Wrap: características, uso e videos ilustrativos

-Comprou... e agora quê? Cuidados e dicas básicas para usar corretamente um wrap elástico

-Slings… nova moda ou beneficios reáis?

-Comparação entre os cangurus tradicionais e os slings ou cangurus ergonômicos